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Festival de Berlim começa e aposta na política, polêmica e ação; mostra tem grande participação brasileira

G1 - Cinema - 5 horas 21 minutos atrás

Este ano, evento será marcado pelo fim de uma das homenagens mais emblemáticas. O Prêmio Alfred Bauer foi cancelado após a revelação do passado nazista do primeiro diretor do festival. Festival Berlinale começa nesta quinta-feira (20) Britta Pedersen/dpa via AP Ficção e temas atuais se encontram na 70ª edição do Festival de Berlim, que começa nesta quinta-feira (20) com 18 filmes na disputa pelo Urso de Ouro, incluindo uma produção brasileira, e uma nova mostra dedicada a novas formas de fazer cinema. As atrizes Sigourney Weaver e Margaret Qualley - filha de Andie MacDowell - serão responsáveis pela abertura de um dos festivais de cinema mais importantes da Europa, ao lado de Cannes e Veneza, com "My Salinger Year", uma história sobre a criação literária e a ambição profissional que será exibida fora de competição. O brasileiro "Todos os mortos", de Marco Dutra e Caetano Gotardo, ambientado no fim do século XIX, poucos anos após o fim da escravidão, concorre ao Urso de Ouro, ao lado de filmes como "Siberia", do veterano Abel Ferrara, e "First Cow", da americana Kelly Reichardt. Outro destaque na mostra oficial é "The roads not taken", da britânica Sally Potter, na qual Javier Bardem interpreta um deficiente auxiliado pela filha (Elle Fanning). "Hardcore" Outros filmes que desejam suceder "Synonymes", vencedor do Urso de Ouro do ano passado. são "There is no evil", do dissidente iraniano Mohamad Rasoulof, e "DAU. Natasha", um dos filmes do polêmico projeto do russo Ilya Khrzhanovskiy, que recriou uma cidade soviética na qual filmou a vida de 400 pessoas, repleta de violência e pornografia. "A maioria das cenas deste projeto são hardcore, não apenas este filme", disse o novo codiretor do festival, Carlo Chatrian, antecipando a polêmica. No conjunto, a mostra deste ano observa o mundo atual "sem ilusão, para abrir os nossos olhos", destacou. A premiação será anunciada em 29 de fevereiro pelo júri presidido pelo ator britânico Jeremy Irons e que tem a presença do diretor brasileiro Kleber Mendonça Filho ("Bacurau"). A britânica Helen Mirren receberá o Urso Honorário. Homenagem cancelada Uma das homenagens mais emblemáticas da Berlinale, o Prêmio Alfred Bauer foi cancelado há algumas semanas, após a revelação do passado nazista do primeiro diretor do festival. O jornal Die Zeit publicou que Bauer - diretor da mostra entre 1951 e 1976 - foi um alto funcionário do departamento cinematográfico de propaganda criado por Joseph Goebbels, ministro de Adolf Hiltler, além de ter espionado grandes figuras da indústria do cinema durante o III Reich. Os novos diretores da Berlinale, Chatrian e Mariette Rissenbeek, também anunciaram a criação da mostra "Encounters", que exibirá obras mais ousadas de cineastas "inovadores". Fora de competição, a ex-candidata democrata à presidência americana Hillary Clinton é esperada na capital da Alemanha para apresentar a minissérie autobiográfica "Hillary". A Pìxar exibirá seu novo filme de animação "Onward" ("Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica" no Brasil) e a atriz australiana Cate Blanchett a série "Stateless". A presença brasileira na Berlinale A 70ª edição do Festival de Cinema de Berlim tem uma grande participação brasileira em várias mostras. O país terá forte presença na mostra "Panorama", com quatro filmes, incluindo o documentário "Nardjes", do diretor Karim Aïnouz, premiado ano passado em Cannes por "A Vida Invisível". Outro documentário, "O reflexo do lago", de Fernando Segtowick, que mostra a vida de pessoas que moram nas proximidades da hidrelétrica de Tucuruí, também foi selecionado. Confira outras presenças brasileiras no festival: Mostra competitiva pelo Urso de Ouro "Todos os mortos", de Caetano Gotardo e Marco Dutra (Brasil, França) Encounters - Nova mostra competitiva consagrada a propostas estéticas inovadoras "Los Conductos", de Camilo Restrepo (coprodução Colômbia, França, Brasil) Panorama - Se define como "explicitamente queer, feminista e política" "Cidade Pássaro", de Matias Mariani (Brasil, França) "Nardjes A." (documentário), de Karim Ainouz (Brasil, Argélia, França, Alemanha, Catar) "O reflexo do lago" (documentário), de Fernando Segtowick (Brasil) "Un crimen común", de Francisco Márquez (coprodução Argentina, Brasil, Suíça) "Vento Seco", de Daniel Nolasco (Brasil) Fórum - Mostra mais experimental. "Chico ventana también quisiera tener un submarino", de Alex Piperno (coprodução Uruguai, Argentina, Brasil, Holanda, Filipinas) "Luz nos trópicos", de Paula Gaitán (Brasil) "Vil, má", de Gustavo Vinagre (Brasil)
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G1 levou Zé do Caixão para reencontrar carro que ganhou seu apelido, em 2009; reveja

G1 - Cinema - 6 horas 42 minutos atrás

Volkswagen 1600 começou a ser produzido há 50 anos para concorrer com o Corcel. Por suas formas, acabou associado ao nome do mestre do terror brasileiro. Zé do Caixão, o cineasta, visita Zé do Caixão, o carro José Mojica Marins, o Zé do Caixão, que morreu nesta quarta-feira (19), aos 83 anos, também apelidou um carro da Volkswagen, que começou a ser produzido 50 anos atrás. Em 2009, o G1 promoveu o encontro do artista com uma rara unidade do VW 1600 mantida com todas as peças originais por um colecionador de São Paulo. FOTOS: Relembre carreira de Zé do Caixão VÍDEOS: Entrevistas e Zé do Caixão em ação Mais sobre carros clássicos Lançado em 1969 para concorrer com o Corcel, da Ford, o sedã quatro portas tinha formato de caixote e maçanetas parecidas com alças de caixão, daí o apelido de Zé do Caixão. O Volkswagen 1600 saiu de linha em 1971, depois de cerca de 134 mil unidades terem sido produzidas. Mojica contou que quase foi garoto-propaganda do carro. “Meu Zé do Caixão era preto, tinha uma cortininha roxa por dentro e incensos de velório”, lembrou ele. A curiosidade é que ele não dirigia. Volkswagen 1600, o 'Zé do Caixão' Fábio Tito/G1 G1 mostra acervo de clássicos da Volkswagen em SP Volkswagen encerra produção mundial do Fusca; veja como foi a despedida Opala completa 50 anos, e fãs se declaram: 'Nada desagrada' Chevrolet Monza faz 36 anos e donos falam sobre amor pelo carro
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'Dolittle' decepciona em aventura sem graça, apesar do esforço de Robert Downey Jr; G1 já viu

