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Agora vai? Após indicação do Brasil, relembre as 6 vezes em que país chegou mais perto do Oscar

G1 - Cinema - 9 horas 50 minutos atrás
Documentário pode trazer 1ª estatueta ao país. Até hoje, Brasil só ficou no quase - tem prêmio que só dá para dizer que é brasileiro com muito boa vontade; assista no Semana Pop. Semana Pop #71: As 6 vezes em que o Brasil chegou mais perto do Oscar Será que agora vai? Indicado na categoria Melhor Documentário, o filme "Democracia em vertigem", da diretora Petra Costa, pode trazer o primeiro Oscar para o Brasil. O país nunca ganhou o prêmio, mas ficou no quase algumas vezes. Tem até estatueta que - com muito boa vontade - dá para se enganar e chamar de brasileira. Veja todas as edições Ouça em podcast O Semana Pop deste sábado (18) relembra as seis vezes em que o Brasil chegou mais perto do Oscar, com... 'Orfeu do carnaval' 'O beijo da Mulher-Aranha' Luciana Arrighi 'Central do Brasil' 'Cidade de Deus' 'Real in Rio' O Semana Pop vai ao ar toda semana, com o resumo do tema está bombando no mundo do entretenimento. Pode ser sobre música, cinema, games, internet ou só a treta da semana mesmo. Está disponível em vídeo e podcast.
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'Os miseráveis', 'O escândalo' e novo 'Jumanji' são estreias da semana; G1 comenta em VÍDEO

G1 - Cinema - 17 Janeiro, 2020 - 05:01
Dois filmes com indicações ao Oscar e um novo capítulo da série de ação e comédia mágica são destaques entre lançamentos que chegam ao Brasil nesta quinta-feira (16). Confira as estreias da semana nos cinemas Dois filmes com indicações ao Oscar e um novo episódio de uma série cinematográfica sobre um jogo mágico são os destaques entre as estreias que chegaram ao Brasil nesta quinta-feira (16). Assista ao vídeo acima. 'O escândalo' Assista ao trailer do filme "O Escândalo" "O escândalo" conta a história real das acusações contra o então diretor executivo do canal de notícias americano Fox News, Roger Ailes, em 2016. Com três indicações ao Oscar (melhor atriz para Charlize Theron, atriz coadjuvante para Margot Robbie e cabelo e maquiagem), o filme ainda conta com Nicole Kidman e John Lithgow no elenco. 'Os miseráveis' Representante francês na categoria de melhor filme internacional (antigo língua estrangeira), "Os miseráveis" não é uma adaptação do livro de Victor Hugo que inspirou tantos musicais. O filme, inspirado nas revoltas populares em Paris em 2005, conta a história de um trio de policiais que tem de enfrentar uma tensão crescente contra moradores da periferia após uma abordagem desastrosa. 'Jumanji: Próxima fase' Assista ao trailer de 'Jumanji: Próxima fase' A continuação do filme de 2017, que deu reinício à franquia e levou o jogo mágico de tabuleiro a um video game mágico é opção para quem quer entreter as crianças neste final de férias. "Próxima fase" mantém o elenco principal (Dwayne Johnson, Jack Black, Kevin Hart e Karen Gillan), adiciona alguns novatos, como os veteranos Danny DeVito ("It's always sunny in Philadelphia") e Danny Glover ("Os mortos não morrem") e brinca com a troca de personagens.
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'Marighella' vai estrear no Brasil em maio

G1 - Cinema - 16 Janeiro, 2020 - 13:12

Filme dirigido por Wagner Moura teve lançamento adiado no ano passado. Seu Jorge interpreta guerrilheiro na cinebiografia. Seu Jorge e o diretor Wagner Moura no set de 'Marighella'. Filme estreia no Festival de Berlim 2019 Divulgação Após ter o lançamento adiado, o filme "Marighella" vai estrear no Brasil no dia 14 de maio. O longa é o primeiro trabalho de Wagner Moura na direção e foi aplaudido de pé no Festival de Berlim. Inspirado na biografia escrita pelo jornalista Mário Magalhães, o filme foca nos últimos cinco anos de vida de Carlos Marighella, escritor, político e guerrilheiro, de 1964 até sua violenta morte em uma emboscada em 1969. Seu Jorge interpreta o guerrilheiro e contracena com Bruno Gagliasso, Humberto Carrão, Rafael Lozano e Luiz Carlos Vasconcelos. A informação foi divulgada através da página do filme no Instagram nesta quinta-feira (16). Initial plugin text Estreia cancelada em novembro A data inicial de lançamento era 20 de novembro. Dois meses antes, no entanto, a produtora O2 Filmes cancelou a estreia no Brasil alegando que "não conseguiram cumprir a tempo trâmites exigidos pela Ancine". "Os produtores haviam escolhido o mês de novembro, que marca os 50 anos de morte de Carlos Marighella, e o dia 20, da Consciência Negra, para a estreia. No entanto, a O2 Filmes não conseguiu cumprir a tempo todos os trâmites exigidos pela Ancine", diz comunicado da empresa. "'Marighella' segue sendo apresentado com muitos sucesso em vários festivais de cinema no mundo. Nosso objetivo principal sempre foi a estreia no Brasil. Os produtores e a distribuidora Paris Filmes vão seguir trabalhando para que isso aconteça", completa. Lançamento no Festival de Berlim Wagner Moura leva placa de Marielle Franco ao tapete vermelho do Festival de Berlim Tobias Schwarz/AFP Elenco e equipe participaram da estreia do filme no festival de cinema alemão em fevereiro de 2019. Wagner Moura levou uma placa com o nome da vereadora carioca Marielle Franco ao tapete vermelho. Ao final da sessão, o filme foi aplaudido de pé. Filme ‘Marighella’, de Wagner Moura, estreia no festival de Berlim Pedido de reembolso vetado No final de agosto, a Diretoria Colegiada da Ancine vetou um pedido de reembolso de mais de R$ 1 milhão feito pela produtora do filme “Marighella”. A decisão foi tomada em reunião em agosto. Segundo a decisão da diretoria, o pedido foi negado porque os recursos pelos quais a produtora O2 pede reembolso são parte da receita já aprovada para o projeto. Eles não poderiam, então, ser ressarcidos com recurso público. Na mesma reunião, a diretoria negou outro requerimento em relação ao filme, feito pela O2 e pela SM Distribuidora em 8 de agosto. As empresas pediam que o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) reavaliasse os prazos de investimento na comercialização do filme. Produtora e distribuidora propuseram que as obrigações fossem cumpridas antes da assinatura do contrato de investimento na produção. Segundo estabelece o Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Indústria Audiovisual, para ter este direito, é preciso já ter o contrato. Procurada pelo G1, a O2 disse que o pedido de revisão de prazos foi motivado pela "morosidade do FSA no processo de contratação e nele a O2 apenas formulou questionamento acerca da viabilidade da obrigação de oferta ao Fundo ser cumprida antes da efetiva contratação".
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Cate Blanchett presidirá o júri da Mostra de Veneza

G1 - Cinema - 16 Janeiro, 2020 - 11:04

'Veneza é um dos festivais de cinema mais atraentes do mundo. É uma celebração do cinema, o meio que provoca e estimula em todas as suas formas', afirmou a atriz. Atriz Cate Blanchett chega ao Festival de Cannes nesta terça (8) Regis Duvignau/Reuters A atriz australiana Cate Blanchett presidirá o júri do 77º Festival de Cinema de Veneza, que será realizado de 2 a 12 de setembro, anunciaram os organizadores nesta quinta-feira (16). "Todo ano eu estudo a seleção de Veneza, e todo ano acho surpreendente e notável", disse Cate Blanchett, 50 anos, depois de receber a notícia, segundo o comunicado. "Veneza é um dos festivais de cinema mais atraentes do mundo. É uma celebração do cinema, o meio que provoca e estimula em todas as suas formas", declarou ainda. Para Alberto Barbera, diretor artístico da Mostra Venetian "será um grande prazer" receber Cate Blanchett em Veneza como presidente do júri "depois de aplaudi-la como a magnífica intérprete de 'Elizabeth: a idade de ouro" de Shekhar Kapur e em "I'm Not There ", do americano Todd Haynes, no qual ele transforma Bob Dylan em um dândi andrógino", disse ele. A atriz foi escolhida "por seu compromisso artístico, humanitário e de apoio ambiental, além da defesa da emancipação feminina em um setor como o filme que ainda precisa enfrentar preconceitos machistas", disse Barbera. Conhecida por sua batalha contra a violência sexual contra mulheres no cinema, Cate Blanchett estrelou um protesto histórico há dois anos, juntamente com outras estrelas durante o festival de Cannes na França, ano em que também presidiu o júri. Initial plugin text Cate Blanchett vai ser a presidente do júri da edição deste ano do Festival de Cannes
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'Jumanji: Próxima fase' diverte ao inverter personagens, mas abuso de clichês incomoda; G1 já viu

