Crysis 2 (ou "como piorar um clássico")

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Crysis 2 (ou "como piorar um clássico")

 

4 anos depois de arrebatar os olhos e as placas de vídeo dos gamers mais hardcore, “Crysis” volta numa sequência que busca mais abrangência de hardware e público, agora também lançado para Xbox e PS3, além do PC.

Como os fãs do original suspeitavam, a continuação sofre as consequências da portabilidade para os consoles. A Crytek fez um grande trabalho em otimizar sua tecnologia deixando o jogo ainda muito bonito e realista sem perda no desempenho – poucos títulos dos consoles se equiparam aos gráficos de “Crysis 2” (com exceção de “Uncharted 2,” que continua, e provavelmente continuará dentre esta geração de consoles, imbatível) – ,  mas é inevitável notar como as texturas e a atmosfera ainda são inferiores ao primeiro jogo.

O design das fases também se tornou bem mais simples e linear, mais parecendo arenas multiplayer do que cenários grandiosos que permitem uma livre movimentação (a escolha tática para entrar em combate, por exemplo, vem não pelo uso do terreno disponível como no primeiro jogo, que você podia dar a volta no mapa inteiro e abordar o inimigo por trás se quisesse, mas agora vem sempre de uma visão de um lugar alto e você apenas decide, basicamente, se quer saltar descendo o pau ou atirando de longe em modo stealth) e não deixa de ser frustrante ver como a liberdade de interação com o ambiente do original se tornou bem mais limitada: as árvores não mais quebram ou reagem a tiros e explosões; apenas determinados objetos do cenário são destrutivos e há personagens pelo caminho que sequer sofrem com um soco ou um tiro.

(Cloverfield perde)

Se a física e o visual, ainda que com perdas, correspondem à excelência técnica que se espera da Crytek (a riqueza e a atenção aos detalhes impressionam, como a inédita água que realmente faz ondas quando você se move nela), os constantes bugs são irritantes: itens podem aparecer flutuando do chão, algumas texturas podem não renderizar direito e inimigos ficam rodando em círculos (a I.A. do jogo em geral é bem problemática, inclusive). Para piorar, a narrativa se tornou bem menos consistente e envolvente, nem de longe lembrando a experiência emocionante do original. A história progride de forma monocórdica e sem muito esforço emotivo, e ainda que o jogo guarde alguns twists (uns previsíveis, outros nem tanto) jamais envolve como o primeiro “Crysis”, que assim como títulos como “Bioshock” e o próprio “Uncharted 2”, sabiam integrar a ação à narrativa de forma invejável, subvertendo o conceito de cutscenes, diluindo-as na própria jogabilidade e tornando a progressão na história muito mais intensa e emocionante.

Por mais que haja de fato em “Crysis 2” alguns momentos de estupefação, eles são apenas visuais e funcionam mais como breves interlúdios. O chão que desaba aos seus pés e os prédios que caem nos arredores são visualmente impressionantes, mas inofensivos. São momentos que vêm apenas para serem admirados (tanto que há um botão somente para olhar o que acontece), e consequentemente, você nunca se sente parte de verdade da catástrofe ao seu redor. Há um senso de passividade diante da tragédia que nos afasta do verdadeiro impacto que a história e toda a atmosfera de destruição, tão impecavelmente produzida, poderia ter. Nenhum dos momentos mais intensos de “Crysis 2” chegam perto do poder emocional dos momentos inesquecíveis do “Crysis” original, como quando entrávamos na nave alienígena (um clímax que vinha ainda na metade do jogo) ou quando, após uma surpreendente virada na história, a ilha onde você estava aparece congelada, com uma nuvem de alienígenas no céu (sem contar os assustadores e gigantescos chefes de fase que apareciam em momentos catárticos). O senso de catástrofe se intensificava cada vez mais e a tensão progredia de forma irresistível. Em “Crysis 2" sequer há um grande chefão para tornar alguma batalha realmente memorável (o que está acontecendo com os desenvolvedores dos games de ação hein? Esse tipo de jogo PRECISA de chefes).

(Chefes finais de "Crysis 1" e "Crysis Warhead". E o de "Crysis 2"....)