G1 - Cinema - 7 horas 41 minutos atrás

Carisma do ator não é suficiente para esconder problemas de direção e roteirO. Animais são dublados por Rami Malek, Tom Holland, Emma Thompson e Octavia Spencer. Depois de se consagrar como Tony Stark e Sherlock Holmes, parecia que Robert Downey Jr tinha encontrado a fórmula para gerar franquias de sucesso. Mas o nova-iorquino de 54 anos não se sai tão bem em "Dolittle", volta aos cinemas do médico com poder de conversar com os animais. A comédia estreia no Brasil nesta quinta-feira (20). A nova versão, inspirada nos livros de Hugh Lofting, está mais ligada ao universo do musical "O Fabuloso Doutor Dolittle", em 1967. A ligação com o médico vivido por Eddie Murphy em 1998 e 2001 é muito menor. Assista ao trailer dublado de 'Dolittle' John Dolittle (Downey Jr) vive recluso em sua reserva de preservação de animais na Inglaterra depois da morte de sua esposa, Lily (Kasia Smutniak). Seus companheiros são o gorila covarde Chee-Chee, o papagaio Sally, o avestruz Plimpton, a pata Dab-Dab, o cão Jip, e mais bichos. Ele recebe a visita de Lady Rose (Carmel Laniado), uma emissária da Rainha Victoria (Jessie Buckley, de "Judy: Muito Além do Arco-Íris"), que pede para que ele vá ao Palácio de Buckingham e descubra como curá-la de uma misteriosa doença. Dolittle aceita o convite e descobre que a única maneira de salvar a rainha é encontrar uma árvore, cujo fruto seria capaz de impedir que a soberana acabe falecendo. O problema é que a árvore fica numa ilha cuja localização é um mistério. Mesmo assim, o médico decide partir numa jornada junto de seus amigos animais para encontrar um livro com o caminho para se chegar à ilha. O Dr. Blair Müdfly (Michael Sheen, de "A Saga Crepúsculo" e da série "Masters of Sex") não quer que o médico consiga o seu objetivo e faz de tudo para impedi-lo. O Rei Rassouli (Antonio Banderas) comanda a região onde fica o livro e também não quer o sucesso do protagonista. Dr. Dolittle (Robert Downey Jr.), Tommy Stubbins (Harry Collett) e seus amigos animais numa cena de 'Dolittle' Divulgação Viagem nada fantástica O principal problema de "Dolittle" está no fato de que o filme falha em causar fascínio. Poucas vezes o humor funciona e dá a sensação de que as filmagens foram caóticas. Nem mesmo a edição das cenas conseguiu dar coesão ou tornar a trama mais interessante. Boa parte da culpa vai para o diretor e roteirista Stephen Gaghan, cujo filme mais conhecido é "Syriana - A Indústria do Petróleo", que deu um Oscar de Ator Coadjuvante para George Clooney em 2006. O cineasta demonstra que tem uma mão pesada para tratar de histórias fantásticas e nunca consegue dar sutileza ao roteiro. Além disso, demonstra não ter muita afinidade com cinema de aventura: ele torna a viagem de Dolittle e seus amigos pouco animada. As cenas que mostram a jornada marítima deles não são divertidas e parecem deixar a história ainda mais arrastada. Quase nada acontece. Na tentativa de fazer rir, Gaghan apela para um humor questionável, em que os personagens acabam fazendo piadas sobre flatulências. Um deles até mostra o traseiro para o protagonista, sem tanto sentido. Pode até alegrar os novinhoss, que gostam deste tipo de brincadeira. Mas tudo isso atesta a falta de criatividade e sensibilidade do diretor. O roteiro, de Gaghan, Dan Gregor, Doug Mand e Chris McKay (de "Lego Batman") também não funciona. Ele não desenvolve as situações, além de ter diálogos cheios de clichês. Tudo parece forçado e artificial, sem naturalidade. Dr. Dolittle (Robert Downey Jr.) conversa com o cão Jip (voz de Tom Holland) em 'Dolittle' Divulgação Só a fotografia salva Orçado em aproximadamente US$ 175 milhões, "Dolittle" até chama a atenção visualmente com sua bela fotografia, assinada por Guillermo Navarro, habitual colaborador de Guillermo Del Toro em filmes como "O Labirinto do Fauno" ou "Círculo de Fogo". Só que mesmo com todo esse dinheiro os efeitos especiais são apenas comuns. Os animais criados por computação gráfica têm movimentos artificiais demais. Além disso, falta peso para os bichos, que simplesmente não fazem barulho quando colocam as patas no chão, por exemplo. Em outras cenas, o uso de efeitos sonoros é bem aquém do esperado para uma produção deste tamanho. Pelo menos, o filme se beneficia de um ótimo elenco de astros dublando os animais . Assim, temos Rami Malek (Chee-Chee), Tom Holland (Jip), Emma Thompson (Sally), Octavia Spencer (Dab-Dab), Ralph Fiennes (o tigre Barry), Selena Gomez (a girafa Betsy), Marion Cotillard (a raposa Tutu), Kumail Nanjiani (o avestruz Plimpton) e John Cena (o urso polar Yoshi). Embora nenhum deles desaponte na dublagem, não há grandes destaques dramáticos ou cômicos para eles. Mesmo assim, vale ver a versão legendada para ouvir as vozes das estrelas. Robert Downey Jr. numa cena de 'Dolittle' Divulgação Elenco 'humano' desperdiçado No meio desta confusão zoológica, Downey Jr. (também produtor executivo) faz o possível para tornar seu protagonista interessante. Embora erre o tom na primeira parte do filme, exagerando nas caras e bocas, vai lentamente colocando seu Dolittle nos eixos. O ator chega a dar a Dolittle uma referência a Charles Chaplin, numa cena em que coloca seu chapéu da maneira que fez no filme em 1992, pelo qual foi indicado ao Oscar. Ele também buscou replicar a relação entre Tony Stark e Peter Parker, que fez sucesso nos filmes da Marvel. Mas o jovem Harry Collett, que vive um aprendiz tentando entender como falar com os animais, não tem o talento de Tom Holland. A parceria é pouco convincente. Antonio Banderas vive o Rei Rassouli em 'Dolittle' Divulgação O resto do elenco "humano" já viveu experiências melhores no cinema. Antonio Banderas fala como se fosse um tigre rugindo, mas é pouco aproveitado. Se não fosse uma certa reviravolta da história, o personagem teria ainda menos sentido. Michael Sheen não consegue tirar seu vilão da caricatura. Há até risada maquiavélica e mãos esfregando quando um plano dá certo. Mais rrelevante, Jim Broadbent (vencedor do Oscar de Ator Coadjuvante por seu papel em "Iris", de 2002) surge como uma espécie de conselheiro da Rainha Victoria. "Dolittle" é um daqueles filmes que só deve funcionar bem para espectadores muito pequenos, que estão começando a conhecer o cinema e até vão curtir os animais digitais falantes. Mas, provavelmente, vai deixar o resto do público entediado com a falta de graça e a sensação de estar assistindo a uma bagunça cinematográfica. Talvez fosse melhor se Robert Downey Jr. pedisse umas dicas para Eddie Murphy sobre como falar com os bichos e deixar tudo mais engraçado. Aí, o resultado final teria melhores chances.
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Jurados pedem revisão de depoimentos de testemunhas em julgamento de Harvey Weinstein

G1 - Cinema - 19 Fevereiro, 2020 - 23:23

Júri pediu para rever testemunhos de ex-assistente de produção que acusa produtor de estupro e da atriz Rosie Perez. Harvey Weinstein deixa o tribunal no segundo dia de deliberações do juri em seu julgamento Lucas Jackson/Reuters Os jurados do julgamento de estupro contra Harvey Weinstein parecem ter adotado uma abordagem metódica em suas deliberações nesta quarta-feira (19). Eles pediram a revisão do depoimento de uma ex-assistente de produção, que afirma que Weinstein a estuprou, e também o da atriz Rosie Perez. O júri também pediu para ver textos da testemunha de defesa Paul Feldsher para Weinstein antes de encerrar seu segundo dia de deliberações. Os jurados devem continuar as discussões na quinta-feira (20). Weinstein, sorrindo ao deixar o tribunal durante o dia, foi perguntado por um repórter se estava preocupado. A expressão no rosto do ex-produtor de Hollywood ficou séria e ele balançou a cabeça negativamente. Weinstein, de 67 anos, se declarou inocente de agredir sexualmente a assistente de produção Mimi Haleyi em 2006 e de estuprar Jessica Mann, uma aspirante a atriz em 2013. Os jurados pediram para revisar partes do testemunho de Haleyi, além de emails entre ela e Weinstein e emails de Weinstein mencionando-a. Haleyi, que era assistente de produção do reality show de moda "Project Runway", disse em depoimento que Weinstein a forçou fazer sexo oral em 2006 na casa dele em Nova York. Os jurados também pediram para rever o testemunho da atriz Perez, que corroborou a acusação de Annabella Sciorra de que o ex-produtor a estuprou na década de 1990. Perez disse no julgamento que Sciorra contou a ela sobre o suposto ataque depois do ocorrido. Acusações Desde 2017, mais de 80 mulheres acusaram Weinstein de má conduta sexual. Weinstein, que produziu filmes como "O Paciente Inglês" e "Shakespeare Apaixonado", nega ter feito sexo não consensual. Seu julgamento é amplamente visto como um marco no movimento #MeToo, no qual mulheres acusam homens poderosos no ramo de negócios, entretenimento, mídia e política de conduta sexual inapropriada.
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Zé do Caixão: relembre os seis filmes de José Mojica Marins com seu maior personagem