G1 - Cinema - 16 Janeiro, 2020 - 05:01

Franquia reiniciada em 2017 aposta na comédia e zomba de si mesma enquanto repete erros e acertos. Filme com Dwayne Johnson, Jack Black e Danny DeVito estreia nesta quinta (16). O segundo filme de uma franquia que já nasceu velha tinha tudo para ser mais um longa genérico feito para lucrar. Mas "Jumanji: Próxima fase" diverte por inverter expectativas e adicionar dois veteranos a um elenco entrosado. Se você não viu ou não se lembra de "Jumanji: Bem-vindo à selva", aqui vai uma ajuda: quatro alunos resolvem jogar um videogame antigo durante uma tarde na escola, mas são sugados para dentro do jogo. Ali, cada um está na pele de um avatar diferente e precisa sobreviver em uma floresta para vencer o jogo e voltar ao mundo real. Em "Próxima fase", a premissa para levar todo mundo de volta ao game é inteligente, mas a execução deixa a desejar. Spencer (Alex Wolff), o nerd desajustado, enfrenta problemas emocionais em sua jornada em Nova York e seu primeiro ano de faculdade. Se sentindo sozinho e incapaz, resolve voltar ao videogame para viver outra vez na pele do poderoso Dr. Smolder Bravestone (Dwayne Johnson "The Rock"). Teria sido interessante explorar mais essa fase de Spencer, em uma discussão parecida com a bem executada em "San Junipero", episódio premiado de "Black Mirror". Mas o filme perde essa oportunidade e opta por acelerar a história no mundo real, indo o mais rápido possível para dentro do jogo. Assista ao trailer de 'Jumanji: Próxima fase' O fator Glover/DeVito Se o diretor erra em não aprofundar uma história mais densa no começo é porque sua carta na manga está na leveza da comédia. Desta vez, não são os quatro amigos que vão juntos para dentro do jogo. Enquanto Bethany (Madison Iseman), Martha (Morgan Turner) e Fridge (Ser'Darius Blain) estão no sótão de Spencer decidindo como vão resgatar o amigo, os ex-sócios Eddie (Danny DeVito) e Milo (Danny Glover) tentam um acerto de contas no andar de cima. Quando os jovens acionam o jogo, os dois também são sugados para o mundo de Jumanji. E aí começa a inversão de personalidades: Dwayne Johnson é responsável por encarnar o personagem teimoso de DeVito, Kevin Hart fica encarregado do lento personagem de Glover e Black precisa condensar toda a vitalidade do jovem atlético Ser’Darius. É nessa mistura de papéis que o segundo filme se descola do primeiro e mostra que ainda tem alguns elementos surpresa nesse jogo. Mas nem todas as jogadas são certeiras. Se no primeiro filme existe o desafio da descoberta, neste tudo já está dado. Ele se apoia então em trocas de cenários (floresta, deserto e até um castelo medieval estilo "Game of thrones"), com muitas sequências de ação para entreter e preencher tempo de tela. Os clichês de todos os gêneros (ação, aventura e comédia) aparecem e incomodam, assim como a sensação de "déjà-vu", mas a equipe reconhece e zomba e de si mesma em diversos momentos. Cena de 'Jumanji: Próxima fase' Divulgação Mais mulheres mais poderosas A personagem de Karen Gilan era a única mulher entre os avatares de Dwayne Johnson, Kevin Hart e Jack Black, e encarnava a tímida Martha. Agora, ela deixa para trás a adolescente insegura e se torna a líder da equipe. Fica responsável por colocar todo mundo nos eixos e salvar o dia, além de protagonizar algumas das cenas de ação mais decisivas do longa. Ela também ganha a companhia da atriz Awkwafina, no papel da avatar Ming Fleetfoot. Sua chegada adiciona um humor debochado e natural, um bom contraponto para Black e Hart. Awkwafina reforça o time feminino de 'Jumanji - Próxima fase' Divulgação Vem bilhão aí? "Jumanji - Bem-vindo à selva" se provou um grande azarão após seu lançamento, em 2017. Com uma arrecadação de US$ 404 milhões nas bilheterias norte-americanas, se tornou o filme de maior receita da história da Sony Pictures no mercado doméstico. No mundo todo, ele somou US$ 962 milhões. "Próxima fase" só chega ao Brasil nesta quinta (16), mas estreou nos Estados Unidos no começo de dezembro. A bilheteria do primeiro final de semana rendeu quase o dobro da do primeiro filme e, em 43 dias, ele já arrecadou US$ 672 milhões, 70% da receita total do antecessor. Se sua performance nos países em que ainda não estreou repetir o sucesso doméstico, ele facilmente passará a cifra de US$ 1 bilhão. Se depender da Sony, a história não acaba aqui: cenas pós-crédito revelam que o diretor Jake Kasdan quer beber na fonte do clássico de 1995 e voltar para o mundo real.
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'Star Wars: A ascensão Skywalker' passa da marca de US$ 1 bilhão em bilheteria mundial

G1 - Cinema - 15 Janeiro, 2020 - 16:14

Filme se torna nono de 2019 a atingir valor, e sétimo da Disney no ano. Daisy Ridley e Adam Driver em cena de 'Star Wars: A ascensão Skywalker' Divulgação/Lucasfilm "Star Wars: A ascensão Skywalker" passou da marca de US$ 1 bilhão em arrecadação em bilheterias mundiais nesta terça-feira (14), segundo o site da revista "Forbes". Com isso, o filme, apesar das piores críticas de um capítulo da franquia em anos, se torna o nono lançamento de 2019 a atingir o valor. Destes, sete eram da Disney, incluindo o último episódio da saga espacial. As exceções são "Coringa", da Warner, e "Homem-Aranha: Longe de casa", que foi distribuído pela Sony, mas produzido em parceria com a Marvel, empresa que pertence à Disney. Em "A ascensão Skywalker", o trio formado por Rey (Daisy Ridley), Finn (John Boyega) e Poe (Oscar Isaac) se reencontra para a batalha final entre a Resistência e a maligna Primeira Ordem. Filmes de 2019 que arrecadaram mais de US$ 1 bilhão: "Vingadores: Ultimato" - US$ 2,8 bilhões "O rei leão" - US$ 1,6 bilhão "Frozen 2" - US$ 1,3 bilhão "Homem-Aranha: Longe de casa" - US$ 1,1 bilhão "Capitã Marvel" - US$ 1.1 bilhão "Toy Story 4" - US$ 1,1 bilhão "Coringa" - US$ 1,1 bilhão "Aladdin" - US$ 1 bilhão "Star Wars: A ascensão Skywalker" (ainda em cartaz) - US$ 1 bilhão
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'Sergio': filme com Wagner Moura sobre diplomata brasileiro tem primeiro trailer divulgado

G1 - Cinema - 15 Janeiro, 2020 - 14:37
Filme que também tem a atriz cubana Ana de Armas é baseado na história de Sérgio Vieira de Mello, que era comissário da ONU durante invasão do Iraque em 2003. Veja trailer de 'Sergio' O trailer do filme "Sergio", estrelado por Wagner Moura no papel do diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, foi divulgado nesta quarta-feira (15) - veja acima. Sua esposa é interpretada pela atriz cubana Ana de Armas, indicada ao Globo de Ouro em 2020 por "Entre facas e segredos". "Sergio" tem roteiro de Graig Borten, indicado ao Oscar em 2014 por "Clube de Compras Dallas". A direção é de Greg Baker, conhecido por documentários - como o filme homônimo da HBO que contou a trajetória de Sérgio Vieira de Mello, em 2009. Agora Greg Baker dirige para a Netflix a mesma história do diplomata brasileiro, mas em formato de cinebiografia. Sérgio Vieira de Mello era um alto comissário da ONU na época em que os EUA invadiram o Iraque, em 2003, e foi alvo de um atentado em Bagdá. O lançamento está programado para abril de 2020.
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Oscar 2020: A história que inspirou '1917', o aclamado filme de guerra indicado a dez estatuetas