Foi justamente a perda desse senso de “descoberta gradual” e de uma narrativa coesa e surpreendente (e também a falta de conflitos épicos que quebrem a monotonia do tiroteio) que matou a experiência de “Dead Space 2” para mim. Nesse sentido, “Crysis 2” não é tão prejudicado quanto àquele, já que as novas dinâmicas de jogabilidade – com diversos upgrades e novos movimentos – aliados ao sempre estratégico uso dos poderes do nanosuit jamais deixam de ser uma experiência sempre evolutiva e divertida. Porém, esta continuação sofre muito com a linearidade geral da ação, que inevitavelmente acaba deixando tudo genérico demais.

A escolha de ambientalizar em Nova Iorque, por exemplo, ainda que tão bem feita, provavelmente da forma mais fiel e impressionante já feita num game, acaba tendo o efeito contrário: nos sentimos num lugar meramente ordinário, já tantas vezes visitado em outros games, tirando qualquer sensação de ineditismo ou de fascínio que a insólita ilha original oferecia. E, pior, com inimigos pouco instigantes. No primeiro jogo, ainda que de design nada original (pareciam cópias exatas das sentinelas de Matrix), os aliens voavam e tinha movimentos imprevisíveis, tornando o combate muito mais tenso e difícil. Os aliens humanóides da sequência são pouco criativos e a pouca variedade faz com que se tornem facilmente repetitivos.

(Basicamente os únicos inimigos que você enfrenta durante 10 horas)

Acaba sendo curioso, portanto, como o jogo sabota a si mesmo ao prometer alguma variedade de ação e nunca cumprir: Duas ou três fases terminam com você entrando num tanque ou jeep e preparando-se para atirar loucamente em tudo que se mova, mas – uma interrupção repentina e um loading depois – a fase seguinte, incompreensivelmente, começa com você a pé de novo. O mal aproveitamento dos veículos, inclusive (há pouquíssimos momentos em que podemos usufruir deles, mas que não permitem muita movimentação e terminam em poucos minutos), se mostra uma decadência da própria proposta da série: O uso de veículos era parte essencial da estratégia de ação no “Crysis” original e mais ainda no “Warhead”.

Contribui ainda mais para a falta de variedade a carência de clímax. Quando você finalmente entra em uma estrutura alienígena e acha que algo realmente grandioso vai enfim acontecer, uma cutscene interrompe a ação e segundos depois você já está de volta ao solo fazendo a mesma coisa que já vinha fazendo nas últimas horas. Nem mesmo a sequência final – mais uma vez, ainda que visualmente impressionante – exige algo diferente do que já foi feito em diversos outros momentos do jogo, o que não deixa de ser extremamente frustrante.

(Continua bonito. Mas as árvores não caem dessa vez...)

Ainda que eu praticamente só tenha apontado defeitos aqui, não tenha dúvidas: o singular uso do nanosuit e o intenso combate aliado aos ótimos gráficos fazem com que “Crysis 2” seja um dos melhores FPS disponíveis para esta geração de consoles, trazendo algo de raro e único numa época em que quase todos os FPS’ parecem se inspirar na jogabilidade limitada e repetitiva da série “Call of Duty”, o que não deixa de ser um grande triunfo. Uma pena que, para atingir uma variedade maior de público e hardware, a Crytek tenha sacrificado o que tornava seu “Crysis” original tão marcante: a ambição. Com uma campanha bem mais modesta, “Crysis 2” perdeu em praticamente tudo em comparação ao original (e também para a extensão “Warhead”): na escala, na grandiosidade, na narrativa, no envolvimento, na variedade da ação, etc.

Certamente aqueles que nunca quiseram investir numa placa de vídeo poderosa para o PC ficarão embasbacados e entretidos o suficiente com “Crysis 2” em seus consoles. Com esta continuação, terão um dos melhores FPS lançados recentemente. Uma pena que, perdendo o original, deixarão de experimentar um dos melhores de toda uma geração.

 

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Pringles
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Qual foi a versão analisada? Crysis so mostra todo seu potencial em PCs de 6 mil reais.

No PS3, li que esta abaixo de Killzone 3 em graficos. Estou jogando KZ3 e gostando muito.

agraciotti
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Joguei a de PC. Mas vi um pouco no PS3.

