Foto de quase nada

Star Trek

Pra início de conversa, se aparecer algum trekker no meu review, vou pessoalmente à sua casa só pra te espancar fisicamente. Não vou falar que gosto da série só pq voltou à modinha. Eu até que assistia, mas só sabia o nome de 3 personagens, Kirk, Spock e Bôboiê. Tinha tbm aquele com cabelo de Zacarias, eu gostava dele.  

A primeira parte desse filme vai ser unânime, é uma introdução muito melhor que a do Batman Begins, que todo mundo puxou o saco, mas era meio chata. Aqui é emocionante, ágil e gostosa, um pouco complexa, mas nada que uma loira do interior paulista não vá entender.  

A parte final tbm é boa, só que mais psicodélica, sempre com aquele clima de breguice pululante, figurino estilo lady gaga e alienígenas de plástico e pintados de verde. O som é completamente animal, a nave fica apitando o tempo todo. Ainda assim alguns velhotes (como o trekker que administra este site) vão torcer o nariz, pois não tem a pegada do seriado, é tudo mais urgente, a Enteprise da série parecia um ônibus dirigido por um motorista baiano chegando na rodoviária de Moçoró, maior moleza, aquele povo fazendo nada... Já a do filme da até cavalo de pau na frente de buraco negro. O que é incrível, pois o J.J. veio desse mundinho paradão dos seriados. 

A urgência da história tira dilemas que demorariam 4 episódios pra resolver. Se tem um Klingon na frente: mete bala; e se for uma Klingon gostosinha? Amarra e estupra (pois é prisioneira de guerra). Um exemplo disso é a melhor cena do filme, o ataque a 'perfuratriz' (que na minha terra se chama furadeira), onde em 2 minutos eles decidem o que fazer e já vão pro cacete. Por falar em Klingon, não aparece nenhum, os aliens desse filme são meio... do nordeste da galáxia.

Pena que não fará o sucesso merecido, aquela desgraça do Wolverine está em mais salas. Isso culpa dos filmes antigos do Star Trek que mataram o apelo com o público normal e heterossexual. É muito difícil ver um trekker 100% macho, garanto que nessas convenções eles vão pro banheiro se chupar, que nem uma coisa que vi numa reunião da maçonaria (não vou contar).

O Spock está bem macho, ele dá uns amassos naquela Uhura (que está toda moderninha, tem até um caso lésbico com uma mulher verde). Me perdoem a rima, mas essa Uhurra deixou minha pica dura. Alem de bonitinha ainda tem aquele jeitinho de quem sabe fazer os afazeres domésticos, deve ser ela quem cozinha na Enterprise. ahhh se ela trabalhasse lá em casa.

Outra coisa, o refrão da trilha sonora é repetido tantas vezes nunca mais saíra da tua auréola.  

Nota 8,30

Bonus:

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Distric 9 - Longa do criador de Alive In Joburg

Saiu ontem o primeiro teaser de District 9, produzido pelo Peter Jackson e dirigido por Neill Blomkamp, criador do elogiado curta Alive In Joburg e de comerciais de tv famosos, como os do Citroen C4 "transformer".

Neill Blomkamp na época chamou a atenção de Peter Jackson e chegou a ser cotado para a direção do filme baseado no jogo Halo, que acabou sendo cancelado. Mas a parceria com Peter Jackson não parou por ali, como podemos ver no trailer.

Trailer de District 9

Alive In Joburg (Para relembrar)

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Foto de quase nada

Hunger

 

É um filme extremamente seboso e violento. Conta a história de terroristas do IRA que eram presos e tomavam porrada na cachola pra ficarem alertas. Na cela não tinha banheiro, a bosta tinha que ser esfregada na parede, é meio Papillon com toques de Prision brake (1ª temporada). Alem do tal coco na parede, há várias cenas nojentas e verminosas, como eles comendo com a mão cheia de fragmentos de imundice. É praticamente um filme de terror transvestido de filme-passeata. O foco é um cara do Ira que faz greve de fome (daí o nome "hunger").  

Tem tbm cena dos policiais olhando o anus dos prisioneiros e depois enchendo eles de porrada (vamos confessar, um ato meio gay). Mas a cena que mais me alegrou foi um plano-sequência de meia hora, onde um prisioneiro e um padre do movimento, completamente bem entrosados e teatralicamente belos, discutem coisas que eu não entendi. Inclusive, to meio na dúvida aqui, não sei se defendo ou falo mal do IRA, não sei se eles são de esquerda ou de direta, pra falar a verdade, eu nem sei onde picas fica a Irlanda, deve ser ali entre a Gran Bretanha e o Reino Unido. Outro lugar que eu não sei muito bem onde fica é o Espírito Santo, vou até olhar no mapa.  

Podem assistir sem medo. Esse filme é irado. 

Nota 9,40

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Foto de quase nada

Vôo 666 - Documentário sobre o roque farinha do Iron Maiden

Vi numa pré-estréia lotada de fãs, todos com cara de ciariba, camisa da banda, bota de PM pobre e cabelo fedegoso de tão sujo e podre.

Mas o pior são as mulheres roqueiras, incrível como toda gorda adora roque, parece praga, basta começar a ficar gordinha que a menina já vai partindo pro Evanescence, depois vc nota que a maquiagem vai ficando mais pesada, que ela a passa a curtir um Muse, fica respondona, apanha na escola e ai já era: vai pro celtic frost ou slayer.

O filme é um documentário xarope, pois mostra o lado que todo mundo sabe sobre a banda: um bando de velhinhos ricos que gostam de jogar golf (e tenis!) nas horas de folga. Cadê as periguetes? Cade as fanzocas? Cade as roadies? Cade as putinhas alucinadas? Não tem. É basicamente um filme família.

Mas tem uma cena comovente de tão chorante. É a de um fã (no final do show) se desfazendo em lágrimas, tudo isso pq pegou uma baqueta do baterista (não, burro, ele pegou uma baqueta do guitarrista), até eu, que prefiro uma bossa nova, uma lady gaga, fiquei emocionado. Falando nisso, o que essa lady gaga tem de nariguda tem de putona.

Eu escutava hordas de roqueiros malignos sniffando, tinha um negão obeso que parecia aquele cara do Dr. dolittle que se acabava em lágrimas. No final, após aplausos enlouquecidos e palavras de deslumbre como "véi, vou ver dinovo essa parada aê", o filme acaba com uma musiquinha meio gay, não entendi, deve ser piada interna, é tipo uma musiquinha pra fazer viado dormir, deve tocar no final dos shows.

Eu só conheço 3 músicas do ironmaide, Number of the Beast, Fear Of The Dark e aquela outra que todo mundo conhece. Aquele vocalista só sabe cantar de uma maneira, ele faz umas performances com a mão e fica parecendo uma bicha fazendo origami. Sem falar que fica correndo pra lá e pra cá, qualquer dia cai e desencarna. Pelo menos se caisse ele arrumava aquele dente. Odeio rico com dente de pobre.