G1 - Cinema - 15 Janeiro, 2020 - 09:56

Longa se inspira em história contada por avô do diretor britânico Sam Mendes, que lutou na Primeira Guerra Mundial. Cena de '1917' Divulgação 1917, filme dirigido pelo britânico Sam Mendes sobre a Primeira Guerra Mundial, transcorre em apenas dois planos-sequência (como se fossem duas grandes cenas, com apenas uma interrupção). E essa destreza técnica contribuiu para que a obra fosse indicada a dez categorias do Oscar, entre elas a de melhor filme e de melhor diretor. O longa de Mendes, premiado no Oscar em 2000 por Beleza Americana, trata de dois soldados britânicos que são enviados, através de um campo de batalha, para levar uma mensagem que pode salvar a vida de 1,6 mil integrantes de um regimento de Devonshire durante a batalha de Passchendaele. Mas quão reais são os eventos históricos em que o novo filme se baseia? E por que a grande parte dos críticos já o colocou como favorito ao Oscar? '1917': Veja o trailer Baseado "vagamente" em fatos reais O longa se passa em um cenário verdadeiro: a Primeira Guerra Mundial, que transcorreu de 1914 a 1918 e teve como cenário central o continente europeu, principalmente o norte da França. Mais de 17 milhões de pessoas morreram no conflito. Segundo o diretor relatou em um podcast da revista especializada Variety, a história de 1917 se baseia no relato que seu avô, Alfred Mendes, lhe fez na infância. "Havia uma história que era um fragmento do relato de meu avô, que lutou na Primeira Guerra. Era a história de um mensageiro que tinha um recado para levar. E isso era tudo que podia contar", relembra o diretor. "Essa história, ou esse fragmento, permaneceu comigo e obviamente eu a ampliei e fiz mudanças enormes, mas a essência é a mesma." Alfred Mendes, que nasceu na ilha caribenha de Trinidad e Tobago, se mudou para o Reino Unido e se juntou ao Exército britânico que lutou no norte da França. No longa, os personagens principais são o soldado Blake (Dean-Charles Chapman, de "Game of Thrones"), seu companheiro Schofield (George MacKay, de "Capitão Fantástico"), o general Erinmore (Colin Firth, de "O Discurso do Rei") e o coronel MacKenzie (Benedict Cumberbatch, de "Sherlock"). Mas nenhum deles existiu na realidade. Alguns apontam que Blake se inspira no avô de Sam Mendes, que escreveu um livro de memórias sobre sua participação da Primeira Guerra Mundial. E como aponta o portal History and Hollywood, o maior combate retratado no longa pode ser a batalha de Passchendaele ou a terceira batalha de Ypres, que durou de 31 de julho a 10 de novembro de 1917. A técnica Como o próprio diretor afirmou ao receber um prêmio por "1917", esta é uma obra para ser vista no cinema. Isso porque uma de suas principais características é ser narrado em dois planos-sequência. "A estratégia audaciosa de Mendes por trás das câmeras tem chamado bastante atenção. Filmando em longas tomadas com a menor quantidade de cortes possíveis na edição, o diretor cria a ilusão de um movimento contínuo em meio a soldados que avançam por batalhas e campos enlamaçados", escreve a crítica Caryn James na BBC. E acrescenta: "A técnica é deslumbrante, mas é mais do que um truque: aumenta a tensão e o imediatismo da imagem, o que permite nos conectarmos com os dois heróis". Estima-se que o filme custou mais de US$ 90 milhões (R$ 372 milhões) e conte com mais de 500 figurantes. "A história de meu avô não era nada romântica. Não era sobre heroísmo ou valentia, mas sim sobre um soldado que teve ou não a sorte de sobreviver à guerra", afirmou Mendes à revista especializada The Hollywood Reporter. "E foi por isso que minha ideia sempre foi: por que não grudamos o público nessa experiência de uma maneira que parece não se romper nunca, em um filme que se parece com o tique-taque de um relógio, no qual experimentamos o que acontece em tempo real a cada segundo?"
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'O Escândalo' é correto e sem brilho ao contar famosa denúncia de assédio sexual; G1 já viu

G1 - Cinema - 15 Janeiro, 2020 - 06:00

Caso real que inspira filme abalou império na mídia americana. Charlize Theron e Margot Robbie provam que indicações ao Oscar foram merecidas, mas roteiro e direção não têm impacto. Em 2016, um ano antes do #MeToo, movimento em que denúncias de assédio sexual derrubaram homens poderosos (em especial, o ex-produtor Harvey Weinstein, que está sendo julgado por seus abusos), houve outro caso envolvendo uma pessoa importante nos Estados Unidos. Era o presidente e chefe-executivo da Fox News, Roger Ailes, denunciado por várias mulheres por abusar de seu poder e atacá-las sexualmente. Essa história não podia passar batida em Hollywood, ainda mais numa época em que não se teme mais tanto denunciar predadores sexuais. Por isso, é natural que surjam dois projetos contando a história. Um foi a minissérie "The Louder Voice", ainda inédita no Brasil e estrelada por Russell Crowe (que interpretou Ailes), e o filme "O Escândalo", nos cinemas a partir desta quinta (16). Assista ao trailer de "O Escândalo" A minissérie foca mais na ascensão e queda do presidente da Fox News. O filme se concentra nas mudanças nos bastidores da mídia americana a partir do momento em que a apresentadora Gretchen Carlson (Nicole Kidman) decide processar Roger Ailes (John Lithgow, do remake de "Cemitério Maldito") por assédio sexual, após se sentir desprestigiada no trabalho. A medida pega todos de surpresa, mas faz com que outras mulheres tomem coragem para reforçar a denúncia de Gretchen. Entre elas, está a âncora Megyn Kelly (Charlize Theron) e a novata e ambiciosa Kayla Pospisil (Margot Robbie). Elas refletem sobre suas relações com o todo-poderoso da emissora e decidem levar o processo adiante. Nicole Kidman vive a jornalista Gretchen Carlson em 'O Escândalo' Divulgação Abordagem de baixo impacto Com produção esmerada e três das mais consagradas atrizes hollywoodianas, dava para esperar mais. "O Escândalo" seria mais impactante se tivesse investido menos no elenco e mais na direção e no roteiro. Conhecido por seu trabalho nas franquias "Austin Powers" e "Entrando Numa Fria", além de telefilmes sobre política americana para a HBO, o diretor Jay Roach parece não entender muito bem sobre o tema que tem nas mãos. O cineasta procura dar dinamismo para o filme, mas utiliza recursos que funcionam bem na TV e nem tanto no cinema. A câmera é desnecessariamente nervosa, balançando o tempo todo, por exemplo, durante uma simples cena em que dois personagens estão conversando. Outro problema é que Roach se vale de alguns enquadramentos que não condizem com a denúncia que quer mostrar. Há uma cena em que o chefão da Fox News assedia a personagem de Robbie e o diretor não hesita em dar um close na roupa íntima da moça. A decisão do diretor pode irritar principalmente o público feminino. Charlize Theron e John Lithgow numa cena do filme 'O Escândalo' Divulgação Além disso, o roteiro de Charles Randolph (o mesmo de "A Grande Aposta") não se aprofunda na questão do abuso sexual. O assunto é sempre tratado de forma superficial. As três protagonistas quase não interagem na trama, deixando a sensação de que falta algo. Para piorar, alguns personagens entram e saem da história sem cerimônia (como a melhor amiga de Kayla, vivida por Kate McKinnon, do humorístico "SNL"). Decisões como essa podem confundir o público. O roteiro também erra no tom: o filme inicia de forma descolada, com a personagem de Theron falando com o espectador sobre como é o ambiente de trabalho da Fox News. Em seguida, parte para uma narrativa mais convencional. Elenco exemplar Mas nem tudo é abaixo do esperado em "O Escândalo". Charlize Theron consegue mais uma grande interpretação, principalmente nos momentos em que entra em conflito se deve ou não ir contra o homem que a ajudou em sua carreira. Nicole Kidman, habituada a fazer personagens destemidas, volta a mostrar sua já conhecida competência e torna crível a vontade de Gretchen para obter justiça contra as humilhações que sofreu. Assim, não fica muito difícil para que o público fique do seu lado. Margot Robbie foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel em 'O Escândalo' Divulgação Já Margot Robbie tem o trabalho mais difícil não só por criar Kayla do zero, pelo fato de que sua personagem é a única fictícia entre as protagonistas. Ela passa por um processo de transformação de moça ingênua a mulher amarga e frustrada à medida que percebe o abuso por seus superiores. E se sai muito bem. Tanto que sua indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante não foi à toa, assim como a de Charlize Theron como Melhor Atriz. Além das atrizes, vale destacar a ótima performance de John Lithgow como Roger Ailes. O ator, já familiarizado em fazer vilões, dá o tom certo para que o presidente da Fox News seja visto como detestável e machista. Maquiagem indicada ao Oscar A maquiagem também é um ponto positivo. Ela não só deixa Lithgow convincente com a aparência de um homem muito acima do peso, como acerta ao deixar Charlize e Nicole parecidas com as verdadeiras Megyn Kelly e Gretchen Carlson. A indicação para o Oscar nessa categoria foi merecida. Não faria mal se "O Escândalo" tivesse um pouco mais de ousadia para tratar esse momento importante na luta das mulheres contra o assédio sexual. Do jeito que ficou, até dá para assistir como um passatempo. Mas dava para ir mais além. Se algum dia fizerem um filme sobre Harvey Weinstein, que os envolvidos no projeto sejam mais contundentes em sua denúncia.
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Por que críticos e sites de apostas consideram 'Democracia em Vertigem' um azarão no Oscar