G1 - Cinema - 19 Fevereiro, 2020 - 20:02

Mestre do terror brasileiro morreu nesta quarta-feira (19) aos 83 anos. Zé do Caixão no filme 'Encarnação do Demônio', de 2008 Divulgação O ator, diretor e roteirista José Mojica Marins, conhecido pelo personagem Zé do Caixão, morreu aos 83 anos, em São Paulo. Considerado o grande mestre do gênero de terror do cinema brasileiro, seu interesse pelo horror escatológico começou nos anos 1950, mas o apelido só apareceu em 1964. FOTOS: Relembre carreira de Zé do Caixão VÍDEOS: Entrevistas e Zé do Caixão em ação O cineasta dirigiu mais de 40 filmes e atuou em mais de 50 ao longo de sua carreira. Mesmo assim, seu personagem mais famoso, o agente funerário sádico de unhas longas e cartola, foi estrela apenas de uma trilogia - mas aparece em outros três filmes do diretor. Relembre a saga de Zé do Caixão no cinema: 'À Meia-Noite Levarei Sua Alma' (1964) 'À Meia-Noite Levarei Sua Alma' será apresentado gratuitamente em Itu Divulgação Na primeira aparição de Zé do Caixão no cinema, o coveiro odiado pelos moradores de uma pequena cidade do interior é obcecado em conseguir gerar o filho perfeito. Ele então ataca a namorada de seu amigo, e ela comete suicídio, jurando voltar dos mortos para levar sua alma para o inferno. O diretor interpretou o personagem no filme por não encontrar um ator que se submetesse à caracterização necessária. 'Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver' (1967) Zé do Caixão em 'Esta noite encarnarei no teu cadáver', de 1967 Divulgação O sucesso do coveiro foi tanto que ele retornou em uma sequência direta. Em sua busca pela mulher perfeita para lhe dar um filho, o coveiro sequestra seis moças em uma nova cidade e as submete a um teste de medo. Depois de escolher uma delas, mata as demais - e uma jura que reencarnará no cadáver do vilão. 'O despertar da Besta' (1970) Pôster de 'O ritual dos sádicos', de José Mojica Marins Divulgação No filme, também conhecido como 'O ritual dos sádicos', um psiquiatra participa de um programa de TV para falar sobre seus experimentos com LSD em viciados em drogas. Zé do Caixão fez praticamente apenas uma participação especial na história, dentro de um documentário falso exibido. Além do coveiro, Mojica também interpretou a si mesmo, participando do programa como um especialista em depravação. 'Exorcismo negro' (1974) Pôster de 'Exorcismo negro' Divulgação Mojica voltou a interpretar suas duas personas, diretor e coveiro, em "Exorcismo negro". Na história, o cineasta vai a uma fazenda de amigos para escrever seu próximo filme, e tem de enfrentar sua própria criação para impedir o casamento de uma mulher obrigada a casar com o filho do demônio. 'Delírios de um Anormal' (1978) Pôster de 'Delírios de um anormal' Divulgação "Delírios de um Anormal" foi construído com cenas antigas e censuradas de quatro filmes anteriores do cineasta. Na história, um psiquiatra assombrado por pesadelos com Zé do Caixão pede ajuda a seu criador, o próprio Mojica (mais uma vez interpretando os dois papéis), que tenta convencê-lo de que o personagem é apenas ficção, e não um demônio de verdade. 'Encarnação do Demônio' (2008) Zé Celso e José Mojica Marins em 'Encarnação do Demônio' Divulgação A conclusão da trilogia de Zé do Caixão (formada também por "À meia-noite levarei sua alma" e "Esta noite encarnarei no teu cadáver") foi selecionada para exibição na mostra Midnight Movies do Festival de Veneza. No filme, o primeiro dirigido por Mojica em mais de 20 anos, o coveiro deixa a prisão após 40 anos, mas continua em sua busca pela mulher perfeita para ter seu filho. Procurado por um padre (Milhem Cortaz) em busca de vingança, Zé conta com a ajuda de seu antigo ajudante, Bruno (Rui Resende), para enfrentar seus inimigos e torturar possíveis "candidatas".
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Velório de José Mojica Marins, o Zé do Caixão, será aberto ao público

G1 - Cinema - 19 Fevereiro, 2020 - 19:59

Cerimônia será nesta quinta-feira (20) no Museu da Imagem e do Som (MIS), a partir das 16h. Mestre do terror brasileiro dirigiu 40 produções e atuou em mais de 50 filmes. Zé do Caixão em retrato feito em 2004 Hélvio Romero/Estadão Conteúdo O velório do ator, diretor e roteirista José Mojica Marins, conhecido pelo personagem Zé do Caixão, será realizado nesta quinta-feira (20) no Museu da Imagem e do Som. A cerimônia será aberta ao público. Ele morreu aos 83 anos, vítima de uma broncopneumonia, nesta quarta-feira (19). O corpo será sepultado no Cemitério São Paulo, às 12h desta sexta-feira (21). A morte foi confirmada pela filha de Mojica, a atriz Liz Marins, nesta quarta-feira (19). Ele morreu às 15h46, no hospital Sancta Maggiore, em São Paulo. O cineasta estava internado desde o dia 28 de janeiro para tratar de uma broncopneumonia. O velório deve acontecer no Museu da Imagem e do Som (MIS). Mojica deixa sete filhos. Morre José Mojica Marins, o Zé do Caixão, aos 83 anos Mestre do terror brasileiro Filho dos artistas circenses Antonio André e Carmen Marins, José Mojica Marins nasceu no dia 13 de março de 1936, em São Paulo. FOTOS: Relembre carreira de Zé do Caixão VÍDEOS: Entrevistas e Zé do Caixão em ação Mojica dirigiu 40 produções e atuou em mais de 50 filmes. Seu interesse pelo cinema de terror escatológico começou nos anos 1950, mas foi em 1964, com o filme "À meia-noite levarei sua alma", que ganhou o apelido de Zé do Caixão. Seu personagem mais famoso, o agente funerário sádico com roupas pretas, cartola, capa e unhas longas, ainda aparece em "Esta noite encarnarei no teu cadáver" (1967), "O estranho mundo de Zé do Caixão" (1968) e "Encarnação do demônio" (2008). Zé do Caixão no filme 'Encarnação do Demônio', de 2008 Divulgação Mesmo conhecido como o mestre do terror no cinema brasileiro, Mojica trabalhou com outros gêneros, como aventura, faroeste e pornochanchada. Ele também influenciou o movimento do cinema marginal nos anos 1960. Quando tinha 17 anos, fundou a Companhia Cinematográfica Atlas, que produziu filmes amadores. O primeiro longa-metragem foi “A sina do aventureiro”, de 1958. Em 1963, escreveu a história de “Meu destino em tuas mãos” e procurou o cineasta Ozualdo Candeias para fazer o roteiro, mas o colaborador não foi creditado. Zé do Caixão em 'Esta noite encarnarei no teu cadáver', de 1967 Divulgação O personagem Zé do Caixão, conforme Mojica contou em várias entrevistas, surgiu para ele durante um pesadelo, em que um homem de capa preta o arrastava para um túmulo. A primeira aparição do Zé do Caixão no cinema foi em "À meia-noite levarei sua alma", de 1964. Nos Estados Unidos, ele ficou conhecido como “Coffin Joe”. Segundo o site oficial do personagem, Josefel Zanatas era o nome verdadeiro de Zé do Caixão. O coveiro era filho de um casal dono de uma rede de agências funerárias. Por isso, o pequeno Zé do Caixão cresceu como uma criança muito sozinha e discriminada pelos colegas por causa da profissão dos pais. A biografia ainda diz que Zé do Caixão é um “homem sem crenças, não acredita em Deus nem no Diabo, só acredita nele mesmo, acha que é o único que pode fazer justiça”. O cineasta e ator José Mojica Marins, conhecido como Zé do Caixão em fotografia feita em 2001 Agliberto Lima/Estadão Conteúdo Com o sucesso, o personagem começou a ser confundido com o seu próprio autor. No anos 1990, o Zé do Caixão apresentou o “Cine Trash”, na Rede Bandeirantes. Ele também comandou um programa de entrevistas no Canal Brasil, "O estranho mundo do Zé do Caixão", que estreou em 2008 e teve sete temporadas. Em 2014, José Mojica sofreu um infarto e passou por uma angioplastia e colocou três stents (bubos de metal para melhorar o fluxo sanguíneo da artéria) no coração. Ele voltou a ser internado no mesmo ano em razão de uma piora nas funções renais. Desde então, ele se manteve mais afastado da mídia.
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‘Palhaço brasileiro, sobrevivente e amoral’, diz Matheus Nachtergaele sobre Zé do Caixão