O filme mostra vários lugares por onde a turnê passou, inclusive um trecho no show do Paraná e São Paulo (onde mostram um bispo da igreja do ironmaide, todo tatuado e com aquele jeito de paulista que todo mundo já conhece).  

Nota 5,24

Trailer:

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Y - O Último Homem

Capa da primeira edição

"Y - O Último Homem" foi uma série de 60 revistas publicadas nos EUA entre 2002 e 2008 e escritas por Brian K. Vaughan, sobre quem já teci loas aqui.

Em síntese, trata-se de uma história pós apocalítptica, na qual um evento desconhecido mata instantaneamente todo mamífero que possui o crômossomo Y sobre a face da Terra -- com exceção de Yorick Brown e seu macaco de estimação "Ampersand" (provavelmente o melhor sidekick animal de todos os tempos).

A história se preocupa tanto com o aspecto macro -- as implicações político-econômicas mundiais que resultam de um mundo subitamente sem homens -- quanto com o aspecto micro -- a condição de Yorick, que tem subvertido o sonho masculino de se tornar o homem mais desejado do mundo.

Assim, da mesma forma que retrata a jornada de Yorick, que tenta chegar até a Austália para encontrar sua namorada Beth, Y - The Last Man mostra o que restou de um mundo que perdeu da noite para o dia a imensa maioria dos CEOs de grandes empresas, donos de terras, pilotos, membros das forças armadas, mecânicos e eletricistas.

Mas na verdade a coisa fica interessante mesmo quando esses dois aspectos se confundem, afinal Yorick se tornou o ativo mais raro e valioso do mundo, pelo que passa a ser caçado e disputado pelas superpotências mundiais (isto é, aquelas que ainda possuem algum tipo de forças armadas).

Uma das coisas que me preocupava bastante era a explicação que seria dada para a "praga" que matou todos os homens, mas agora, analisando em perspectiva toda a série, vejo que Brian K. Vaughan lidou muito bem com isso.

Os personagens e diálogos são muito bem escritos. Yorick é extremamente carismático (não tanto quanto Ampersand, diga-se) e os coadjuvantes de modo geral têm personalidade própria e são bastante críveis. Destaque também para a artista Pia Guerra, que tem um traço muito limpo e bonito -- diferente do que a Vertigo costuma apresentar, mas bem adequado para a história.

Não vou mentir para vocês: é claro que uma série em 60 edições tem seus altos e baixos, é muito difícil o cara se manter mensalmente genial durante cinco anos. Mas, mesmo perdendo o pique em algumas poucas edições, a série parte de uma premissa espetacular, consegue prender o leitor e chega até o fim de maneira mais do que satisfatória. E que final. A última edição é fora de série e cumpre bem o papel de mostrar o destino final de cada personagem.

A história vai render um filme -- provavelmente uma trilogia -- e já tem escolhido seu diretor: D.J. Caruso, que está queimando as pestanas junto com o autor Brian K. Vaughan e o roteirista de Batman Begins, David Goyer para comprimir 5 anos de histórias em 3 roteiros.

Aqui no Brasil, infelizmente a Opera Graphica só publicou os dois primeros arcos e depois parece ter abandonado o projeto. Mas quem tiver a oportunidade de ler a versão em inglês, vai fundo que vale a pena.

 

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As maiores humilhações futebolísticas

O blog gaúcho Impedimento teve uma ideia no mínimo curiosa para uma série de postagens: convidar torcedores de diversos times brasileiros para que eles elejam e relatem um Top10 com as maiores humilhações sofridas pelos seus clubes.

Falar das glórias é fácil, todo mundo sabe. Agora, para comentar humilhações históricas, o sujeito tem que ter muito bom humor, o que acabou gerando relatos engraçadíssimos. Destaco por exemplo o do Botafogo e o do Avaí, que ficaram muito bons.

Mas, por alguma razão perversa, ninguém superou as humilhações do Vitória, que foram escritas por um sujeito absolutamente hilário chamado Franciel Cruz:

Franciel Cruz wrote:

Humilhado e ofendido pelas pequenezas do Brasil

Das promessas de ano novo, uma das mais inflexíveis foi a seguinte: não quero conta com o ludopédio nos próximos (e longos) 18 dias. E foi negócio sério. Jurei a ninguém menos que São Bill Shankly que só romperia esta abstinência quando começasse uma das competições mais importantes do planeta, o Campeonato Baiano.

Cristão ortodoxo, nada me demovia desta inabalável convicção. Nada, vírgula, quase nada. Como diria a vedete de Santo Amaro, a força da grana, realmente, ergue e destrói coisas belas. E o vil metal entrou em campo tal e qual os zagueiros de antanho, dando chutes e pontapés nas minhas crenças. Amigos, em verdade vos confesso: os astronômicos valores da tenebrosa transação envolvendo os executivos da ImpedCorp e meu impoluto empresário jogaram minhas imutáveis opiniões para o escanteio.

E decidi voltar ao pebolismo (eu falei pebolismo, hereges) e listar as 10 maiores humilhações sofridas pelo brioso Rubro-Negro baiano. Porém, igualmente Corisco, não me entreguei facilmente. E, na assinatura do leonino contrato, fiz as seguintes exigências. Primeira. Obedecendo às recomendações da SPBC, realizei um corte epistemológico. Assim, as humilhações tinham que ter carinha de ninfeta, menos de 18 anos. Além disso, não seriam consideradas goleadas para times grandes. Só valia ser humilhado e ofendido pelas pequenezas do Brasil. A bem da verdade, nem mesmo determinadas goleadas para times pequenos entrariam na nominata. Afinal, como não diria a dupla sertaneja Ortega Y Gasset : uma humilhação é uma humilhação e suas circunstâncias. Seguindo esta metodologia, os 6 x 0 sofridos diante do Criciúma, em 2006, e os mesmos 6 x 0 que levamos do Brasiliense, em 2007, não seriam computados, pois nas duas pelejas cumprimos nossos objetivos: subir para a segundona e depois para a tal zelite do pebolismo.

Mas, chega de prolegômenos (recebam, sacanas, um prolegômenos pela caixa de catarro) e vamos às históricas e retumbantes humilhações rubro-negras, que, vos asseguro, humilhará as tragédias dos outros times.

Vitória 1 x 2 Baraúnas (06.04.2005)

Com a moral elevada de quem havia sido semifinalista no ano anterior, o Leão começa a Copa do Brasil de 2005 botano pra vê taúba lascá ni banda. Sem dó nem piedade, mete logo 3 x 0 na poderosa equipe do Confiança de Sergipe.

O próximo adversário é a perigosa Associação Cultural Esporte Clube Baraúnas, que acabava de eliminar o América Mineiro. Não bastasse tão importante credencial, o time potiguar ainda possuía no comando do ataque Cícero Ramalho, o Cabañas do Agreste, jogador tão ágil e gordo quanto um porco espinho.