G1 - Cinema - 14 Janeiro, 2020 - 17:37

Produção do Netflix dirigida pela brasileira Petra Costa foi indicada na categoria de melhor documentário em longa-metragem, mas enfrenta fortes concorrentes. Cena do documentário 'Democracia em Vertigem' Divulgação A indicação do filme brasileiro "Democracia em Vertigem" para concorrer a melhor filme na categoria de documentário em longa-metragem no Oscar, divulgada nesta segunda -feira (13), foi uma surpresa. Mas será ainda mais surpreendente se a diretora Petra Costa levar a estatueta para casa. Isso porque apesar de ser bem avaliado pela crítica internacional, o filme produzido pela Netflix perde nas resenhas para seus concorrentes. Sites de apostas sobre o Oscar e outros que agregam críticas apostavam em outro filme no lugar, o também elogiado "Apollo 11". Agora, nos rankings de quem aposta nos ganhadores da premiação, o filme aparece entre os menos prováveis a vencer a categoria. O site Metacritic, por exemplo, coloca "Democracia em Vertigem" atrás dos outros quatro indicados na categoria. O site é um agregador de resenhas dos mais importantes críticos e veículos, e transforma cada resenha em porcentagem, de acordo com a nota dada na crítica ou com uma nota calculada pelo site, de forma subjetiva, a partir de uma crítica qualitativa. Antes de chegar a um número final, as notas são pesadas de acordo com a notoriedade do crítico, sua estatura e o volume de críticas. Entre os melhores filmes de 2019, de acordo com essas notas, "Democracia em Vertigem" aparece em 57º lugar, com 81 pontos. Mas, antes, estão os concorrentes "For Sama" (10º lugar, 89 pontos), "American Factory" (24º lugar, 86 pontos), "Honeyland" (25º lugar, 86 pontos) e "The Cave" (36º lugar, 84 pontos). "Apollo 11", esnobado na categoria do Oscar, aparece em 14º lugar, com 88 pontos. Petra Costa, nos bastidores de 'Democracia em vertigem' Divulgação "O documentário que mais ganhou prêmios no circuito de premiações nas semanas mais recentes, 'Apollo 11', é o filme obviamente esnobado" entre documentários, escreveu um dos editores do site sobre as nomeações do Oscar. "A nomeação surpreendente, em seu lugar, é de 'Democracia em Vertigem', que foi em sua maior parte ignorado em outros lugares." Notas e críticas A nota de "Democracia" em Vertigem no site, 81, foi elaborada a partir de 12 críticas bastante elogiosas publicadas internacionalmente, de veículos como Variety, Los Angeles Times, New York Times e The Guardian, entre outros. A crítica do Los Angeles Times enaltece a "sensibilidade" de Petra Costa, por exemplo, e a do britânico Guardian dá 4 de 5 estrelas e elogia a "poderosa compilação de imagens originais e de arquivo", além de destacar a voz de Costa, que "não se intromete excessivamente" na história. 'Democracia em Vertigem': veja trailer Com imagens de bastidores da história recente da política brasileira e outras de impacto, como a dos protestos de junho de 2013, Democracia em Vertigem usa a biografia da diretora e um tom intimista para costurar e retratar os fatos que levaram até o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A nomeação do filme, que conta tudo isso em primeira pessoa, gerou polêmica nas redes brasileiras, polarizadas como o país. Internacionalmente, contudo, o filme é elogiado. Mas as críticas também são amplamente favoráveis aos concorrentes. "For Sama", sobre a história da diretora síria Waad al-Kateab e sua vida — apaixonando-se, casando e tendo uma filha (Sama) durante a guerra —, recebeu cinco estrelas, a classificação máxima, do Guardian. O filme é "o estudo em tela mais envolvente já feito sobre como esse conflito destruiu o cotidiano das pessoas", diz a crítica do jornal. "American Factory", primeira produção de uma empresa criada por Barack e Michelle Obama, registra as atividades de funcionários em uma fábrica de vidros para carros nos EUA. "É daqueles raros documentários que não são apenas envolventes por seu conteúdo, mas oferecem também um profundo prazer sensorial", diz a resenha do Washington Post. "Honeyland", também indicado a melhor filme estrangeiro e ganhador de melhor documentário internacional no festival de Sundance, é um "feito milagroso", segundo o Guardian. "Poucos filmes capturam a grande roda da natureza rodando com tanta beleza e empatia quanto 'Honeyland', e menos filmes ainda mostram como essa roda pode facilmente sair dos trilhos e se romper em pedaços", segundo o Boston Globe. O filme acompanha a história de uma apicultora na Macedônia. E, por fim, "The Cave", sobre um hospital escondido na Síria, "é tanto um filme imensamente humano, e um filme difícil, de partir o coração", de acordo com a resenha da Variety. O Metacritic também reúne listas de melhores filmes do ano elaboradas pelos maiores críticos de cinema e publicações. De todos os textos reunidos de melhores filmes do ano, "Democracia em Vertigem" aparece apenas em um: o do crítico A. O. Scott, do New York Times. Em uma resenha elogiosa, ele descreve a obra como o filme "mais assustador do ano", e o longa aparece em oitavo lugar de sua lista. No entanto, o mesmo crítico coloca em primeiro lugar um dos concorrentes do brasileiro na premiação do Oscar: "Honeyland", "nada menos que um filme épico", segundo Scott. "Honeyland", por sinal, foi escolhido como um dos melhores filmes do ano por 23 críticos. "American Factory", por 16, "ForSama", 15 e "The Cave", 4. Já segundo um texto do site de previsões e entretenimento Gold Derby, que diz ter acertado 96 dos 124 indicados ao Oscar (77%), o site foi pego bastante de surpresa pelas nomeações de 4 filmes: "Toy Story 4" na categoria de melhor canção original, "Democracia em Vertigem" na de melhor documentário, "Memorable" como melhor curta de animação e "Saria" na categoria de melhor curta de ficção. O site diz calcular previsões de mais de 10 mil usuários registrados e dera probabilidades mínimas para esses filmes serem indicados. Nas previsões de possíveis ganhadores, o filme brasileiro aparece em último entre os cinco candidatos. 'Esnobado' Diversas publicações colocam "Apollo 11" como um dos grandes filmes esnobados na competição — e que provavelmente deu lugar ao filme de Petra Costa entre os indicados. O filme usa imagens e áudios inéditos da missão da Nasa que levou o homem à Lua em 1969. O filme recebeu críticas bastante positivas e um retorno de US$ 12 milhões (R$ 50 milhões) nas bilheterias, um feito impressionante para o gênero. Nas previsões tanto do Los Angeles Times quanto da Vanity Fair para nomeações do Oscar, Democracia em Vertigem não aparecia. Em seu lugar, Apollo 11. Depois da divulgação das nomeações, um texto do site Vulture diz que a Academia "decidiu esnobar um dos principais concorrentes", a Rolling Stone e o Washington Post disseram que o filme foi descrito como um dos principais concorrentes da categoria durante o ano todo e que agora foi esnobado. Já o Los Angeles Times disse que novamente a Academia esnobou um dos documentários com melhores resultados na bilheteria. Os nomeados e vencedores do Oscar são escolhidos por cerca de 7 mil membros da Academia — que, segundo uma reportagem de 2012 do jornal Los Angeles Times que conseguiu confirmar a identidade de 5.100 deles —, são em sua maioria homens brancos. Segundo o site do Oscar, "documentários são vistos por membros da área de documentários, que usarão um sistema de votação preferencial para produzir uma lista de 15 filmes" e, depois, de cinco nomeados. "A votação final será restrita a membros ativos da Academia que assistiram a todos os documentários na disputa." A premiação, quando os vencedores serão revelados, será no dia 9 de fevereiro.
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Cineasta Christophe Ruggia é detido por suspeita de abuso sexual