G1 - Cinema - 19 Fevereiro, 2020 - 19:51

Ator e diretor faleceu aos 83 anos nesta quarta-feira (19). Veja VÍDEO em que Nachtergaele fala sobre José Mojica Marins. Matheus Nachtergaele fala sobre Zé do Caixão Matheus Nachtergaele lamentou a morte de Zé do Caixão nesta quarta-feira (19), vítima de uma broncopneumonia. Veja acima vídeo enviado ao G1. "Fui surpreendido com a notícia do falecimento do Mojica, nosso Zé do Caixão, e fiquei muito abalado porque tive a honra de interpretá-lo na série 'Zé do Caixão' de Vitor Mafra", disse o ator em vídeo. A produção foi transmitida em 2015 em um canal pago de televisão. Matheus Nachtergaele é Zé do Caixão em seriado José Mojica Marins é considerado o mestre do terror brasileiro dirigiu 40 produções e atuou em mais de 50 filmes. "Mojica se misturou com o Zé do Caixão assim como Charlie Chaplin se misturou com seu Carlitos. Não há ninguém que não saiba quem é o Zé do Caixão". "Palhaço brasileiro, sobrevivente e amoral. Repito o Mojica foi um homem que colocou os dois pés na jaca dessa vida. Que descanse em paz", afirma. Nachtergaele também pediu para que as pessoas revisitassem a obra do Zé do Caixão. Matheus Nachtergaele interpreta Zé do Caixão Divulgação / Space Mestre do terror brasileiro Filho dos artistas circenses Antonio André e Carmen Marins, José Mojica Marins nasceu no dia 13 de março de 1936, em São Paulo. Mojica dirigiu 40 produções e atuou em mais de 50 filmes. Seu interesse pelo cinema de terror escatológico começou nos anos 1950, mas foi em 1964, com o filme "À meia-noite levarei sua alma", que ganhou o apelido de Zé do Caixão. Seu personagem mais famoso, o agente funerário sádico com roupas pretas, cartola, capa e unhas longas, ainda aparece em "Esta noite encarnarei no teu cadáver" (1967), "O estranho mundo de Zé do Caixão" (1968) e "Encarnação do demônio" (2008). Zé do Caixão posa para foto no antigo parque de diversões Playcenter em São Paulo em 2001 Agliberto Lima/Estadão Conteúdo
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Zé do Caixão: relembre a trajetória do ator e diretor José Mojica Marins em VÍDEOS

G1 - Cinema - 19 Fevereiro, 2020 - 18:05
Mestre do terror brasileiro morreu aos 83 anos, em São Paulo. Ao longo da carreira, ele atuou em mais de 50 filmes, foi homenageado em exposição e até desfilou no carnaval; assista Mestre do terror brasileiro, José Mojica Marins, o Zé do Caixão, que morreu aos 83 anos em São Paulo, dirigiu 40 produções e atuou em mais de 50 filmes ao longo da carreira. Seu interesse pelo cinema de terror escatológico começou nos anos 1950, mas foi em 1964, com o filme "À meia-noite levarei sua alma", que ganhou o apelido de Zé do Caixão. Seu personagem mais famoso, um agente funerário sádico, ainda aparece em "Esta noite encarnarei no teu cadáver" (1967), "O estranho mundo de Zé do Caixão" (1968), e "Encarnação do demônio" (2008). As produções viraram referências do terror no Brasil e se tornaram populares também nos Estados Unidos. Em 2015, Mojica foi tema de uma exposição no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo. A mostra celebrou os 80 anos do cineasta e reuniu raridades de sua produção. Além do terror Zé do Caixão também trabalhou em filmes de aventura, faroeste, pornochanchada, e influenciou o movimento do cinema marginal nos anos 1960. Até no carnaval Mojica foi celebrado. Em 2014, ele desfilou em um carro da escola Rosas de Ouro no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo. "Nunca gostei de carnaval. Não faz muito minha praia”, disse, na época, em entrevista ao G1. “Acho um pouco cansativo o desfile, mas se é para o bem de São Paulo, então concordo em desfilar." Relembre esses e outros momentos da trajetória de Zé do Caixão nos VÍDEOS abaixo O estranho mundo de Zé do Caixão O sucesso de Zé do Caixão nos Estados Unidos Museu da Imagem e do Som abre exposição inédita sobre Zé do Caixão Mostra faz homenagem ao criador do Zé do Caixão na capital Zé do Caixão é tema de exposição em museu de São Paulo José Mojica Marins, o Zé do Caixão, é homenageado no Festival de Cinema de Gramado Zé do Caixão participa do desfile da Rosas de Ouro 30 segundos de carnaval: Zé do Caixão diz que combina com carnaval
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Zé do Caixão, ator e diretor, morre aos 83 anos

G1 - Cinema - 19 Fevereiro, 2020 - 17:56

Zé do Caixão em retrato feito em 2004 Hélvio Romero/Estadão Conteúdo O ator, diretor e roteirista José Mojica Marins, conhecido pelo personagem Zé do Caixão, morreu aos 83 anos, em São Paulo. A morte foi confirmada pela filha de Mojica, a atriz Liz Marins. Mestre do terror brasileiro Filho dos artistas circenses Antonio André e Carmen Marins, José Mojica Marins nasceu no dia 13 de março de 1936, na capital de São Paulo. Mojica dirigiu 40 produções e atuou em mais de 50 filmes. Seu interesse pelo cinema de terror escatológico começou nos anos 1950, mas foi em 1964, com o filme "À meia-noite levarei sua alma", que ele ganhou o apelido de Zé do Caixão. FOTOS: Relembre carreira de Zé do Caixão Seu personagem mais famoso, o agente funerário sádico, que veste roupas pretas, cartola, capa e unhas longas, ainda aparece em "Esta noite encarnarei no teu cadáver" (1967), "O estranho mundo de Zé do Caixão" (1968), e "Encarnação do demônio" (2008). Mesmo conhecido como o mestre do terror no cinema brasileiro, Mojica também trabalhou com outros gêneros, como aventura, faroeste, pornochanchada, e influenciou o movimento do cinema marginal nos anos 1960. Quando tinha 17 anos, ele fundou a Companhia Cinematográfica Atlas, onde produziu alguns filmes amadores. Seu primeiro longa-metragem foi “A sina do aventureiro”, de 1958. Em 1963, escreveu o argumento de “Meu destino em tuas mãos” e procurou o cineasta Ozualdo Candeias para fazer o roteiro, que não foi creditado. O personagem Zé do Caixão, conforme Mojica contou em diversas entrevistas, surgiu para ele durante um pesadelo, em que um homem de capa preta o arrastava para um túmulo. Já a primeira aparição do Zé do Caixão no cinema foi em "À meia-noite levarei sua alma". Nos Estados Unidos, ele ficou conhecido como “Coffin Joe”. De acordo com o site oficial do Zé do Caixão, seu nome verdadeiro era Josefel Zanatas e “nasceu em berço de ouro, seus pais tinham uma rede de agências funerárias, fato que fez com que Josefel fosse uma criança muito sozinha, pois seus colegas os discriminaram por causa da profissão de seus pais”. Sua “biografia” ainda diz que Zé do Caixão é um “homem sem crenças, não acredita em Deus nem no Diabo, só acredita nele mesmo, acha que é o único que pode fazer justiça”. Com o sucesso, o personagem começou a ser confundido com o seu próprio autor. No anos 1990, o Zé do Caixão apresentou o “Cine Trash”, na Rede Bandeirantes. Recentemente, ele tinha um programa de entrevistas no Canal Brasil, chamado “O estranho mundo de Zé do Caixão”, e recebia convidados inusitados, como Inri Cristo, João Gordo, Laerte, entre outros.
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Ben Affleck revela conselho para não voltar a viver Batman no cinema: 'você vai beber até a morte se passar por isso de novo'