Por tudo isso, sabíamos que seria uma labuta dos seiscentos, inclusive porque já havíamos perdido o jogo de ida por 1 x 0. Porém, acreditávamos na classificação. Ou, pelo menos, numa despedida honrosa. Mas, quá. Como diria o menino Xico Sá, tivemos que subir as escadarias do Barradão chupando o chicabon da melancolia.

Vitória 1 x 1 Baraúnas (22.02.2007)

Vindicta ainda que à noitinha. Estava tão certo que havia chegado a hora da vingança contra os potiguares que fiz algo raro nos últimos três séculos: me abstive de comparecer a um jogo do Vitória. E minha crença não era vã. Além do Rubro-Negro ter acabado de subir para a Segundona, a equipe de Mossoró não contava mais com o bara, bara, una, homem-gol Cícero Ramalho.

De férias, troquei o conforto do Parque Sócio Ambiental Barradão pelas agruras de outro Parque, o da Chapada Diamantina. E tome-lhe banho de Cachoeira, de rio, de riacho, o diabo. Na sexta-feira cedinho, antes do café da manhã, faço uma estranha solicitação ao dono da pousada.

- Moço, ligue a TV aí por favor.

- Mas, Sêo Françuel, o senhor não disse que TV era coisa de gente indecente?

- Disse, mas é que quero ver os gols e os lances espetaculares do jogo do Vitória de ontem à noite.

A maldita apresentadora abre o telejornal assim. “Mais uma vez o Vitória foi eliminado pelo Baraúnas”.

- Desliga esta miséria, moço. Televisão não presta pra nada mesmo.

E voltei correndo para Salvador, deixando para trás as belas paisagens e mais 50 gramas de produtos não recomendados pela Carta Magna. E pensei com meus humilhados botões: É só abandonar esta porra de time que acontecem estas tragédias.

Vitória 1 x 4 Itinga (21.04.2008 )

Às vezes, o Vitória não respeita nem mesmo minha presença. No mais louco campeonato de todos os tempos, liderávamos o quadrangular final e era chegada a hora de devolver a derrota da fase inicial contra o Itinga. Menos de 15 minutos de jogo, porém, em jogada pelo lado direito, a carniça mete 1 x 0.

Faço uso do frasco de Cepacol e começo a alertar Willians, que, de forma improvisada, ocupava a lateral direita (ala é a puta que o pariu). Grito e oriento, como há muito não fazia. No entanto, o infeliz continua deixando a avenida aberta. Grito mais. Nada. Além de surdo, o desgraçado não usa aparelho auditivo telex. Resultado final. Quatro gols pelo mesmo lado. Perdemos a liderança e a vergonha.

Vitória 1 x 1 Itinga (07.08.1994)

Já que falamos da carniça, não há como deixar de fora esta zebra histórica. Antes, porém, um pouco de contextualização e caldo de galinha, que não fazem mal a ninguém. Seguinte. No ano anterior, o Vitória encantou a Bahia e uma banda de Sergipe chegando à final do Campeonato Brasileiro contra o Palmeiras. E começa o ano da graça de 1994 de forma arrasadora, ganhando quatro partidas seguidas do ex-rival, sendo duas de goleada. Era, portanto, franco favorito à conquista do título, apesar da carniça jogar pelo empate por obra e graça destes impenetráveis regulamentos do Campeonato Baiano.

Mas, minha fé no sucesso era tanta que desobedeci a um dos maiores ensinamentos de meu falecido pai que, nos sermões antes do almoço, sempre alertava. “Meu filho, teime, teime, teime muito, mas não aposte”. Botei uma grade de cerveja na base do bico seco. Aos 46 minutos do segundo tempo já pensava nas gelosas quando Raudinei empata o jogo e cala metade das 100 mil pessoas que lotavam a velha Fonte Nova.

Além de perder o título, tive que ficar no Milongas Bar ouvindo a noite toda a seguinte e insuportável canção: “Bem que eu lhe falei, bem que eu lhe falei, que o Vitória se fudia com um Rodinei”. Os analfabetos não sabiam nem o nome do cara que fez o gol.

Esta, porém, foi a última glória do Itinga Futebol Clube. O desespero dos zé ruelas é tanto que ainda hoje comemoram este gol, inclusive lançaram até livro. Coitados.

Vitória 2 x 4 Colo-Colo (28 de maio de 2006)

Tragédias belas são aquelas que ocorrem na minha aldeia. Por isso, as cinco primeiras humilhações escolhidas foram exatamente com times da Bahia e do Nordeste. E encerro esta epopéia regionalista com o relato da decisão do campeonato baiano de 2006, contra o imbatível Colo-Colo de Ilhéus.

Ostentando o brasão de atual tetra-campeão baiano, o Vitória começa a competição como franco favorito. Se fosse por pontos corridos, o Leão seria campeão com 30 rodadas de antecedência. Mas, não era. E tivemos que disputar um mata-mata contra a equipe de Nacib. E o quibe entrou. Na verdade, quatro. E de virada.

Na ocasião, desenvolvi 10 teorias para explicar a derrota. Quem estiver desocupado, confira aqui, ó. Aos assoberbados, resumo informando que a entrega do título foi um ato de generosidade do Vitória, pois havia 37 anos que uma equipe do interior não se sagrava campeã baiana.

Vitória 0 x 1 Paraná (11.07.1992)

No glorioso ano da graça de 1992, a cantora Sandyejúnior lançou o álbum Sábado à Noite.

Caso eu tivesse um mínimo de cultura, no dia 11 de julho de 1992, um sábado à noite ficaria em casa apreciando tão importante obra na linha evolutiva da música brasileira. Mas, quá. Só quero saber de bola. E despenquei para a Velha Fonte Nova para assistir a primeira grande tragédia nacional do Vitória. Lutando por um triunfo simples para conquistar o título da Segundona contra o Paraná, o Leão passou a partida toda sem dar um chute a gol, num dos jogos mais apáticos da história do balipódio.

Putaquepariu!

Puxei o Cepacol do coldre e comecei a gritar e xingar, mas um amigo fez um sábio alerta. “Rapaz, páre com isso. Este time não merece nem sua vaia”.

Vitória 1 x 2 Ponte Preta (19.12.2004)

Neste ano, o Vitória começou o campeonato de modo avassalador. Nas cinco primeiras rodadas, apenas uma derrota, um empate e três vitórias, sendo duas goleadas (6×1) no Paraná e (5×1) no Flamengo.

Mas, amigos, em verdade vos informo. A axé music prejudica não só a música brasileira, mas também o futebol. A máfia do dendê não é brincadeira. Capitaneados por Edílson Capetinha, que abriu uma casa de pagode, o Ed10, os jogadores rubro-negros caíram na gandaia. E a equipe caiu de produção. De candidato ao título, o time chegou à última rodada lutando contra o rebaixamento. Lutando é forma de falar. Completamente ressaqueados, os infelizes não esboçaram qualquer reação contra uma Ponte Preta que não almejava mais nada e estava sem cinco titulares.