G1 - Cinema - 14 Janeiro, 2020 - 15:15

Atriz Adele Haenel alegou que Ruggia a agrediu e assediou entre 2001 e 2004. Ele nega as acusações. O diretor francês Christophe Ruggia Daniel Janin/AFP O diretor de cinema francês Christophe Ruggia foi posto sob custódia nesta terça-feira (14), disseram procuradores de Paris, devido a alegações de que abusou sexualmente de uma adolescente que atuou em um de seus filmes quase duas décadas atrás. Jean-Pierre Versini-Campinchi, que é advogado de Ruggia, disse que o cineasta nega qualquer má conduta. A atriz Adele Haenel, hoje com 31 anos, alegou que Ruggia a agrediu e assediou entre 2001 e 2004 depois que ela foi escalada para o filme "Les Diables", que ele dirigiu. De acordo com as alegações de Haenel, publicadas no veículo de mídia francês Mediapart em novembro, ela tinha 12 anos quando foi assediada pela primeira vez, e o abuso continuou até ela fazer 15. Naquele mesmo mês, a Procuradoria de Paris iniciou um inquérito preliminar de "agressão sexual de uma menor de 15 anos cometido por uma pessoa de autoridade". A prisão de Ruggia aconteceu dias depois de procuradores franceses iniciarem outra investigação de alegações de estupro de uma criança que provocou ondas de choque nos círculos culturais do país. Em um livro publicado neste mês, Vanessa Springora, hoje com 47 anos e chefe da editora francesa Julliard, alegou ter sofrido abuso sexual de Gabriel Matzneff, um autor proeminente de 83 anos, quando tinha 14 anos. Matzneff disse que Springora o está retratando equivocadamente como pervertido e abusador.
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Billie Eilish vai gravar a música tema do novo filme de James Bond, 'Sem tempo para morrer'

G1 - Cinema - 14 Janeiro, 2020 - 13:24

Cantora de 18 anos compôs a música com o irmão, Finneas, e será a artista mais jovem a escrever e gravar uma faixa tema de filmes do espião 007. Filme estreia em abril de 2020. Billie Eilish Divulgação Billie Eilish vai gravar a música tema do novo filme de James Bond, "Sem tempo para morrer". A cantora de 18 anos escreveu a faixa com seu irmão, Finneas. Ela será a artista mais jovem a escrever e gravar uma canção tema de filmes do espião 007. O anúncio foi feito nesta terça-feira (14). Initial plugin text O filme "Sem tempo para morrer" tem estreia prevista no Brasil para o dia 9 de abril de 2020, segundo o site especializado IMDb. Em maio de 2020 Billie Eilish vai fazer seus primeiros shows no Brasil. Ela canta no dia 30 no Allianz Parque, em São Paulo, e no dia 31 na Jeunesse Arena, no Rio. Ouça abaixo e leia mais sobre os shows internacionais no Brasil neste ano:
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Por que tramas masculinas dominam o Oscar?