G1 - Cinema - 19 Fevereiro, 2020 - 11:06

Ator também falou que o fim de seu casamento com Jennifer Garner é 'o maior arrependimento' da sua vida. Ben Affleck como Batman Divulgação Ben Affleck perdeu o posto de Batman para Robert Pattinson no ano passado. Em entrevista para o jornal "The New York Times" nesta terça (18), ele revela o conselho de um colega que o fez desistir do papel: "Eu mostrei o roteiro de 'O Batman' para alguém. Me disseram 'acho que o roteiro é bom. Também acho que você vai beber até a morte se passar pelo que acabou de novo", contou ao jornal. Affleck tinha acabado de estrelar "Liga da Justiça" (2017), que não decolou nas bilheterias e nem nas críticas. Em 2018, ele foi internado para tratar seu vício em álcool pela terceira vez. Antes disso, já tinha passado por reabilitação em 2001 e 2017. Ben Affleck e a atriz Jennifer Garner chegam ao Oscar 2013 AP O alcoolismo também foi determinante para o processo de divórcio da também atriz Jennifer Garner, que começou em 2015 e terminou em 2018. "Eu comecei a beber mais e mais quando meu casamento estava desmoronando. Isso foi em 2015, 2016. Minha bebida, é claro, criou mais problemas conjugais", disse. "O maior arrependimento da minha vida é esse divórcio." "A vergonha é realmente tóxica. Não há subproduto positivo da vergonha. É apenas uma sensação tóxica e hedionda de baixa autoestima e auto-aversão." Affleck e Garner se casaram em 2005 e têm três filhos.
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De jornalista a diretora, Cathy Yan usou 'Aves de Rapina' para superar suas inseguranças

G1 - Cinema - 18 Fevereiro, 2020 - 06:00

Em entrevista ao G1, primeira mulher asiática a dirigir um filme de super-heróis fala sobre usar experiência como correspondente do 'Wall Street Journal' para contar histórias. Cathy Yan fala sobre experiência como jornalista e 'Aves de Rapina' Com a estreia de "Aves de Rapina: Arlequina e sua emancipação fantabulosa" no último dia 6, Cathy Yan se tornou a primeira mulher asiática a dirigir um filme de super-heróis em Hollywood. Para superar as dúvidas ao comandar uma produção com orçamento estimado em cerca de US$ 100 milhões logo em seu segundo longa-metragem, a cineasta se apoiou em suas experiências como jornalista e em uma ligação pessoal com a história. "Aprendi no jornalismo como deixar uma história clara, e torná-la muito interessante. Entender que algo que me atrai também pode ser atraente para públicos maiores", afirmou a diretora de 33 anos em entrevista ao G1. Assista ao vídeo acima. Ela esteve no Brasil em dezembro de 2019 junto da protagonista Margot Robbie e de praticamente todo o elenco principal de mulheres do filme, para participar da Comic Con Experience. Margot Robbie, Rosie Perez e Cathy Yan em gravação de 'Aves de Rapina' Claudette Barius/Warner Bros. Da independência ao momento certo Nascida na China, Yan se mudou com a família logo cedo aos Estados Unidos. Depois de um período em Hong Kong na adolescência, voltou ao país e se formou em relações internacionais em Princeton. Ela começou então uma carreira como correspondente para jornais como "Wall Street Journal" e "Los Angeles Times", passando por lugares como Nova York e Pequim. A conexão com a China e com o jornalismo se misturou quando decidiu virar cineasta. Após alguns curtas, seu primeiro longa-metragem, "Dead Pigs", foi inspirado em uma reportagem sobre milhares de porcos mortos encontrados em um rio chinês. Lançado em 2018, a pequena produção bilíngue gravada no país ganhou um prêmio especial do júri do Festival de Sundance, o mais importante evento americano de filmes independentes. Graças a ele, conseguiu a atenção de Robbie, que havia se destacado com o papel de Arlequina em "Esquadrão Suicida" (2016). Tanto que lançaria um filme dedicado à personagem, no qual protagonizaria e produziria. Margot Robbie em cena de 'Aves de Rapina' Divulgação "Acho que, pra mim e para muitos diretores, é bom ter uma relação pessoal e emocional com o material", afirma ela. "'Dead Pigs' foi super pessoal para mim. Foi baseado nas minhas experiências na China, mas isso também parece pessoal", diz Yan, ao comparar sua estreia com o desafio de assumir "Aves de Rapina". O filme serve como uma tentativa de introduzir a super-equipe de heroínas dos quadrinhos da DC através de uma história inicialmente focada em Arlequina. "Porque é sobre a jornada dessas mulheres enquanto elas encontram sua força. Acho que eu estava em um lugar parecido na minha vida e na minha carreira", afirma a diretora. "Eu não achava que conseguiria, e muita gente achou o mesmo, e então eu consegui. Pareceu a história certa no momento certo." Margot Robbie, Rosie Perez, Ella Jay Basco, Jurnee Smollett-Bell e Mary Elizabeth Winstead em cena de 'Aves de Rapina' Divulgação Outras vozes Em um ano no qual o Oscar foi criticado pela ausência de mulheres entre os indicados a melhor diretor, o filmes de herói apontam uma vontade de mudar um pouco o cenário. Além de Yan com "Aves de Rapina", 2020 ainda tem a "Viúva Negra" de Cate Shortland (em abril), o novo "Mulher-Maravilha 1984" de Patty Jenkins (em junho) e "Os Eternos" de Chloé Zhao (em novembro). "Acho que é um passo em frente tão legal, que mostra que a indústria mudando. E acho importante porque, como eu falei, ao dirigir você quer que seja algo pessoal, e inevitavelmente há umas perspectiva diferente e única com novas vozes e novos diretores", afirma. "Isso só tem a melhorar a arte do cinema, de verdade, se traz essas novas vozes. Realmente espero que eu seja apenas a primeira de muitas, e eventualmente nem precisemos falar sobre isso mais, porque há o suficiente de todo mundo".
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'Sonic - O Filme' lidera bilheteria nacional e fatura R$ 11,6 milhões no final de semana de estreia