É óbvio que a torcida também enchia a cara. E se todos assim procediam, não seria o rouco locutor que desta lei da natureza baiana iria ter isenção. E tome-lhe canjebrina. Acontece que tem uma lenda que vaia de bêbado não vale. Então, por isso, ao invés de apenas xingar, logo após o término deste jogo parti para cima do alambrado sem dó nem piedade. A cordial polícia baiana deu prosseguimento à folia com cassetetes e bomba de gás lacrimogênio, o que não influenciou no resultado da partida, mas melhorou consideravelmente minha embriaguez. Uma beleza.

Vitória 3 x 3 Portuguesa (10.09.2005)

Deste jogo, que selou a queda do Vitória para a inédita Terceirona, digo apenas que aconteceu uma das cenas mais constrangedoras da história do Parque Sócio-Ambiental de Canabrava, Santuário Ecológico Monumental, o Barradão.

Quem tiver curiosidade clique NESTE LINQUE e vá até o fim do relato.

Vitória 3 x 4 Goiás (02.11.2003)

Se macumba ganhasse jogo o campeonato baiano terminava empatado.

Alguns dizem que esta frase é de Neném Prancha. Já outros, garantem que ela foi proferida por João Saldanha. Não importa. O fato é que, em se tratando do ludopédio, não devemos desprezar o Sobrenatural de Almeida. Não se pode cantar vitórias muito cedo nem mandar flores para a cova do inimigo (royalties para o bigodudo xibungo cearense, desculpem-me tantas redundâncias).

Pois muito bem. Exatamente no fatídico Dia de Finados o Vitória terminou o primeiro tempo metendo 3 x 0 no Goiás. Diante de tão dilatado placar, subi as arquibancadas e fui comemorar numa das quatro budegas do Estádio. Ainda embriagado, não acreditei quando o placar marcava 4 x 3 para o Goiás, de virada. Apesar de alguns afirmarem que quando bebemos esquecemos, garanto-lhes que uma humilhação movida a álcool é inolvidável.

Vitória 3 x 3 Grêmio (03.05.1997)

Por último, para encerrar a série, deixei exatamente a maior humilhação dos últimos tempos. Ser eliminado da Copa do Brasil duas vezes pelo Baraúnas, ainda vá lá. Agora, ser eliminado por um timeco do porte do Grêmio, que ainda por cima é tricolor, é quase que inacreditável.

Mesmo tendo perdido a partida de ida por 3 x0, eu sabia que era perfeitamente viável a classificação às semifinais. Eu e mais 40 mil fanáticos. E, realmente, mostramos que o time gaúcho não era de nada. E metemos três. Só que o miserávo do Júnior Touché (isto lá é nome de zagueiro) entregou a rapadura. E depois que terminou Vitória 3 x 3 Júnior Touché fiquei tão injuriado que voltei para casa andando, não sem antes parar em 946 bares. Um pouco sobre esta saga e suas conseqüências aqui, ó.

A convite do Impedimento, Franciel Cruz nos enviou este inigualável relato.

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Foto de Pringles

1994 o ano que morri por dentro

Parece que foi ontem que eu cheguei da escola (tava na 7ª série) e recebi a trágica notícia que Kurt se suicidou. Liguei na MTV e tava o Thunderbird apresentando um especial de clipes ja era noite.

Não conseguia acreditar, ao lado do meu som estava In Utero novinho que tinha acabado de comprar junto com Nevermind eram os unicos cds que eu tinha. Nirvana foi o simbolo daquela era 1992, 1993, 1994 um novo comportamento uma nova atitude de ver o mundo. Faltei aula no dia seguinte passei o dia ouvindo os CDs e pensando o que seria do futuro meu Deus?

Mas dentro de poucos dias aquele tempo me revelaria outra perda, uma ainda maior dolorosa e fatal, a morte de Ayrton Senna. Já faz 15 anos que o trágico 1994 assombrou toda uma geração.

Parte de mim ficou lá naquele ano, se quebrou, perdeu, minha identidade tudo o que os anos 90 representava pra mim morreu e não foi mais o mesmo, nunca tive aquilo de volta minha adolescência terminou cedo, fiquei sem identidade, o mundo perdeu a graça. A partir daí tive que mudar pra me adaptar aos novos tempos sabendo que nada daquilo iria voltar e vi apenas o resto dos anos 90 passar, nada que preste e se iguale o que foi seu início. Quando os anos 2000 chegaram eu mudei pra sempre e deixei parte de mim pra trás para sempre.

Adeus 1994, adeus anos 90. O mundo foi cruel com minha geração e talvez seja por isso que nada mais preste ao ouvidos daqueles que presenciaram uma revolução musical e comportamental. Hoje resta apenas a memória de um tempo que eu vivi, um tempo que não volta e não se iguala jamais.

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Foto de Leão da Barra

Procuram-se roteiristas!

Parece que a Marvel está querendo mergulhar de cabeça em Hollywood, transpondo para a telona desde os personagens mais famosos até os mais obscuros.

Segundo a Variety, eles estão dispostos a dar chance a roteiristas que surjam com ideias criativas para lançar os personagens menos conhecidos. Seriam contratados até cinco escritores, e especula-se que o salário possa chegar até a US$ 100.000,00.

Alguém se habilita?

Variety wrote:

Marvel's hiring writers
Team to adapt characters into films
By MARC GRASER

With more than 5,000 crime fighters and villains in its library, Marvel Entertainment is looking for some help in adapting those characters into films.

Comicbook giant is readying to assemble a group of scribes who will pen scripts for various properties Marvel wants to develop.

The writers group will be similar to that created by the fellowship program the Walt Disney Co. has been running since 1990. Latter enlists a dozen scribes to work with creative execs to develop films for the studio and TV shows for ABC, the Disney Channel and ABC Family.

Marvel will invite up to five writers each year to work on specific projects, said a source familiar with the deal. Those could include staffers behind Marvel's comicbooks. Tenpercenteries around town are currently pitching potential candidates with writing samples.

The company will provide the specific pitches it wants the scribes to tackle. Those could involve certain plot points for movies already in development or characters it would like to see in its future film slate.

Gathering of scribes will help Marvel come up with creative ways to launch its lesser-known properties, such as Black Panther, Cable, Doctor Strange, Iron Fist, Nighthawk and Vision.

So far, it has focused its efforts on more popular superheroes like Iron Man, the Incredible Hulk, Thor and Captain America.

It was especially encouraged when Iron Man, who wasn't as well known as Spider-Man, Superman or Batman, was able to cross over and launch a new franchise with a $582 million haul at the worldwide B.O.

Writers will receive a salary for the year. Disney fellows receive around $50,000. Marvel's payment could double that.

A group of Marvel execs will choose the scribes, with the final decision made by Kevin Feige, Marvel Studio's prexy of production.

High-profile writers such as Justin Theroux, Mark Protosevich, Christopher Markus, Stephen McFeely and Zak Penn, who are currently adapting "Iron Man 2," "Thor," "The First Avenger: Captain America" and "The Avengers," respectively, will not be part of the group.