G1 - Cinema - 14 Janeiro, 2020 - 13:24

Até hoje, só cinco mulheres foram indicadas para a categoria de melhor direção; e, neste ano, nenhuma mulher foi indicada como melhor diretora. Estrelado por Matt Damon e Christian Bale, 'Ford vs. Ferrari' é um dos indicados a melhor filme na 92ª edição do Oscar Divulgação Há dez anos, uma mulher ganhou o Oscar de melhor direção pela primeira vez na história da premiação. Kathryn Bigelow recebeu o prêmio pelo filme "Guerra ao Terror", ambientado no Iraque. A obra também venceu a categoria de melhor filme. Até hoje, só cinco mulheres foram indicadas para a categoria de melhor direção. E o conteúdo dos premiados também indica desequilíbrio. Na última década, apenas um vencedor de melhor filme teve uma protagonista feminina: "A Forma da Água", de Guillermo del Toro, estrelado por Sally Hawkins. A maioria (incluindo "Green Book", "Birdman" e "Guerra ao Terror") se passa no universo masculino. Sally Hawkins em 'A Forma da Água' Divulgação Agora, em 2020, o cenário da temporada de prêmios não mudou muito. Os filmes que dominam o Oscar são "1917", "O Irlandês", "Ford vs Ferrari" e "Era Uma Vez em... Hollywood". Nenhuma mulher foi indicada a melhor diretora — o que levou a apresentadora dos indicados, Issa Rae a dizer de maneira clara depois de fazer o anúncio: "Parabéns a esses homens". Veja lista completa de indicados ao Oscar 2020 "Adoráveis Mulheres", de Greta Gerwig, indicado a melhor filme, não foi indicado na categoria de direção no Oscar, Globo de Ouro ou Bafta. Outro sucesso de bilheteria, "A Despedida", de Lulu Wang, deu à estrela Awkafina um Globo de Ouro, mas nem o filme nem a atriz apareceram nas indicações ao Oscar. A produtora de "Adoráveis Mulheres", Amy Pascal, deu uma entrevista à revista Vanity Fair recentemente. As declarações dela deram a entender que a proporção de gênero dos integrantes da Academia nas exibições do filme era de duas mulheres para cada homem. Pascal disse que havia "um viés completamente inconsciente. Não sei se os homens compareceram às exibições. E não sei ao certo se eles assistiram quando pegaram seus DVDs (de exibição)". "É um viés diferente", disse Pascal. Segundo ela, os avaliadores homens pensam que esse tipo de história não tem importâncias para eles. Saoirse Ronan, entre Florence Pugh e Emma Watson, estrela 'Adoráveis Mulheres' Divulgação A atriz Tracy Letts, que aparece no filme, acrescentou: "Eu simplesmente não posso acreditar que ainda estamos tendo essa discussão em que filmes de homens, sobre homens, e feitos para homens, são considerados filmes padrão. E as tramas femininas se enquadram nesse categoria separada e desigual ", acrescentou. "É um absurdo." Anna Smith, apresentadora do podcast feminista Girls on Film e presidente do London Film Critics' Circle, destaca que "Adoráveis Mulheres" também é um drama de época. "Há algo a ver com esse gênero também, o que geralmente é feito por mulheres. Acho que há um certo preconceito de que a visão de um diretor precisa ser autoritária, e às vezes isso é vinculado ao masculino." "É estranho este ano termos filmes chamados "O Irlandês" (The Irishman) e "Adoráveis Mulheres" (Little Women), e adivinhem qual deles se sairá melhor? Eu me pergunto se muitos avaliadores, decidindo o que assistir, podem ter tido uma reação inconsciente ao gênero no título." 'O Irlandês' reúne Al Pacino, De Niro e Joe Pesci em filme excelente e sem riscos de Scorsese; G1 já viu Smith também aponta que, por outro lado, um filme britânico de arte dirigido por Joanna Hogg, "The Souvenir", lidera as indicações ao London Critics' Circle Film Awards. "Somos cerca de 140 pessoas e temos de ver quase tudo o que sai, e é por isso que um filme como esse foi tão bem. Claramente, porque os críticos assistiram ao filme e a maioria adorou." Juiz e júri A aparente preferência por "tramas masculinas" é determinada pela demografia dos avaliadores da temporada de premiação? O site The Hollywood Reporter diz que o Oscar trouxe 2 mil novos avaliadores após a campanha #oscarssowhite há três anos, aumentando o número de julgadores para cerca de 8 mil. Apesar disso, a porcentagem de avaliadoras mulheres do Oscar é de cerca de 28%, e os eleitores negros, asiáticos e minorias étnicas são 13%. Não é um grande salto em relação ao levantamento feito pelo jornal Los Angeles Times em 2012, que mostrou que os avaliadores do Oscar eram 94% brancos e 77% homens. A maioria dos avaliadores da Academia decide as nomeações votando dentro de seu "capítulo" (por exemplo: um ator votará nas categorias de atuação), mas pode escolher entre todos os filmes elegíveis lançados naquele ano para melhor filme — embora as empresas de produção precisem garantir que estejam na lista de "lembretes" que a Academia envia. O British Academy Film Awards (Bafta) prometeu uma mudança imediata de seus eleitores e seus sistemas, depois que as indicações deste ano apresentaram uma lista de diretores e filmes masculinos e nenhuma indicação para atores negros, asiáticos e minorias étnicas. São 6.700 membros em todo o mundo — uma pesquisa em 2016 constatou que 41% eram mulheres, 13% eram de grupos étnicos minoritários e a média de idade era 52 anos. Todos os membros votantes decidem sobre as atuações principais e as indicações para melhor filme. As indicações de direção e roteiro são decididas por um grupo especializado — que pode ter uma demografia diferente. James Moran, roteirista de "Dr. Who" e membro do Bafta, diz que a organização pede aos avaliadores que confirmem os filmes que assistiram e selecionem apenas indicados daqueles filmes. "Sou muito consciente e tento assistir a tudo", diz ele. Asssita ao trailer do filme 'Adoráveis Mulheres' "Mas é difícil assistir a todos os filmes, geralmente por volta de dezembro. Os filmes da temporada de prêmios nem sempre são os mais alegres de assistir no Natal. Também é muito difícil limitar 'melhor filme' a cinco indicações. É extremamente difícil escolher seus favoritos. Quais você indica — aqueles com maior probabilidade de sucesso ou os que merecem uma chance?" "Eu amei 'Adoráveis Mulheres', e votei nele em muitas categorias", diz Moran. No entanto, ele acrescenta que o público que encontra nas exibições do Bafta é principalmente "velho, branco e masculino". De acordo com o crítico de cinema e apresentador Jason Solomons, "todos os filmes indicados este ano são bons, e não acredito que os eleitores do Bafta são inerentemente racistas e misóginos, mas o importante das listas é que, sem dúvida, refletem a personalidade da pessoa ou das pessoas que os selecionam". "E a lista de indicações deste ano, olhando para '1917' e 'O Irlandês', indica claramente que as preocupações dos avaliadores estão no passado e envelhecendo. Preocupa-me que, para uma cineasta entrar no clube, ela precise fazer uma filme de guerra ou dar a si uma visão de masculinidade, como Kathryn Bigelow em Guerra ao Terror e Caçadores de Emoção. É uma pena que filmes igualmente emocionais sobre maneiras de ser mulher neste mundo, como 'Adoráveis Mulheres', não tenham tanto destaque." '1917' leva público às trincheiras da 1ª Guerra com sensibilidade e técnica impecável; G1 já viu No entanto, há críticos que discordam da visão sobre de que tudo se resume a um machismo inconsciente de gênero dos julgadores. Steven Gaydos, editor executivo da revista Variety, destaca que um filme como "Adoráveis Mulheres" já foi feito muitas vezes, tanto no cinema quanto na TV. "E se o fator de exclusão for que 'Adoráveis Mulheres' é um remake de uma história popular feita muitas vezes antes — e os avaliadores não levam os remakes tão a sério quanto os originais?", questiona. '1917': Veja o trailer "Fora da nossa bolha louca em Hollywood, as pessoas podem não perceber que os especialistas em marketing são contratados para executar campanhas do Oscar. Agora, e se, por exemplo, o momento do lançamento for ruim ou a sua estratégia não funcionar? E se esse for o motivo? 'Adoráveis Mulheres' está faturando US$ 100 milhões nas bilheterias. Acredite: homens estão indo assistir." No fim das contas, os avaliadores decidem sobre aquilo que é indicado para eles. No Bafta, 19% dos filmes enviados aos julgadores foram dirigidos por mulheres. De acordo com o relatório de 2019 do Center for the Study of Women in Television and Film, dos 250 filmes de maior bilheteria de Hollywood, apenas 13% foram dirigidos por mulheres. Escolha limitada Georgie Yukiko Donovan, diretora com origens no Reino Unido e no leste asiático, conseguiu fazer seu primeiro filme, "Ama", financiado pela iniciativa Female Film Force, mas questiona se os anos de decepção das cineastas que não conseguiram romper essa barreira afetam o número de inscrições para a temporada de prêmios. "A menos que haja uma mudança real, muitas mulheres não enviarão seus filmes para avaliação, porque isso também pode custar dinheiro", ressalta ela. "Existe uma necessidade prática de prêmios. É como um selo de aprovação que leva você ao próximo nível no cinema. Mas é preciso dinheiro para lançar uma campanha, então tudo está vinculado a gênero, raça, dinheiro e classe." Melissa Silverstein, fundadora do site Women and Hollywood, argumentou que, no caso de futuras listas restritas, com falta de diversidade, o prêmio na categoria em questão deveria ser retirado. "Algo drástico precisa ser feito", argumenta. "Eu acho que também é muito importante observar quantas mulheres estão finalizando e enviando filmes e, se não, por que não?" "É verdade que, ao trabalhar em filmes de super-heróis como 'Capitão Marvel' e a 'Mulher Maravilha', as mulheres estão agora entrando em alguns dos níveis mais altos do negócio. É importante ter uma visão da mulher sobre o que costuma ser uma narrativa de gratificação violenta, e essas histórias predominantes da nossa cultura. Prêmios são o que a imprensa presta atenção." "Esta é uma luta fundamental, que não está acontecendo apenas no cinema, de dizer que branco e homem não são mais o padrão do nosso mundo. E, assim, quando as experiências das mulheres e dos negros são repetidamente invalidadas dessa maneira, isso não pode ser levado a sério."
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Cinema cresce no Brasil em 2019, mas público de filmes brasileiros foi menor que em 2018

G1 - Cinema - 14 Janeiro, 2020 - 06:00

Mais de 172,2 milhões de espectadores assistiram aos 887 filmes lançados nos cinemas nacionais. Arrecadação total foi de R$ 2,7 bilhões. Público e arrecadação de filmes no Brasil cresceram em 2019 Divulgação O cinema cresceu no Brasil em 2019 e teve mais público e arrecadação em relação a 2018, mas filmes brasileiros perderam espectadores. O público geral aumentou 7,6%: foi de 160 milhões em 2018 para 172,2 milhões em 2019, mas foi o segundo menor público dos últimos cinco anos; O público de filmes nacionais diminuiu: de 22,9 milhões em 2018 para 22,6 milhões em 2019; A arrecadação aumentou 13%. A renda acumulada somou mais de R$2,7 bilhões em 2019, contra R$ 2,4 bilhões arrecadados em 2018. Em valores totais, o registrado em 2019 é o maior dos últimos 17 anos (período dos dados de arrecadação disponibilizados pela Ancine). Já com os valores atualizados pela inflação de 2019, a bilheteria do ano passado se torna a quarta maior dos últimos anos, atrás de 2017, 2016 e 2015, nesta ordem. Os 10 filmes que marcaram 2019 Responsável por campeões de bilheteria de anos anteriores como "Xuxa Popstar" (2000) e "Sonho de Verão" (1990), o diretor Paulo Sérgio Almeida diz que o salto em relação a 2018 está ligado a dois aspectos Para o fundador do Filme B, empresa que analisa o mercado de cinema no Brasil, a diferença veio com o aumento do número de salas de cinema (até dezembro, a Ancine registrou 3201) e uma safra lucrativa da Disney. Entre os filmes da empresa estão o recordista de bilheteria "Vingadores: Ultimato", além dos bem-sucedidos "O Rei leão", "Aladdin" e "Toy Story 4". G1 em 1 Minuto: Presidente do Irã diz que envolvidos com queda de avião serão 'punidos' Ir ao cinema ficou mais caro Ir ao cinema ficou mais caro: o preço médio do ingresso foi de R$ 14,23 para R$ 15,02 em um ano. O aumento de 5,63% ficou acima da inflação de 2019, que foi de 4,31%. Os filmes nacionais custaram menos que os internacionais para o público: o preço médio do ingresso de filmes brasileiros foi R$ 2 mais barato que o de filmes estrangeiros. Qual região vai mais ao cinema? Os moradores do Distrito Federal pagaram o maior valor por ingresso: R$ 17,33 foi a média registrada no DF. Mesmo assim, foi a unidade da federação que mais frequentou o cinema em comparação com o número de habitantes. Em seguida, ficaram Rio de Janeiro, São Paulo, Roraima e Amazonas. Estados das regiões Norte e Nordeste registraram as menores frequências em relação ao tamanho da população. No Pará, Paraíba, Bahia, Tocantins e Mato Grosso, é como se apenas 40% da população tivesse ido ao cinema uma única vez durante o ano inteiro. Cinema nacional encolheu Maratona 'Minha mãe é uma peça': veja análise dos três filmes Enquanto filmes estrangeiros levaram mais de 12 milhões de pessoas ao cinema do que em 2018, os filmes nacionais tiveram queda de 300 mil espectadores. Com estreia em 26 de dezembro, o filme "Minha mãe é uma peça 3" diminuiu a diferença da bilheteria nacional. Uma semana antes de sua estreia, 2019 tinha 1,1 milhão de espectadores a menos que o mesmo período de 2018. O dado pode refletir a diminuição de 10% nos títulos em cartaz: foram 327 filmes nacionais em cartaz em 2019. Em 2018, estrearam 367 produções nacionais nos cinemas. Até junho, o Brasil ficou sem a cota de tela, que estabelece um número mínimo de dias em que filmes brasileiros devem ficar em cartaz. A medida voltará a ser adotada em 2020, com mínimo de 27,4 dias de programação nacional por cinema e, pelo menos, três filmes diferentes em cartaz. Mesmo maior que em 2018, a bilheteria nacional representou apenas 11,5% das vendas de ingresso no país. Foi a segunda menor porcentagem dos últimos cinco anos. A participação também foi pequena no total de público: apenas 13% dos frequentadores do cinema em 2019 assistiram a uma produção nacional. Veja os campeões de público no Brasil em 2019: "Vingadores: Ultimato" - 19,2 milhões "O rei leão" - 15,9 milhões "Coringa" - 9,4 milhões "Capitã Marvel" - 8,8 milhões "Toy story 4" - 7,8 milhões "Homem-aranha longe de casa" - 6,4 milhões "Malévola: Dona do mal" - 5,6 milhões
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'1917' leva público às trincheiras da 1ª Guerra com sensibilidade e técnica impecável; G1 já viu