E não tem mais dessa de q precisa de um PC de 6 mil reais. Minha placa já tem uns bons 4 anos e joguei no máximo com framerate lisinho. Eles otimizaram os gráficos pra que tivesse desempenho em máquinas mais modestas.

saca isso:

http://www.nerdmaldito.com/2011/04/comparacao-de-texturas-em-crysis-1-vs.html

 

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Não sei os consoles mas no PC o jogo tá capado mesmo, aqui só apareceu três opções simples de configuração de vídeo sem possibilidade de um tweak avançado. A diferença de programação do jogo é tão vasta que o Crysis original aqui em Full HD e tudo no máximo baixava pra menos de 30 fps(PhenomIIX4-965+HD4850) da segunda metade em diante quando os aliens infestavam a tela, terminei ele com tudo no máximo mas em 720p mesmo. Já esse novo configurando na opção hardcore e em 1080p fluiu sem a menor queda de fps o jogo todo, o jogo no PC é basicamente um port capado. O Agraccioti apontou muito bem os vários defeitos do jogo ressaltando o mérito de não seguir a típica produção formulaica dos FPS atuais, só esqueceu de mencionar que assim como o COD: Black Ops o jogo tem um bug lamentável na missão 10(Corporate Collapse) e pelo que pesquisei quando aconteceu comigo não é só no PC mas em todas as plataformas onde o jogo foi lançado. Há de se ressaltar também a trilha sonora envolvente de Hans Zimmer e o vacilo da Crytek deixando o multiplayer do jogo aberto a qualquer combinação de números ou letras como serial, joguei algumas horas e parece muito com o MW2 com a vantagem dos mapas maiores e a opção do nanosuit.

agraciotti
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XIII wrote:

o jogo tem um bug lamentável na missão 10(Corporate Collapse) e pelo que pesquisei quando aconteceu comigo não é só no PC mas em todas as plataformas onde o jogo foi lançado.

Qual, especificamente? Eu vi TANTO bug durante o jogo que a partir da metade eu nem ligava mais. Só metralhava tudo e queria terminar logo.

 

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XIII
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Depois de derrotar o primeiro tripod alien lá aparecem dois carros do exército e o jogo manda você reagrupar com o Chino, só que quando o cara desce do carro não acontece nada, o jogo fica estagnado naquele pedaço do mapa e acabou, quando aconteceu comigo dei uma pesquisada e uns disseram que pegar o carro e atropelar um dos soldados fez entrar a cut scene e outro recomendou reiniciar a missão e não coletar os nanobots do robô. Reiniciei a missão sem coletar os tais nanobots e passei de missão e esse é só um de muitos, tem vídeos a rodo no youtube com um monte de bugs absurdos.

agraciotti
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XIII wrote:

Depois de derrotar o primeiro tripod alien lá aparecem dois carros do exército e o jogo manda você reagrupar com o Chino, só que quando o cara desce do carro não acontece nada, o jogo fica estagnado naquele pedaço do mapa e acabou, quando aconteceu comigo dei uma pesquisada e uns disseram que pegar o carro e atropelar um dos soldados fez entrar a cut scene e outro recomendou reiniciar a missão e não coletar os nanobots do robô. Reiniciei a missão sem coletar os tais nanobots e passei de missão e esse é só um de muitos, tem vídeos a rodo no youtube com um monte de bugs absurdos.

Ah, sei. Comigo não aconteceu, mas quase rolou. Notei q demorou um pouco pra entrar a cutscene, mas foi de boa. O mais ridículo são os aliens que correm em direção à parede ou ficam presos no cenário. Acho q metade deles rola isso. Mais um motivo pra terem deixado os aliens sentinela do primeiro jogo.

 

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Pringles
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Não vou comprar, no PS3 deve ta uma caca. To me divertindo muito com Killzone 3, graficos impressionantes e multiplayer com classes.

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Pringles wrote:

Não vou comprar, no PS3 deve ta uma caca. To me divertindo muito com Killzone 3, graficos impressionantes e multiplayer com classes.

Killzone me deixou entediado já na demo. Acho Crysis 2, mesmo sendo infinitamente e brutalmente pior q o primeiro, é melhor do q quase todos os FPS q joguei no PS3.