Terms call for Marvel to own whatever the writers work on during the year. Company has the option to continue a relationship with the scribes after that period.

Group, whose first members are currently being recruited, is expected to begin tackling projects this year.

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Foto de Pringles

OnLive: A Revolução do Videogame

O que foi anunciado ontem na GDC pode revolucionar a história do videogame pra sempre. Guarde esse nome: OnLive.

OnLive é um novo sistema de cloud computing pra jogos, a idéia é fazer streaming de jogos pela Internet - o servidor abriga todo hardware e você terá apenas um terminalzinho em casa com um controle que recebe a imagem do jogo que vc vai jogar.

Funciona assim: você tem um PC velho em casa aquele 233MMX com placa Trident 1MB jogado na garagem mas se tiver uma conexão de 8 MB/s poderá jogar Crysis com tudo no Very High 32xAA 1080p.

É difícil de acreditar vc logo imagina "isso será possível em 2040" mas o sistema foi anunciado oficialmente e tem previsão de estréia pro final do ano. Na GDC foi demostrado Crysis e Burnout Paradise. Segundo os developers, será possível jogar em SD com meros 1,5MB/s e HD com 5 MB/s. O que está por trás de onlive seria uma complexa tecnologia de compactação e transmissão de dados que é guardada a sete chaves.

Multiplayer online, rankings, comunidades tudo incluso. A medida que o hardware for evoluindo novas GPUs, processadores, o OnLive assimilará a tecnologia e entrega em sua casa o top high end. Será possível jogar na TV ou no PC mesmo. Preço? ainda não divulgado mas terá assinatura e você poderá comprar ou ALUGAR os jogos.

Não pense que OnLive é um projeto meia-boca. Ele está em desenvolvimento há 7 anos e já tem a parceria da EA, Ubisoft, Take-Two, Epic, Eidos, Codemasters e THQ.

O press release saiu ontem, a Gamespot escreveu uma longa reportagem com todos os detalhes e a conferência na GDC será transmitida ao vivo hoje: http://www.gamespot.com/features/6206623/index.html

Pra se candidatar ao beta test: http://www.onlive.com/beta_program.html

onLive

Image 1

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Foto de Bennett

Watchmen - thread do "já vi o filme"

  

Dando o braço a torcer: FILMAÇO. É muito, muito bom, o melhor que poderia ter sido levando-se em consideração as limitações do diretor, duração, e mídia.

Só vou postar algumas reclamações:

  • Malin Akerman. Que atriz ruim. Ruim, ruim, ruim. Toda vez que ela aparecia na tela eu grunhia por dentro;
  • Trilha sonora. Gratuitamente óbvia, em alguns casos até grotesca de tão clichê;
  • Breguice. Algumas coisas nos quadrinhos realmente corriam o risco de desandar na transposição para a tela, e foi o que aconteceu. Mas a segunda cena de sexo entre Nite Owl e Silk Spectre é de amargar;
  • Ritmo. Se perde um pouco uma meia hora antes do final, e o filme sofre muito em comparação com o que veio antes/
  • Final. Eu prefiro o da HQ, que também é meio questionável, mas enfim, é melhor.

De resto, gostei muitíssimo. Não é nem de longe a obra genial que os quadrinhos são, mas é um tremendo filme.

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Foto de Odnanref

O Hobbit # do livro para o cinema

O Hobbit

Dessa vez eu fiz ao contrário. Já li O Hobbit e as expectativas crescem. Quando a trilogia O Senhor dos Anéis estava no cinema sempre ouvia os fãs de John Ronald Reuel Tolkien reclamando dos vários buracos que os filmes deixavam em relação ao livros. Ficava sem entender porque os filmes são perfeitos, unindo história, ação e fantasia de forma eficaz.

Agora, Peter Jackson e Guillermo del Toro vão recriar outro momento do universo criado por Tolkien, 60 anos antes da nova tentativa de Sauron.

1ª dificuldade

Apesar do título e da história girar em torno de Bilbo (Tükk) Bolseiro, o que mais se vê são anões que na quase totalidade da aventura estão acompanhados do mago Gandalf, o que gera a necessidade de, praticamente, três gravações de cada cena.

Pode parecer banal, mas nos Senhor dos Anéis várias cenas com a presença de personagens de diferentes tamanhos me causaram certo incômodo. A vantagem é que as personagens logo se dividiram em duas frentes, descomplicando esse detalhe.

http://www.alicia-logic.com/capsimages/LOTR_Fell013_Ians.jpg

Del Toro

Quando assisti a Labirinto de Fauno fui totalmente surpreendido. Minha expectativa era totalmente outra, imaginando algo mais infantil. Mas o ambiente sombrio criado por Guilherme Del Toro naquela ocasião geram boas expectativas para a direção que ele vai dar para O Hobbit, muito mais assustador do que a trilogia subsequente.

http://www.judao.com.br/wp-content/uploads/2008/09/deltoro.jpg

Da aventura

Apesar de Gandalf, em determinado momento da história mudar de rumo e só reaparecer em um momento posterior, o foco da aventura é sempre em cima de Bilbo e dos anões em busca de um tesouro perdido.

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Para quem apenas assistiu à trilogia, O Hobbit (o livro, por enquanto) é um importante instrumento para compreender os comportamentos posteriores de Frodo e companhia, revelando as características pacatas dos Bolseiros e o espírito aventureiro dos Tükk. Bilbo é Bolseiro por parte de pai, mas Tükk por parte de mãe, e essas características fica evidente ao longo da trama

Ainda que Bilbo e os Anões fiquem sempre juntos (salvo no momento do encontro do Um Anel) e em primeiro plano, O Hobbit nos mostra outros seres, alguns já revelados na trilogia, mas não tão explorados quanto no prelúdio.

Outros elementos, conhecidos na aventura de Frodo, são apresentados em O Hobbit, tais como armas e indumentárias com importante função nas duas aventuras.

Da transposição para as telas

Tolkien tem uma incrível capacidade: fazer a imaginação fluir ao infinito, mesmo para quem já tem gravadas na memória as imagens da visão de Peter Jackson. Mesmo que os personagens conhecidos permaneçam, na mente, com imagem pré-determinada, a ambientação, os detalhes, os `novos` personagens ganham facilmente uma roupagem dada a capacidade descritiva, sem entrar na chatice, de Tolkien.

Peter Jackson pisou na bola em algumas locações, especialmente na Sociedade do Anel, quando esta é surpreendida pelos Uruk Hai, ou mesmo antes nas Minas de Moria, onde as digitalizações dos personagens ficaram evidentes.

Guilherme Del Toro parece ter sensibilidade e criatividade maiores. Alguns ambientes são os mesmos da trilogia e outros bem semelhantes, mas há diversos outros que serão novidade. Espero que a Nova Zelândia não se torne lugar-comum e só tenhamos mais do mesmo.