G1 - Cinema - 14 Janeiro, 2020 - 06:00

Narrativa sobre soldados com missão em tempo real e plano sequência dão ares de video game ao filme com 10 indicações ao Oscar que estreia no Brasil em 23 de janeiro. A 1ª Guerra Mundial não compartilha do mesmo "prestígio" de sua irmã mais nova nos cinemas. Com batalhas em trincheiras e longos momentos de espera e tensão, o conflito ganha uma de suas melhores representações cinematográficas em "1917", filme que estreia em 23 de janeiro no Brasil como um dos melhores de 2019 – e dez indicações ao Oscar. Através de uma edição sem cortes e em tempo quase real, o diretor britânico Sam Mendes (ganhador do prêmio da Academia por "Beleza americana") aproxima o público da lama dos campos de batalha e da tensão dos soldados. Com uma perspectiva tão próxima dos protagonistas e sem atalhos, é difícil não sentir a aflição de cada uma de suas escolhas. Essas escolhas, no entanto, aproximam a narrativa um pouco da linguagem de um video game, com sua câmera por cima dos ombros dos heróis e suas fases bem demarcadas. Algo que não é um problema em si, mas que tira um pouco do perigo de vida iminente. Afinal, até no mais cruel dos games modernos a morte poucas vezes é definitiva. '1917': Veja o trailer Faces desconhecidas "1917" retrata a missão de dois soldados ingleses que devem entrar em território inimigo para levar uma mensagem urgente a uma tropa aliada prestes a cair em uma cilada. A ausência de grandes astros no lugar da dupla de protagonistas, os britânicos Dean-Charles Chapman ("Game of thrones") e George MacKay ("Capitão Fantástico"), ajuda a criar a atmosfera realista desejada por Mendes. Mas os jovens atores justificam a fé depositada pelo cineasta com atuações fortes e sensíveis, que dão urgência à situação em que seus personagens se encontram. George MacKay e Dean-Charles Chapman em cena de '1917' Divulgação MacKay havia mostrado no filme de 2016 que merecia a atenção dos estúdios, e talvez só não tenha sido mais lembrado em discussões para o Oscar de 2020 porque a categoria de atuação masculina já está sobrecarregada. Os rostos desconhecidos para os heróis, somados à narrativa na qual o menos importante são os inimigos, levantam uma inevitável comparação a "Dunkirk" (2017), pelo menos no começo. Com o tempo, o isolamento dos protagonistas, a linearidade da história e as escolhas estéticas de Mendes mostram que "1917" é algo bem diferente. George MacKay em cena de '1917' Divulgação Beleza sem cortes Muitos críticos consideram que o plano sequência que amarra o filme – a opção de usar uma só perspectiva na gravação, para dar a ilusão de que a produção não tem cortes – é um truque desnecessário. Dá para entender. Em mãos menos capazes, realmente seria. Mas com um nome como o do diretor de fotografia Roger Deakins, ganhador do Oscar por "Blade Runner 2049" (2017) depois de 12 indicações, a ideia trabalha a favor da narrativa. A câmera do inglês bota o espectador no lugar dos protagonistas, em meio à lama e aos corpos que tomam as trincheiras e dá a dimensão de sua solidão, mesmo em uma carona com aliados. O resultado são cenas tão belas que parecem higienizar os horrores da batalha, o que prejudica um pouco o próprio realismo que a linguagem adotada tanto quer atingir. Dean-Charles Chapman e George MacKay em cena de '1917' Divulgação Fim de fase Com desconhecidos como protagonistas, grandes nomes aparecem através de participações pontuais. Por mais legal que seja ver Andrew "Padre Gato" Scott ("Fleabag") como um tenente ranzinza ou Benedict Cumberbatch ("Doutor Estranho") como um coronel durão, suas cenas são tão marcantes que pontuam demais a história. Dessa forma, suas presenças parecem menos naturais e mais algo forçado, quase como o fim de uma fase de video game – reforçando a comparação com os jogos eletrônicos. Benedict Cumberbatch em cena de '1917' Divulgação Depois de um Mark Strong ("Shazam") ou um Richard Madden ("Game of thrones"), resta apenas ao público aguentar durante a dificuldade a seguir até a próxima cara conhecida. Mesmo com esses problemas, "1917" chega à corrida do Oscar como um dos favoritos às principais categorias, gabaritado por uma técnica impecável e um olhar sensível de um conflito pouco explorado pelo cinema recente. É inevitável se perguntar se o mundo realmente precisa de mais um filme de guerra. Mendes e Deakins provam que olhares diferentes ainda justificam sua existência. Colin Firth em cena de '1917' Divulgação
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Oscar 2020: 'Coringa' lidera lista de indicados, que tem documentário brasileiro 'Democracia em vertigem'

G1 - Cinema - 13 Janeiro, 2020 - 15:58

Filme de vilão dos quadrinhos teve 11 indicações. Cerimônia acontece em 9 de fevereiro Oscar 2020: 'Coringa' lidera lista de indicados, que tem documentário brasileiro 'Democracia em vertigem' Filme de vilão dos quadrinhos teve 11 indicações. Cerimônia acontece em 9 de fevereiro 'Coringa' é o filme com maior número de indicações, 11 no total. 'Era uma vez em Hollywood', '1917' e 'O Irlandês' dividem a 2ª colocação, com 10 cada. O brasileiro 'Democracia em vertigem' está entre os indicados a melhor documentário. Cerimônia de premiação acontece em Los Angeles no dia 9 de fevereiro
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Jared Leto vive vampiro em 'Morbius'; assista ao primeiro trailer

G1 - Cinema - 13 Janeiro, 2020 - 15:55

Em história derivada de "Homem-Aranha", personagem tem doença rara de sangue. Trailer de 'Morbius' O filme "Morbius", estrelado por Jared Leto, ganhou seu primeiro trailer nesta segunda (13). No longa, Leto é o bioquímico Michael Morbius que tenta encontrar a cura para sua rara doença sanguínea. Durante as tentativas, se transforma em vampiro. Jared Leto protagoniza 'Morbius' Reprodução/Sony A história é baseada na série de quadrinhos da Marvel de mesmo nome. O longa é dirigido por Daniel Espinosa ("Crimes ocultos") e tem Jared Harris, J.K. Simmons, Michael Keaton e Adria Arjona.
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Petra Costa diz esperar que documentário indicado ao Oscar ajude a 'entender como é crucial proteger democracias'