 

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quase nada
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Tem fase com gravidade zero?

agraciotti
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quase nada wrote:

Tem fase com gravidade zero?

não. tem nada diferente ao longo do jogo. No máximo..

Spoiler: Highlight to view
...o central park aparece sendo erguido na sua frente por tentáculos aliens, na última fase. Mas, como eu disse na crítica, é meramente visual. Não interefere em nada na jogabilidade nem tem impacto nenhum pra narrativa.

inacreditável, não?  Deveriam relançar o Crysis 1, versão "full HD maximum power" para os consoles e chamar de "Crysis 3". vai fazer mais sentido.

 

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Ray J
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Agraciotti: Análise promovida a página principal. Parabéns.

Saudações
Ray Jackson

Pringles
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agraciotti wrote:

Pringles wrote:

Não vou comprar, no PS3 deve ta uma caca. To me divertindo muito com Killzone 3, graficos impressionantes e multiplayer com classes.

Killzone me deixou entediado já na demo. Acho Crysis 2, mesmo sendo infinitamente e brutalmente pior q o primeiro, é melhor do q quase todos os FPS q joguei no PS3.

O jogo final é muito melhor e dublado em portugues do brasil.

agraciotti
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Pringles wrote:

e dublado em portugues do brasil.

agora é q não jogo mesmo :P

 

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Guybrush Threepwood
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agraciotti wrote:

Pringles wrote:

e dublado em portugues do brasil.

agora é q não jogo mesmo :P

Olha, tem dublagens e dublagens. Não joguei a do Killzone pra ver como ficou, mas por exemplo, a do Starcraft II tá bem decente. E a dublagem do Grim Fandango consegue a façanha de ser MELHOR que a original. Bem melhor, diga-se de passagem.

Por outro lado, a dublagem do Halo 3 é bem ruim. Tanto que acabei comprando o Halo: Reach gringo, ao invés do nacional.

agraciotti
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Guybrush Threepwood wrote:

agraciotti wrote:

Pringles wrote:

e dublado em portugues do brasil.

agora é q não jogo mesmo :P

Olha, tem dublagens e dublagens. Não joguei a do Killzone pra ver como ficou, mas por exemplo, a do Starcraft II tá bem decente. E a dublagem do Grim Fandango consegue a façanha de ser MELHOR que a original. Bem melhor, diga-se de passagem.

Por outro lado, a dublagem do Halo 3 é bem ruim. Tanto que acabei comprando o Halo: Reach gringo, ao invés do nacional.

a de Grim Fandango é bem boa mesmo. Mas nunca vi o original pra comparar. É q dublagem pra mim é igual conversão de arquivo.... sempre tem uma perda da proposta. Os caras tem um puta trabalho pra contratar TAL cara pra colocar a voz, imprimir a personalidade do personagem q eles passaram anos desenvolvendo, q guie bem o roteiro e tudo mais, pra chegar aqui e um bando de pé-rapado escolher qualquer zé mané pra fazer a versão em português. não dá. Em cinema, eu desisti geral (eu NUNCA esqueço a experiÊncia traumática de ter visto Os Incríveis dublado no cinema, cheio de gírias paulistas e conversão nos nomes das ruas pra situar tudo no Brasil. Terrível). Em games vejo com menos otimismo ainda.

 

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Livia
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Guybrush Threepwood wrote:

E a dublagem do Grim Fandango consegue a façanha de ser MELHOR que a original. Bem melhor, diga-se de passagem.

Me fala uma coisa, existe algum jeito de jogar grim fandango hoje em dia?

 

 

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And then there was silence...

Leão da Barra
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agraciotti wrote:

a de Grim Fandango é bem boa mesmo. Mas nunca vi o original pra comparar. É q dublagem pra mim é igual conversão de arquivo.... sempre tem uma perda da proposta. Os caras tem um puta trabalho pra contratar TAL cara pra colocar a voz, imprimir a personalidade do personagem q eles passaram anos desenvolvendo, q guie bem o roteiro e tudo mais, pra chegar aqui e um bando de pé-rapado escolher qualquer zé mané pra fazer a versão em português. não dá. Em cinema, eu desisti geral (eu NUNCA esqueço a experiÊncia traumática de ter visto Os Incríveis dublado no cinema, cheio de gírias paulistas e conversão nos nomes das ruas pra situar tudo no Brasil. Terrível). Em games vejo com menos otimismo ainda.