A grande diferença em O Hobbit é que o Anel não é um fardo, como é para Frodo, e acaba contribuindo positivamente para a transformação de Bilbo, de pacato para gato-guerreiro, digamos assim. Frodo guardou diversas cicatrizes de sua árdua tarefa, mas, ao final, mantém o mesmo perfil, ao contrário do acontece a Bilbo (talvez pelo uso/inlfuência do Anel, secundário em O Hobbit).

Enredo

Para não falar demais, o básico é que os Anões, apoiados por Gandalf, estão atrás de um grande tesouro perdido tempos atrás para o dragão Smaug.

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E Smaug é só mais um dos males a se temer e não é o último deles

http://images.epilogue.net/users/caitmf1/smaug2.jpg

Expectativas

Realmente a divisão em duas partes se faz mais do que necessária. Assim como os que leram os livros da trilogia sentiram o vácuo deixado pelos filmes, que leu ou ler O Hobbit vai concordar que a história exige, no mínimo, duas partes, cada uma com 3h de duração.

Claro que a imagem retira a necessidade de muitos momentos de descrição de ambientes e personagens. Mas, mesmo assim é muita história para contar. Sem falar da estratégia de marketing, cobrando dois ingressos para se ver um filme (Harry Potter que o diga).

Acredito que a parceria Jackson [] del Toro vai gerar bons resultados. Mas, se alguns detalhes dos Senhor dos Anéis deixaram a desejar até mesmo para quem não leu os livros antes, agora que li O Hobbit as cobranças ficam imensamente maiores ... mas eles sabem disso.

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História Sem Fim --> esse merece refilmagem

 

 

Ao contrário de Karate Kid, História Sem Fim, cujo original é de 1984, merece uma refilmagem. E Leonardo DiCaprio (e sua produtora, Appian Way) é que pretendem realizar o trabalho.

Com novo fôlego, graças aos Senhor dos Anéis e Harry Potter, o gênero fantasia tem um grande diferencial: os recursos visuais.

Não que o original não tenha sido bem feito ou que seja ruim. É um clássico do cinema em casa, do SBT. Mas o momento atual permite uma exploração muito maior de efeitos, nos fazendo imergir no universo de Fantasia e interagir com a história.

Além do melhor aproveitamento tecnológico que o momento permite, DiCaprio tam,bém pretende explorar outros trechos do livro Die Unendliche Geschichte, base de toda a história.

Ainda é só uma idéia e vontade, mas tomara que se realize.

FONTE

Spoiler: Highlight to view
e um Total Recall também vem por aí

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Foto de Odnanref

Karatê Kid - pra que estragar um clássico?

Todo mundo já deve saber que vão fazer uma refilmagem de Karatê Kid, que será estrelado por Jaden Smith, filho do Will `arroz` Smith (produtor da pendenga) e que (provavelmente) terá Jackie Chan como o Sr. Miyagui.

Se o Ralph Macchio estivesse morto, já teria emergido para comer o cérebro desses infames.

Problema nº 1:

A premissa do filme é a mesma. Um moleque, cansado de ser saco de pancadas na escola, resolve virar o jogo seguindo os ritos cristãos, dando o troco na mesma moeda. Só que o Daniel Sam já estava na puberdade, seus mamilos estavam empedrados e suas mãos cheias de pentelhos, fato que diferencia a postura psicossocial da personagem, que faz inveja até em James Bond (ele pegou uma em cada filme).

O Jaden é um pirralho. No máximo faz buraquinhos na bunda de bonecos de pelúcia para aliviar a tensão. Ele já pratica artes marciais e não vai fazer filme nas cenas de luta, mas ele não vai poder ir a uma festa à fantasia trajando um chuveiro.

Problema nº 2:

Senhor Miagui era um cara sério, centrado. Só o Sakê revelava o lado safadinho de Mestre. Agora querem colocar Jackie Chana para fazer o papel? Os filmes dele são ótimos, mas seguem uma linha bem diferente. Quem vai conseguir olha praquele chinês com nariz de batata sem desconfiar de sua serenidade?

Quando o filme sair, vou alugá-lo diretamente da locadora mininova, mas, como protesto, vou quebrar o disco logo em seguida.

Daniel Larusso é único. As surras que ele levava nunca poderão ser substituídas.

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Foto de Tripaseca

O Curioso Caso de Benjamin Button

 

 

Mesmo não tendo muita "manha' pra criar um tópico ainda, tava com a maior vontade de falar do Button ae.

Mesmo sendo parecido um pouco parecido com o Forrest (até porq tem os mesmo roteirista) o filme é maneiraço, tem uma queda de ritmo no meio, mas quando a Cate aparece em cena o filme se torna semi-genial.

O Fincher tava inspirado mais uma vez e o filme é tecnicamente perfeito, a maquiagem é outro ponto destaque nas cenas que o Brad Pitt ta velho/novo são quase perfeitas (quando o Brad Pitt estiver com 80 anos vai ser feio dakele jeito).

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Foto de hardtimes

Vencedores do Globo de Ouro 2009

Heath Ledger como o Coringa

Confira a lista completa, com os ganhadores em negrito:

Melhor filme - Drama

Slumdog Millionaire
Apenas um Sonho
O Curioso Caso de Benjamin Button
Frost/Nixon
The Reader

Melhor filme - Comédia ou musical

Vicky Cristina Barcelona
Na Mira do Chefe

Mamma Mia!
Queime Depois de Ler
Simplesmente Feliz

Melhor diretor

Danny Boyle (Slumdog Millionaire)
Stephen Daldry (The Reader)
David Fincher (O Curioso Caso de Benjamin Button)
Ron Howard (Frost/Nixon)
Sam Mendes (Apenas um Sonho)

Melhor atriz (drama)

Kate Winslet (Apenas um Sonho)
Anne Hathaway (O Casamento de Rachel)
Angelina Jolie (A Troca)
Kristin Scott Thomas (Il y a Longtemps que je T'aime)
Meryl Streep (Dúvida)

Melhor ator (drama)

Mickey Rourke (O Lutador)
Leonardo DiCaprio (Apenas um Sonho)
Frank Langella (Frost/Nixon)
Sean Penn (Milk – A Voz da Igualdade)
Brad Pitt (O Curioso Caso de Benjamin Button)

Melhor atriz (comédia ou musical)

Sally Hawkins (Simplesmente Feliz)
Rebecca Hall (Vicky Cristina Barcelona)
Frances McDormand (Queime Depois de Ler)
Meryl Streep (Mamma Mia!)
Emma Thompson (Last Chance Harvey)

Melhor ator (comédia ou musical)

Colin Farrell (Na Mira do Chefe)
Javier Barden (Vicky Cristina Barcelona)
James Franco (Segurando as Pontas)
Brendan Gleeson (Na Mira do Chefe)
Dustin Hoffman (Last Chance Harvey)

Melhor filme estrangeiro

Waltz with Bashir (Israel)
The Baader Meinhoff Complex (Alemanha)
Everlasting Moments (Suécia)
Gomorra (Itália)
Il y a longtemps que je t’aime (França)