G1 - Cinema - 13 Janeiro, 2020 - 13:31

'Estamos absolutamente emocionados e extasiados', afirma diretora em texto publicado nas redes sociais. Documentário brasileiro ‘Democracia em vertigem’ está entre os indicados ao Oscar de 2020 Petra Costa usou as redes sociais para celebrar a indicação de “Democracia em Vertigem” ao Oscar de Melhor Documentário. O anúncio dos nomes dos concorrentes ao prêmio foi feito na manhã desta segunda-feira (13). Veja todos os indicados ao Oscar 2020 "Estamos absolutamente emocionados e extasiados por nossos colegas terem reconhecido a urgência deste filme, e honrados por estarmos na companhia de documentários tão importantes. Numa época em que a extrema direita está se espalhando como uma epidemia, esperamos que esse filme possa nos ajudar a entender como é crucial proteger nossas democracias", escreveu a diretora do documentário. Petra, que escreveu o texto também em inglês, seguiu: "Está se tornando cada vez mais evidente o quanto o pessoal é político para tantos ao redor do mundo, e acredito que é por meio de histórias, linguagem e documentários que as civilizações começam a se curar." Petra é a única brasileira que pode trazer o Oscar para casa este ano. "Dois papas", filme dirigido por Fernando Meirelles, teve três indicações, mas o brasileiro não entrou na lista de diretores. Initial plugin text "Democracia em vertigem" mostra o processo de impeachment de Dilma Rousseff e a crise política no Brasil, e foi lançado pela Netflix em junho de 2019. A diretora mineira Petra Costa, de 36 anos, assinou os documentários "Elena" (2012) e "Olmo e a gaivota" (2014), premiados respectivamente nos festivais de Brasília e do Rio. Esta é sua primeira indicação ao Oscar. Veja todos os indicados à categoria Melhor Documentário: "American factory" "The cave" "Democracia em vertigem" "For Sama" "Honeyland" A cerimônia dos melhores do cinema acontece no dia 9 de fevereiro em Los Angeles. 'Democracia em Vertigem': veja trailer Veja repercussão sobre indicação de "Democracia em vertigem" ao Oscar 2020: Paula Braun, atriz: Initial plugin text Zélia Duncan, cantora “Democracia Em Vertigem, indicada ao Oscar! Parabéns Petra Costa. Brasil representado! ‘Você não precisa de artistas?’” Initial plugin text Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente do Brasil Parabéns, Pestra Costa, pela seriedade com que narrou esse importante período de nossa história. Viva o cinema nacional! A verdade vencerá. Daniela Mercury, cantora "Viva o cinema brasileiro!" Initial plugin text Petra Costa, nos bastidores de 'Democracia em vertigem' Divulgação
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Esnobados do Oscar 2020: J-Lo, Adam Sandler, Beyoncé, Lupita e outros que ficaram de fora

G1 - Cinema - 13 Janeiro, 2020 - 13:28

Veja os nomes que eram cotados para indicações mas não apareceram na lista do Oscar 2020. Robert De Niro, Taron Egerton e Awkwafina também estão entre os 'esquecidos' pela academia. Jennifer Lopez, Adam Sandler, Beyoncé e Lupita Nyong'o estão entre as estrelas que eram cotadas para indicações ao Oscar 2020, mas ficaram de fora da lista, divulgada nesta terça-feira (13). Veja 10 "esquecidos" abaixo: 1 - Jennifer Lopez Jennifer Lopez vive a stripper Ramona na comédia dramática "As Golpistas" Divugação A maioria das listas de cotados para a categoria de atriz coadjuvante tinha J-Lo, que interpreta a stripper Ramona em "As golpistas". Teria sido a primeira indicação dela ao Oscar, mas não foi dessa vez. 2 - Adam Sandler e 'Joias brutas' Adam Sandler e Cole Sprouse posam juntos em premiere de 'Uncut Games' nesta quarta-feira (11) Joshua Blanchard/Getty Images North America/AFP O ator de comédias poderia ter sua primeira indicação a melhor ator pelo trabalho no drama "Joias brutas". Mas Adam Sandler ficou de fora. O filme elogiado também não teve nenhuma indicação. 3 - Beyoncé Beyoncé - 'Spirit' - G1 Ouviu Muitos críticos tinham como garantida a indicação dela por melhor canção com "Spirit", de "O rei leão". Beyoncé não tem uma boa história com o Oscar. Em 2007, ela foi excluída da lista de indicados pela música "Listen", de "Dreamgirls", mesmo sendo coautora da faixa. A Academia considerou que ela não "contribuiu o suficiente" para a obra. 4 - Lupita Nyong'o e 'Nós' Lupita Nyong'o em cena de "Nós". Divulgação A atuação dela no filme de Jordan Peele foi uma das mais impactantes do ano, mas ela não foi indicada. Pelo menos Lupita já tem seu Oscar por "12 anos de escravidão". "Nós" não foi lembrado em nenhuma categoria. 5 - 'Frozen 2' Diretores e produtor de 'Frozen 2' dizem que sentiram saudade dos personagens A sequência de animação de enorme sucesso, cujo primeiro filme ganhou o Oscar, não foi nem indicada em sua categoria neste ano. "Frozen 2" só foi lembrado em canção original, por “Into the unknown”. 6 - Robert De Niro Robert De Niro e Joe Pesci em cena de 'O Irlandês' Divulgação/Netflix A falta de indicações ao Globo de Ouro e ao prêmio do Sindicato dos Atores já era um sinal ruim para De Niro. Mesmo assim, sua ausência foi notável no meio de uma lista que tem os dois outros colegas de "O irlandês", Joe Pesci e Al Pacino. 7 - Taron Egerton Assista ao trailer do filme 'Rocketman' Logo depois de ganhar o Globo de Ouro de melhor ator em comédia ou musical, o intérprete de Elton John ficou fora da lista do Oscar. "Rocketman" teve uma indicação pela música de "I'm gonna love me again", de Elton John e Bernie Taupin. 8 - Awkwafina e 'A despedida' Awkwafina vence o Globo de Ouro 2020 de melhor atriz em filme (musical ou comédia) por "The Farewell" Paul Drinkwater/NBC via AP Outra vencedora do Globo de Ouro que ficou de fora da lista do Oscar foi a atriz americana de origem chinesa e coreana Awkwafina. O filme "A despedida", que era cotado, também ficou de fora. 9 - Eddie Murphy Eddie Murphy em cena do filme "Meu Nome é Dolemite" Divulgação Ele não repetiu o feito de 2007, quando foi indicado a melhor ator coadjuvante por "Dreamgirls". Eddie Murphy era bem cotado neste ano por "Meu nome é dolemite", mas não foi dessa vez. 10 - Greta Gerwig Greta Gerwig no tapete vermelho do Oscar 2018 Jordan Strauss/Invision/AP Greta não pode reclamar, já que seu filme "Adoráveis mulheres" teve seis indicações, inclusive a melhor filme e melhor roteiro adaptado, assinado por ela. Mesmo assim, ela ficou fora da lista de diretores, que tem apenas homens. Em 2018 ela tinha sido a única mulher indicada em direção, por "Lady Bird: a hora de voar".
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'Minha mãe é uma peça 3' volta ao topo da bilheteria nacional e acumula R$ 110 milhões

G1 - Cinema - 13 Janeiro, 2020 - 12:53

Com estreia de 'Frozen 2', filme de Paulo Gustavo caiu para segunda posição na semana passada, mas recuperou liderança. Paulo Gustavo, Alexandra Richter e Patricya Travassos em cena do terceiro 'Minha mãe é uma peça' Divulgação "Minha mãe é uma peça 3" voltou ao topo da bilheteria nacional, depois de cair para segunda posição com a estreia de "Frozen 2" na semana passada. No período de quinta-feira (9) a domingo (12), mais de 1,2 milhões de pessoas assistiram do filme de Dona Hermínia (Paulo Gustavo), o que gerou uma renda de R$ 21,9 milhões. A comédia já acumula R$ 110 milhões em três semanas em exibição. Maratona 'Minha mãe é uma peça': veja análise dos três filmes Já "Frozen 2" caiu para segunda posição e foi assistido por 1 milhão de pessoas no mesmo período. A renda acumulada já chega a R$ 78 milhões. Em terceiro lugar, "Star Wars: A Ascensão Skywalker" fecha o top 3 do ranking com 106 mil espectadores e renda de R$ 2,1 milhões no final de semana. Veja o ranking da bilheteria nacional: "Minha mãe é uma peça 3" - R$ 21,9 milhões "Frozen 2" - R$ 18,9 milhões "Star Wars: A Ascensão Skywalker" - R$ 2,1 milhões "Adoráveis Mulheres" - R$ 1,6 milhão "Ameaça Profunda" - R$ 1,2 milhão "O caso Richard Jewell" - R$ 339 mil "Entre facas e segredos" - R$ 253 mil "O Farol" - R$ 203 mil "Parasita" - R$ 180 mil "Retrato de um Jovem em Chamas" - R$ 168 mil
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