G1 - Cinema - 17 Fevereiro, 2020 - 12:43

Filme com Jim Carrey foi visto por mais de 708 mil pessoas. 'Parasita' sobe da 8ª posição para 3ª, depois de se consagrar como grande vencedor do Oscar 2020. Cena de 'Sonic - O filme' Divulgação "Sonic - O Filme" estreou no topo da bilheteria nacional com um público de mais de 708 mil. O valor arrecadado no período de quinta-feira (13) a domingo (16) foi de R$ 11,6 milhões. No primeiro trailer, o filme com Jim Carrey e James Marsden foi alvo de polêmicas pelo visual do ouriço azul. A produção, então, adiou o lançamento para trabalhar nas mudanças em quatro meses. Na América do Norte, o longa fez a melhor estreia de filmes baseados em videogame. Depois de reclamações, 'Sonic' passa por modificações e trailer do filme é lançado "Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fabulosa" caiu para o segundo lugar e foi assistido por 306 mil pessoas, segundo os dados da ComScore. Depois de ser o grande campeão do Oscar 2020, o sul-coreano "Parasita voltou ao top 3 em sua 15ª semana em cartaz. O filme estava em 8º lugar no ranking na semana anterior. Bong Joon Ho recebe o Oscar de melhor filme internacional por 'Parasita' Chris Pizzello/AP Veja o ranking: "Sonic - O Filme" - R$ 11,6 milhões "Aves de rapina - Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa" - R$ 5,1 milhões "Parasita" - R$ 3,3 milhões "Bad Boys para Sempre" - R$ 2 milhões "1917" - R$ 1,9 milhão "Minha mãe é uma peça 3" - R$ 1,8 milhão "O Grito" - R$ 1,4 milhão "Jumanji - Próxima fase" - R$ 1 milhão "Jojo Rabbit" - R$ 940 mil "Frozen 2" - R$ 463 mil
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'Sonic' se torna melhor estreia de filmes baseados em videogame

G1 - Cinema - 17 Fevereiro, 2020 - 09:53

Filme sobre o ouriço arrecadou US$ 57 milhões entre sexta (7) e domingo (9) na América do Norte. Assista ao trailer de 'Sonic - O Filme' "Sonic", filme para toda a família da Paramount, arrecadou US$ 57 milhões no fim de semana do feriado do Dia dos Presidentes na América do Norte e US$ 100 milhões globalmente. Com isso, se tornou o melhor rendimento de todos os tempos para uma adaptação de videogame.  Ele passou a marca de "Pokémon: Detetive Pikachu", que arrecadou US$ 54,3 milhões no fim de semana de estreia. G1 já viu: 'Sonic' conquista crianças e acerta na mudança de visual "Sonic - O Filme" deve arrecadar US$ 68 milhões até o fim da segunda-feira (17), uma das melhores marcas para o feriado. 'Personagens sempre têm algo que se encaixa em mim', diz Jim Carrey sobre papel em 'Sonic' O diretor de "Sonic", Jeff Fowler, voltou à prancheta depois de muitas críticas na internet por causa do primeiro trailer. O filme, que custou milhões de dólares, foi adiado em três meses para dar aos produtores tempo suficiente para desenhar novamente o personagem principal, o que provou ser uma decisão sábia agora que a audiência deu nota “A” para o filme no CinemaScore.  Diferença de visual de 'Sonic': na foto de cima nova versão do ouriço, na outra a versão criticada Reprodução/YouTube/Paramount "Sonic" derrotou o vencedor do fim de semana passado, a adaptação de histórias em quadrinhos "Aves de Rapina", da Warner Bros, na luta pelo primeiro lugar das bilheterias. Depois de uma estreia decepcionante com US$ 33 milhões, o filme de super-herói liderado por Margot Robbie ficou em segundo lugar, com US$ 17,1 milhões ao longo do fim de semana. Vários filmes estrearam ao lado de "Sonic" neste fim de semana, incluindo o romance "The Photograph", da Universal; "A Ilha da Fantasia", thriller da Sony; e "Downhill", remake da Searchlight Pictures.  "A Ilha da Fantasia" ficou em terceiro lugar, com US$ 12,4 milhões. O remake de terror da PG-13 de um clássico programa de televisão, produzido pela Blumhouse, custou US$ 7 milhões.
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Cinema francês espera mudanças após crise do prêmio César

G1 - Cinema - 17 Fevereiro, 2020 - 09:17

Demissão coletiva da diretoria permitirá renovar o conselho administrativo, composto por 21 pessoas, sendo menos de um terço de mulheres e uma média de idade elevada. O cinema francês respirava aliviado após a demissão coletiva da diretoria da Academia do prêmio César - alvo de críticas por sua gestão e de uma polêmica envolvendo o cineasta Roman Polanski - e espera, agora, mais democracia, modernidade e diversidade na instituição. "Era um modo de funcionamento obsoleto, que, a cada ano, dava à luz uma cerimônia que não era a vitrine que o cinema francês desejava, motivo pelo qual acredito que esta foi uma decisão muito boa", disse na última sexta-feira (14) à rádio Europe 1 o cineasta Michel Hazanavicius, um dos signatários de uma petição lançada na segunda-feira por 400 personalidades do cinema francês, como Omar Sy, Jacques Audiard e Céline Sciamma, para exigir uma reforma aprofundada da Academia do César. Além de Hollywood... Alemanha e França lideram entre lançamentos no Brasil nos últimos 10 anos Acusada de falta de transparência e de estar desconectada, a direção da Academia do César, presidida desde 2003 pelo produtor Alain Terzian, demitiu-se em bloco na última quinta-feira, a duas semanas da cerimônia de premiação mais prestigiosa do cinema francês. A academia arrastava uma polêmica envolvendo o cineasta Roman Polanski, acusado de estupro e cujo filme "J'Accuse" recebeu 12 indicações. A demissão permitirá renovar o conselho administrativo, composto atualmente por 21 pessoas - entre elas os cineastas Costa Gavras, Claude Lelouch e Toni Marshall -, com menos de um terço de mulheres e uma média de idade elevada. "J'accuse", filme de de Roman Polanski, recebeu 12 indicações no César. Associações feministas planejam protesto no prêmio. Martin BUREAU / AFP 'Fim de uma ditadura' O Centro Nacional de Cinema (CNC) informou na sexta-feira que havia iniciado "um trabalho de diálogo" para renovar a organização do César, a pedido do ministro da Cultura francês, Franck Riester. O objetivo é obter um projeto de novos estatutos, que "será submetido ao voto de uma assembleia geral extraordinária" até o fim de março. Riester deseja que a nova direção seja "conduzida por um funcionamento democrático e de exigências de abertura, transparência, igualdade e diversidade". O produtor Said Ben Said, muito combativo nos últimos dias, afirmou no Twitter que "o sistema de governança do César é um escândalo terrível". "É o fim de uma ditadura", considerou, por sua vez, o diretor geral da Sociedade de Autores e Compositores Teatrais (SACD), Pascal Rogard, que não quis criticar o "regime paraguaio" de Alain Terzian. Para ele, "este comitê de direção estava completamente desconectado do cinema de hoje. Temos que arrumar as coisas e incluir sangue novo, para que cada um possa se sentir representado." Tomada de consciência Para a diretora de fotografia Caroline Champetier, membro do conselho administrativo, a demissão "era o mínimo que poderíamos fazer para conscientizar sobre o que se passa, e por novos ventos de mudança no cinema". Mas além do César, a crise também simboliza, em sua opinião, "o fim do noivado entre o cinema e a televisão, ao trazer a questão do financiamento do cinema há 30 anos pelas redes de TV. Terzian era o símbolo", através de seus laços estreitos com o Canal+, produtor e transmissor da cerimônia e grande tesoureiro do cinema francês, disse à AFP. O grupo Canal+ confirmou que a cerimônia será transmitida em 28 de fevereiro. Associações feministas convocaram para a noite de premiação uma manifestação de protesto contra as 12 indicações de "J'Accuse".
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'Três verões', filme com Regina Casé, ganha trailer; ASSISTA

G1 - Cinema - 17 Fevereiro, 2020 - 06:00
Dirigido por Sandra Kogut, produção estreia nos cinemas no dia 19 de março. Veja trailer do filme Três Verões "Três verões", filme da diretora Sandra Kogut ("Mutum") protagonizado por Regina Casé ("Que horas ela volta?"), ganhou um trailer nesta segunda-feira (14). Assista ao vídeo acima. Depois de ser lançado no Festival de Toronto, em setembro de 2019, e exibições na Mostra de SP e no Festival do Rio, "Três verões" estreia nos cinemas em 19 de março. No filme, Casé interpreta a caseira de um condomínio de luxo que ao longo de três anos seguidos observa de perto a decadência de uma família, cujo patriarca foi preso envolvido em um esquema de corrupção.
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Diretor de 'Parasita' é recebido como herói na Coreia do Sul