Melhor filme de animação

Wall-E
Bolt - Supercão

Kung Fu Panda

Melhor atriz coadjuvante

Kate Winslet (The Reader)
Amy Adams (Dúvida)
Penelope Cruz (Vicky Cristina Barcelona)
Viola Davis (Dúvida)
Marisa Tomei (The Wrestler)

Melhor ator coadjuvante

Heath Ledger (Batman – O Cavaleiro das Trevas)
Tom Cruise (Trovão Tropical)
Robert Downey Jr. (Trovão Tropical)
Ralph Fiennes (A Duquesa)
Phillip Seymour Hoffman (Dúvida)

Melhor roteiro

Slumdog Millionaire
O Curioso Caso de Benjamin Button

Dúvida
Frost/Nixon
The Reader

Melhor trilha sonora

Slumdog Millionaire
O Curioso Caso de Benjamin Button

Defiance
Frost/Nixon
A Troca

Melhor canção

O Lutador
Bolt - Supercão

Cadillac Records
Gran Torino
Wall-E

Melhor telessérie (drama)

Mad Men
Dexter
House
Em Terapia
True Blood

Melhor telessérie (comédia)

30 Rock
Californication
Entourage
The Office
Weeds

Melhor ator em telessérie (drama)

Gabriel Byrne (Em Terapia)
Michael C. Hall (Dexter)
Hugh Laurie (House)
Jonathan Rhys-Meyers (Os Tudors)
Jon Hamm (Mad Men)

Melhor atriz em telessérie (drama)

Anna Paquin (True Blood)
Sally Field (Brothers and Sisters)
Mariska Hargitay (Law and Order: Special Victims Unit)
January Jones (Mad Men)
Kyra Sedgwick (The Closer)

Melhor ator em telessérie (comédia)

Alec Baldwin (30 Rock)
Steve Carell (The Office)
Kevin Connolly (Entourage)
David Duchovny (Californication)
Tony Shalhoub (Monk)

Melhor atriz em telessérie (comédia)

Tina Fey (30 Rock)
Christina Applegate (Samantha Who?)
America Ferrera (Ugly Betty)
Debra Messing (The Starter Wife)
Mary-Louise Parker (Weeds)

Melhor minissérie ou telefilme

John Adams
A Raisin in the Sun
Bernard and Doris
Cranford
Recount

Melhor ator em minissérie ou telefilme

Paul Giamatti (John Adams)
Ralph Fiennes (Bernard and Doris)
Kevin Spacey (Recount)
Kiefer Sutherland (24: Redenção)
Tom Wilkinson (Recount)

Melhor atriz em minissérie ou telefilme

Laura Linney (John Adams)
Judi Dench (Cranford)
Catherine Keener (An American Crime)
Shirley MacLaine (Coco Chanel)
Susan Sarandon (Bernard and Doris)

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou telefilme

Tom Wilkinson (John Adams)
Neil Patrick Harris (How I Met your Mother)
Denis Leary (Recount)
Jeremy Piven (Entourage)
Blair Underwood (Em Terapia)

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou telefilme

Laura Dern (Recount)
Eileen Atkins (Crawford)
Melissa George (Em Terapia)
Rachel Griffiths (Brothers and Sisters)
Dianne Wiest (Em Terapia)

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Foto de Ray J

Grande festival Joio de vídeos exóticos, toscos e bregas

Estava papeando a pouco com o Bennett, e como sempre fazemos nesses momentos, trocamos informações que possam ajudar a construir um mundo melhor. Em um desses momentos recebi o link para um vídeo do Commodores, e respondi com um do KC And The Sunshine Band. Daí em diante foi ladeira abaixo, como vocês podem ver nos vídeos a seguir.

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Foto de Bennett

A melhor resenha de livro já escrita

Ela fala por si só. Aproveitem e leiam os comentários, que são quase tão bons quanto.

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Foto de Livia

Oscar 2009 - Lista dos indicados

Vamos começar as apostas?

Vou dar uns chutes:

-Melhor Filme:

O curioso caso de Benjamin Button

Slumdog Millionaire

Frost/Nixon

Milk

Revolutionary Road

Correndo por fora: eu apostaria em Changeling, do Clint Eastwood, pode ser q ele entre no lugar do benjamin Button

Ficou de fora mas merecia: Wall-e, filme do ano pra mim

Vencedor: Revolutionary Road

 

-Melhor Diretor

Sam Mendes

Clint Eastwood

Gus van Saint

Danny Boyle

David Fincher

Correndo por fora: Ron Howard, pelo frost/nixon

Ficou de fora mas merecia: Darren Aronofsky

Vencedor: Minha torcida é pro clint, mas eu acho que o sam mendes leva

 

-Melhor Ator

Benicio del Toro

Sean Pen

Mickey Rourke

Frank Langella

Leonardo Dicaprio

Correndo por fora: Josh Brolin, por W

Ficou de fora mas merecia: Brad Pitty

Vencedor: Benicio del Toro ja está até com o lugar na estante preparado pra esse

 

-Melhor Atriz

Kate Winslet

Angelina Jolie

Juliane Moore

Sally Hawkins

Meryl Streep

Correndo por fora: Cate Blanchet, pelo benjamin Button

Ficou de fora mas merecia: Anne Hathaway

Vencedora: Acho que a kate Winslet finalmente leva, mas se eu fossa apostar dinheiro, investiria na sally hawkins

 

-Ator Coadjuvante

Heath Ledger

Josh Brolin (milk)

Philip Seymor Hoffman

Jim Broadbend

Michael Sheen

Correndo por fora: Robert Downey junior, por trovão tropical

Ficou de fora mas merecia: Tom Cruise, por trovão tropical

Vencedor: Essa é a barbada da década. Heath Ledger. Sem concorrencia.

 

-Atriz Coadjuvante:

Kate Winslet (the reader)

Marisa Tomei

Amy Adams

Kathy Bates

Catherine keener (Synecdoche)

Correndo por fora: Viola Davis

 

Coloquem seus palpites, dia 22 de janeiro saem os indicados

 

 

 

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Foto de agraciotti

Prince of Persia (o novo)

Terminei hoje o de PC. Primeiro de tudo, esse jogo é uma obra de arte. Fiquei muito impressionado com o design e o estilo gráfico do jogo. Aliás, a Ubisoft merece aplausos por ter optado em fazer algo mais cartoon, mais fantasia-Disney (até o menu principal tem uma cara Disney) ao invés de ir na onda de todos os desenvolvedores de jogos da nova geração e fazer algo hiper-realista. Os cenários tem uma cara de Terra do Nunca, bem colorido e perfeitamente animado. Simplesmente deslumbrante.

A jogabilidade é excelente. Tão flúida quanto Assassins Creed (até um pouco mais solta e "leve", já q o personagem do Assassins Creed parecia mais pesado). Uma aula de programação pra galera da Eidos e da Crystal Dynamics, q até hoje não conseguiram fazer um Tomb Raider com jogabilidade decente e sem problemas de câmera. Esse Prince of Persia é tudo tão flúido e as animações são tão perfeitas q em nenhum momento do jogo eu vi um bug sequer (e olha q geralmente sou especialista em achar bugs bizarros em jogos).

A princesa Elika, q fica com vc o tempo todo, é uma personagem bem interessante. Jogar como um dueto me lembrou a raposinha Tales no Sonic 2, q ficava na sua cola o tempo inteiro e auxiliava o porco-espinho em determinadas situações. Aqui é quase a mesma coisa, só q com muitas idéias interessantes (eles trocando de lugar quando não cabem no mesmo espaço ou levando o outro nas costas é muito bom)

O problema é aquilo q todo mundo tem falado mesmo: O jogo é MUITO fácil. Talvez seja uma jogada pra atrair o público mais jovem e o gamer casual, já q a série Sands of Time era bem difícil (o último da série então, o "The Two Thrones" é um dos jogos mais insanamente difíceis q já joguei na vida). Aqui vc NUNCA morre. Se vc cair, a princesa sempre te salva e te traz pra plataforma anterior. E nas batalhas, um erro no combo ou se vc for atingido demais apenas implica a energia do inimigo aumentar de volta. Isso de não morrer achei um recurso interessante, já q nos poupa das telas de loadings ou de um savegame muito distante. O problema é q não há risco NENHUM. Simplesmente não existe nenhuma situação de perigo real e isso tira um pouco do efeito - e do prazer - de "vitória" com a progressão do jogo.  Até mesmo os famosos puzzles da série são bem escassos (tem só uns 4 ou 5 pelo jogo todo) e bem facinhos.

As batalhas são muito legais, com momentos de "aperte rápido esse botão!" e cheia de interferências animadas, dando um clima cinematográfico mesmo. O problema é q vc luta com os mesmos 4 chefes o jogo inteiro, e isoladamente. Senti falta de lutar com vários inimigos ao mesmo tempo ou com monstros que exigem uma batalha mais estratégica (o "The Two Thrones" era um primor nesse sentido. Cada chefe tinha uma maneira específica de ser derrotado).

No geral, é um jogo sem grandes desafios e ação pouco variada (isso tb era um dos problemas do Assassins Creed) mas a jogabilidade e os gráficos deixa tudo bem "gostoso" de jogar e muito divertido no geral.

 

Daria uma nota 8.

 

OBS: Porque diabos não quiserem colocar um subtitulo??? É um inferno pesquisar qualquer coisa sobre o jogo só pelo "Prince of Persia".

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Foto de quase nada

Tópico das SABEDORIAS ABSOLUTAS.

Provavelmente esse será meu último tópico de 2008, que foi um ano bastante produtivo, ownei vários infiéis, petistas, liberais, artistas e pobres em geral. Mas, para mudar um pouco dessa coisa polemica, praticarei um pouco de ecumenismo pra tentar tirar parte da burrice aguda de vcs. Esse tópico tem um intuito cristão, estou fazendo isso com o espírito natalino, pois, segundo a bíblia, todo cristão tem o dever de abrir a cabeça nebulosa de pessoas que não acreditam na palavra de Deus, nem que seja com um tijolo.  

Tinta na impressora. Anotem:

1 - Antes de contratar uma faxineira, avisem pra cretina não limpar o lcd, pois a primeira coisa que elas fazem é passar um paninho imundo na tela. Isso tbm serve pra roupa, empregada não estraga camiseta da C&A, elas têm o olho bom, vão direto na abercrombie que lucci comprou nas nova iorques.  

2 - A melhor forma de colar é dentro do banheiro, finge que vai dar uma cagada e tira a mini apostila da bunda.

3 - Nunca compre comida pronta de supermercado (daquelas farofas mineiras, salada goiana e etc), no máximo se arrisque num galeto assado, pois esses supermercados usam coisas que estão fora de validade ou na véspera de perder. Um dia desses veio um tomate meio podre num sanduíche paulista que comprei. 

4 - Nesse contexto da modinha Twilight, aprendam que vampiros só entram em sua casa se forem convidados, ou seja, se vc tiver um amigo esquisito, nunca o convide para visitá-lo; se vc tem um parente pidão, nunca ofereça ajuda.

5 - Passe um pouco de vinagre na mão pra tirar o sebo do sabão em pó (apesar de que, hj em dia, acho que o sabão não deixa mais a mão escorregadia, ontem mesmo meti a mão na maquina e ela saiu sem sebo, fiquei até abismado com o [AD] Omo Ação).

6 - Essa dica eu já dei no tópico do bonde da Lívia, mas vou desenvolvê-la. Sempre que vc for na casa de algum amigo, nunca esqueça de pedir pra ir ao banheiro, chegando lá, tranque a porta e de uma cheirada na calcinha da mãe dele, e se ele tiver irmã, melhor ainda, rouba a calcinha (mas nunca coloque-a no bolso, senão podem desconfiar, o ideal é vestir por baixo da cueca pra não ficar com marquinha). 

7 - Fazer fritura com azeite é a mesma coisa que fritar no óleo, o azeite só conserva suas propriedades se não for aquecido, portanto, seu desgraçado, não gaste azeite a toa. 

8 - Em fila de banco nunca fique de lado, senão algum pobre puxa conversa. Se a pessoa da sua frente estiver meio de lado, cuidado, isso indica que ela vai te interceptar a qualquer momento, seu olhar deve estar pro chão (ou então leve um livro e finja que está lendo). 

9 - Apos o banho passe desodorante, senão teu suvaco vai ficar pior do que estava, inclusive, se não tiver desodorante por perto e o teu suvaco já estiver "estável", eu recomendo não tomar banho. Isso acontece muito em praia, o cara chega em casa, toma um banho e dois minutos, tchun, suvaqueira. 

10 - Nunca, NUNCA confunda extrato de tomate, polpa de tomate e molho de tomate. Cada um tem seu objetivo na festa gustativa.

11 - O melhor making off da playboy foi o da Mulher Melancia.

12 - Se vc quiser puxar papo com um mineiro (ou mineira), fale sobre viagens, minta, dê uma aluccinada na mentiras, tipo, diga que já foi na Holanda comer paçoca ou que subiu o Himalaia com o cunhado de papai. Mineiros são fascinados por viagens, os olhos da mulher mineira brilham ao saber que vc é uma criatura do mundo, um andarilho da emoção.  

13 - Antes de fazer coco veja se tem papel.

14 - Faça um buraco no fundo do bolso direito dianteiro da calça e vá comprar alguma coisa com as mãos ocupadas (segurando uma caixa pesada ou um bebe, por exemplo), e na hora que vc for pagar, peça pra vendedora pegar o dinheiro no teu bolso furado. Acredite, ela vai pegar no teu pinto.  

15 - Existem dois tipos de mulheres, as que gostam de um tapinha e as que gostam de um tapaço. 

16 - Caipivodka é coisa de paulista que usa ryder, não passe essa vergonha, caipirinha é com cana.  

17 - Agora vai uma dica para as mulheres: se vc for feia demais pra ser uma Xuxa, pelo menos seja uma Marlene Mattos.

Abraços.

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