G1 - Cinema - 16 Fevereiro, 2020 - 13:59

Bong Joon-ho recebeu aplausos em aeroporto e agradeceu: 'Gostaria de enviar aplausos de volta a vocês por lidarem tão bem com o coronavírus' O diretor sul-coreano Bong Joon-ho (centro) chega ao Aeroporto Internacional de Incheon, na Coréia do Sul Ed Jones/AFP O diretor de "Parasita", Bong Joon-ho, foi recebido com aplausos ao voltar para a Coreia do Sul neste domingo (16), após conquistar quatro estatuetas do Oscar. Cerca de 300 repórteres e fãs aguardavam Bong no Aeroporto Internacional de Incheon. "Obrigado pelos aplausos, gostaria de enviar aplausos de volta a vocês por lidarem tão bem com o coronavírus", disse Bong. "Vou me juntar aos esforços para superar o corona lavando minhas mãos cuidadosamente. Feliz de estar em casa." Elenco e equipe de 'Parasita' no palco para receber estatueta de melhor filme no Oscar 2020 Mario Anzuoni/Reuters Vitória histórica "Parasita" se tornou o primeiro filme em língua estrangeira a conquistar o Oscar de melhor filme nos 92 anos de história do prêmio. A dramédia sul-coreana sobre diferença de classes também recebeu outras três estatuetas: roteiro original, diretor e filme internacional. Trailer de 'Parasita'
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Cinema coreano além de 'Parasita': 10 filmes para conhecer melhor a produção do país

G1 - Cinema - 15 Fevereiro, 2020 - 06:00
Com estatueta de melhor filme inédita no Oscar 2020, Semana Pop indica obras importantes gravadas na Coreia do Sul nos últimos anos. Semana Pop: conheça mais do cinema coreano com dez filmes essenciais do país O sul-coreano "Parasita" fez história no Oscar 2020, no último domingo (9), ao se tornar a primeira produção em língua estrangeira a ganhar uma estatueta como melhor filme. Mais do que isso, a obra de Bong Joon-Ho atraiu olhares do mundo inteiro para o cinema do país. Veja todas as edições Ouça em podcast Apesar de ter recebido sua primeira indicação à categoria de filme internacional só este ano (categoria que "Parasita" também ganhou, como seria de se esperar), a Coreia do Sul tem produzido grandes filmes há algumas décadas. Por isso o Semana Pop deste sábado (15) preparou uma lista com dez dos melhores filmes gravados no país (além de "Parasita", é claro), para servir como ponto de partida para quem quer conhecer mais de seu cinema: "Oldboy" (2003) "Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera" (2003) "O hospedeiro" (2006) "Os invencíveis" (2008) "Eu vi o diabo" (2010) "O homem de lugar nenhum" (2010) "A criada" (2016) "O lamento" (2016) "Invasão Zumbi" (2016) "Em chamas" (2018) O Semana Pop vai ao ar toda semana, com o resumo do tema está bombando no mundo do entretenimento. Pode ser sobre música, cinema, games, internet ou só a treta da semana mesmo. Está disponível em vídeo e podcast.
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Além de Hollywood... Alemanha e França lideram entre lançamentos no Brasil nos últimos 10 anos

G1 - Cinema - 14 Fevereiro, 2020 - 06:01

Reino Unido, Bélgica e Argentina completam top 5 de nos cinemas. Salas não recebem tantos filmes da Ásia, dizem distribuidoras. Mas será que o Oscar de 'Parasita' pode mudar isso? Filmes não falados em inglês com maior bilheteria no Brasil desde 2009: 'A pele que habito', 'Relatos Selvagens', 'Intocáveis', 'A bela e a fera', 'Invasão zumbi' Divulgação Mais da metade das estreias no Brasil nos últimos dez anos era de filmes brasileiros ou americanos. Mas cinemas daqui têm cada vez mais produções de fora de Hollywood: os filmes de outros países cresceram de 89, em 2009, para 213 em 2019. Nos anos 2010, os brasileiros assistiram a 1505 filmes de fora do Brasil que não vieram dos Estados Unidos. Os países que mais estrearam filmes por aqui foram: França: 410 Alemanha: 187 Reino Unido: 100 Bélgica: 100 Argentina: 96 Para entender o top 5, o G1 conversou com representantes de duas distribuidoras. Jean-Thomas Bernardini é diretor-geral da Imovision, a empresa que mais trouxe filmes internacionais para o Brasil. Juliana Brito é coordenadora da Pandora, a quarta com mais filmes internacionais. Cena do filme francês 'Intocáveis' Divulgação "A França apoia de maneira intensa a exportação de seus filmes, fazendo o cinema francês o mais visto no mundo, após o americano. Sem contar todo o prestígio que esses países possuem na história do Cinema, principalmente França e Alemanha, considerados precursores de diversos movimentos cinematográficos", explica Brito. "Na Europa, há muita coprodução hoje. Itália, Espanha, Alemanha e França têm trabalhado neste estilo e por isso conseguem exportar com mais força", conta Bernardini. A coordenadora da Pandora explica como é o processo de escolha dos filmes que serão lançados no país: "Visitamos diversos mercados e festivais, além de manter contato com agentes de venda internacionais." Brito e Bernardini listaram outros critérios de escolha: Seleção para festivais importantes; Vitória em prêmios internacionais; Bilheteria no país de origem; Nomes envolvidos na direção e elenco; Relevância do tema. Cena de 'Relatos Selvagens' Divulgação Top de bilheteria Filmes internacionais têm subido no top 10 das bilheterias brasileiras. Durante todas as semanas de 2020, pelo menos um desses ficou entre os mais vistos no país. "Parasita" (Coreia do Sul), “Os miseráveis” (França), “Retrato de uma jovem em chamas” (França) e “O paraíso deve ser aqui” (França, Qatar, Alemanha, Canadá, Turquia e Palestina) conseguiram entrar no top 10. O feito impressiona ainda mais, porque estavam em cartaz campeões de bilheteria como "Minha mãe é uma peça 3", "Jumanji" e "Bad Boys para sempre". Entre as maiores bilheterias desde 2009, são muitas coproduções entre Canadá e Estados Unidos. Há também filmes do Reino Unido com outros países, além dos franceses. Hablas español? Vous parlez français? O mais bem-sucedido de língua não-inglesa é a comédia de superação francesa "Intocáveis", que arrecadou R$ 14 milhões. Um campeão de bilheteria de Hollywood, como "Vingadores: Ultimato", faturou cerca de R$ 370 milhões. Veja o top 5 internacional: "Intocáveis" (França) "Relatos Selvagens" (Argentina) "A bela e a fera" (França) "Invasão Zumbi" (Coreia do Sul) "A pele que habito" (Espanha) Pedro Almodóvar em ação no set de filmagem de 'A pele que habito' Divulgação O público brasileiro também costuma ser receptivo aos vencedores do Oscar de melhor filme internacional. Nos últimos anos, “O segredo dos seus olhos” (Argentina), “Amour” (França), “A grande beleza” (Itália) e “A separação” (Irã) passaram da cifra de R$ 2 milhões de bilheteria. Os filmes do diretor espanhol Pedro Almodóvar ajudaram a colocar a Espanha entre os mais lucrativos aqui. No top 50 bilheterias dos últimos 10 anos, há "A pele que habito" (2011), "Dor e glória" (2019) e "Julieta" (2016). Onde estão os vizinhos? Dos 19 países que compõem a América Latina com o Brasil, apenas nove tiveram filmes lançados no país desde 2009. A Argentina é a primeira da lista, com 96 produções. Mas o México, segundo país com mais estreias em cinemas brasileiros, teve apenas 19. Argentina: 96 México: 19 Chile: 17 Uruguai: 9 Cuba: 5 Colômbia: 4 Peru: 5 Venezuela: 3 Paraguai: 1 Outros dez, a maioria da América central, não tiveram uma obra sequer lançada aqui neste período: Bolívia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Nicarágua, Panamá e República Dominicana. A Argentina é o quinto país com mais filmes no Brasil. Rostos como os de Ricardo Darín, Chino Darín e Oscar Martinez são conhecidos do público e sucessos do país vizinho tiveram bons resultados por aqui. "Relatos Selvagens" agradou tanto a parte dos cinéfilos brasileiros que conseguiu ficar mais um ano em cartaz, entre o outubro de 2014 e outubro de 2015. O Brasil foi o sétimo país que mais rendeu bilheteria ao filme no mundo: R$ 6,8 milhões. Galãs e musas internacionais Isabelle Huppert, Ricardo Darín, Penélope Cruz, Omar Sy e Audrey Tautou Divulgação O galã máximo argentino, Ricardo Darín, também conquistou os brasileiros. O ator está 7 dos 10 filmes argentinos mais vistos no Brasil: "Relatos Selvagens", "O segredo dos seus olhos", "Um conto chinês", "A odisseia dos tontos", "Truman", "Um amor inesperado" e "Neve negra". Da Espanha, Penélope Cruz reina absoluta como a protagonista que mais arrecada por aqui. O ator Javier Cámara se iguala nas participações de filmes espanhóis que estreiam no Brasil, mas sempre em papéis coadjuvantes. Da França, não há uma presença tão marcante entre os campeões de bilheteria do Brasil e as escalações dos artistas são bem divididas entre os 20 filmes que mais arrecadaram. Omar Sy (eleito personalidade favorita dos franceses em 2012) foi quem mais apareceu, em três deles: "Intocáveis", "Samba" e "Uma família de dois". Entre as mulheres, Isabelle Huppert e Audrey Tautou aparecem em dois filmes cada. Onde estão Ásia e África? Cena de 'Dragon Ball Super Broly' Reprodução O país asiático com presença mais forte no Brasil foi o Japão, com 40 filmes. Destes, 14 foram animações das sagas "Dragon Ball", "Cavaleiros do Zodíaco", "Naruto" e "Pokémon". Mas também há dramas na lista, como o recente "Assunto de família"; o ganhador do Oscar, "A partida"; e "Pais e filhos". A China lançou 37 filmes e a Coreia do Sul, 21. A Índia, mesmo com uma indústria cinematográfica consolidada, emplacou apenas sete filmes no Brasil. Quem completa o top 5 asiático são dois países do Oriente Médio: Israel, com 17, e Irã, com 12. Da África, a presença é muito mais tímida. O filme com mais estreias no Brasil durante esse período foi a África do Sul, com 8. O efeito 'Parasita' Choi Woo-sik, Song Kang-ho, Jang Hye-jin e Park So-dam em cena de 'Parasita' Divulgação Não é só o Brasil que está olhando para o que é feito fora dos Estados Unidos. As produções internacionais têm ganhado força em premiações importantes, como Oscar e Globo de Ouro. "Parasita", da Coreia do Sul, foi o grande fenômeno deste ano e fez história ao ser o primeiro filme não falado em inglês a vencer o Oscar de melhor filme. Após a vitória no Oscar, o filme do diretor Bong Joon-ho mais que quadruplicou sua presença em salas de cinema no Brasil. Em novembro de 2019, estreou em 60 salas. Na reestreia desta semana pós-Oscar, estará em cartaz em 248 delas, nas cinco regiões do Brasil. Bong Joon-Ho admira as estatuetas que ganhou no Oscar 2020 Eric Gaillard/Reuters Segundo a Pandora filmes, há cidades na lista que só costumam exibir blockbusters e filmes dublados, mas a distribuidora não tem informação de quantas cidades receberam pela primeira vez um filme sul-coreano. Antes do sucesso de "Parasita", "Dor e Glória" (Espanha), "Roma" (México), "Elle" (França), "Amour" (França) e "Dois dias, uma noite" (França, Itália e Bélgica) também concorreram em categorias que não a dedicada a filmes internacionais. Cinema independente Por enquanto, a maior parte desses filmes estreia e tem vida longa nos cinemas independentes. "Falta chegar ao circuito comercial. No circuito alternativo, há muita diversidade de territórios", explica Juliana Brito, da Pandora. Agora, após a vitória de "Parasita" no Oscar, a expectativa é que não só o público passe a buscar mais esses filmes, mas também as distribuidoras. E que as negociações se tornem mais vantajosas, diz Bernardini.
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'O grito', 'O preço da verdade' e 'Sonic' entram em cartaz; G1 comenta em VÍDEO

G1 - Cinema - 14 Fevereiro, 2020 - 06:00
Novo filme da série de terror, história real de advogado contra grande corporação e adaptação de game são destaques entre estreias da semana nos cinemas. Confira as estreias da semana no cinema O novo filme de uma série de terror japonesa levada pros Estados Unidos, a história real de um advogado contra grande uma corporação e a adaptação de um dos games mais populares dos anos 1990 são destaques entre as estreias dos cinemas nesta quinta-feira (13). Assista ao vídeo acima. 'O grito' O quarto filme da série de terror japonesa que foi levada para os Estados Unidos em 2004 serve como uma espécie de recomeço. Ou uma tentativa, pelo menos. O novo "O grito" conta diversas histórias paralelas à do original (americano), com o espírito vingativo da casa assombrada perseguindo outras vítimas. 'Sonic - O filme' Assista ao trailer de 'Sonic - O Filme' "Sonic - O filme" poderia ser um desastre. Depois de uma avalanche de críticas à primeira versão do personagem adaptado de uma das séries de games mais populares dos anos 1990, a produção soube reconhecer seu erro e consertar o visual do herói. O resultado é um personagem carismático e inocente que deve agradar muito ao público infantil em uma história sobre amadurecimento e solidão. Para os pais, há referências pop de sobra, além de um vilão maravilhosamente interpretado por Jim Carrey ("Todo Poderoso"). 'O Preço da Verdade - Dark Waters' Assista ao trailer do filme 'O Preço da Verdade' "O Preço da Verdade", projeto de estimação de Mark Ruffalo ("Vingadores: Ultimato"), mostra a luta de uma pessoa idealista para impedir que uma companhia continue a contaminar uma cidade com lixo tóxico. O roteiro do filme dirigido por Todd Haynes ("Carol") foi inspirado em histórias reais e na reportagem “O advogado que se tornou o maior pesadelo da Dupont”, publicado no jornal "The New York Times", em 2016.
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Billie Eilish lança 'No time to die', música do novo filme de James Bond, 'Sem tempo para morrer'

G1 - Cinema - 13 Fevereiro, 2020 - 21:22

Cantora de 18 anos compôs a música com o irmão, Finneas, e é a artista mais jovem a escrever e gravar uma faixa tema de filmes do espião. Filme estreia em abril de 2020. Billie Eilish lançou nesta quinta-feira (13) "No time to die", música tema do novo filme de James Bond, "Sem tempo para morrer". Ouça acima. A cantora de 18 anos escreveu a faixa com seu irmão, Finneas. Ela é a artista mais jovem a escrever e gravar uma canção tema de filmes do espião 007. Billie Eilish durante apresentação no Oscar 2020 Chris Pizzello/AP "Sem tempo para morrer" é o quinto filme de Daniel Craig no papel do espião com licença para matar, e o ator britânico promete que será o último. Dirigido por Cary Joji Fukunaga ("True Detective") e co-escrito por Phoebe Waller-Bridge ("Fleabag"), o filme tem estreia prevista no Brasil para o dia 9 de abril de 2020. Initial plugin text Em maio, Eilish vai fazer seus primeiros shows no Brasil. Ela canta no dia 30 no Allianz Parque, em São Paulo, e no dia 31 na Jeunesse Arena, no Rio. A cantora chega ao país depois de fazer história no Grammy 2020 ao ganhar nas quatro categorias mais importantes da premiação. Eilish também se apresentou no Oscar 2020. Ouça abaixo e leia mais sobre os shows internacionais no Brasil neste ano:
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