Desse jeito vão falar que você não é patriota...

Eu também não consigo assistir filmes dublados, mas geralmente não vejo problemas em desenho animado, salvo algumas exceções (notadamente Shrek, já que 90% da graça está no burro de Eddie Murphy).

Imagino que, regra geral, o mesmo raciocínio dos desenhos se aplique aos jogos. Alguns são excelentes (Grim Fandango é o melhor exemplo) e alguns são aceitáveis (estou jogando agora inFAMOUS com dublagem lusitana. É estranho, mas não chega a comprometer).

Claro que tem ainda os bizarros, alguém lembra aqui do Prisoners of Ice?

Livia wrote:

Me fala uma coisa, existe algum jeito de jogar grim fandango hoje em dia?

Estou no trabalho, não tenho como procurar o link exato, mas busca no Google por Grim Fandango Portavel.

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Falta de Esculhambação

 

XIII
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No quesito dublagem o primeiro Max Payne foi a melhor adaptação de linguagem que eu já vi.

Ray J
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Livia wrote:

Guybrush Threepwood wrote:

E a dublagem do Grim Fandango consegue a façanha de ser MELHOR que a original. Bem melhor, diga-se de passagem.

Me fala uma coisa, existe algum jeito de jogar grim fandango hoje em dia?

Tem. Me procure no MSN que eu explico melhor. Uma dica: Envolve convites.

Saudações
Ray Jackson

agraciotti
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é...imagina a voz do uniforme falando "força máxima!".

E o Mortal Kombat vai ter versão em PT/BR também. Imagina só o Scorpion gritando "venha aqui!". Não dá né

 

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Guybrush Threepwood
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Leão da Barra wrote:

Claro que tem ainda os bizarros, alguém lembra aqui do Prisoners of Ice?

PUUUUUUUUUUUTA, como fui esquecer desse? "Fomos atingidos, minhas máquinas, MINHAS MÁQUINAS!" Mega tosco.

Sobre o Mortal Kombat, ele será LEGENDADO em PT-BR, e não dublado.

Ray J
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Guybrush Threepwood wrote:

Leão da Barra wrote:

Claro que tem ainda os bizarros, alguém lembra aqui do Prisoners of Ice?

PUUUUUUUUUUUTA, como fui esquecer desse? "Fomos atingidos, minhas máquinas, MINHAS MÁQUINAS!" Mega tosco.

Sobre o Mortal Kombat, ele será LEGENDADO em PT-BR, e não dublado.

All your base is belong to us.

Saudações
Ray Jackson

Pringles
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Mas ficou muito legal a dublagem de Killzone 3 é bom poder acompanhar a historia em pt-br sem ter que ficar forcando o raciocinio pra entender e traduzir as falas na mente.

 

 

Guybrush Threepwood
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Pringles wrote:

Mas ficou muito legal a dublagem de Killzone 3 é bom poder acompanhar a historia em pt-br sem ter que ficar forcando o raciocinio pra entender e traduzir as falas na mente.

Porra, tu aprendeu inglês aonde? Pra mim o inglês é tão natural quanto português. Até o meu italiano, que é beeeeem mais ou menos, quando eu leio ou escuto eu raciocino no idioma original.

quase nada
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Pringles wrote:

Mas ficou muito legal a dublagem de Killzone 3 é bom poder acompanhar a historia em pt-br sem ter que ficar forcando o raciocinio pra entender e traduzir as falas na mente.

 

 

Principalmente expressões, gírias do ghetto, códigos de combate (KIA, ETA, ASAP) e etc. Eu gosto quando tem, pelo menos, legenda em inglês. Até hj eu fico iradinho pq a legenda em inglês, na maioria dos jogos, vem desligada por default.

quase nada
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Comecei jogando ontem, a música desse jogo é uma das melhores, aquela funebre é maravilhosa. A jogabilidade está melhor, tiraram várias inutilidades do crysis, por exemplo: agora não precisa mais apertar "f" pra pegar munição dos inimigos mortos, basta ser do mesmo calibre e passar por cima, da pra ficar atrás das coisas, atirar e se esconder. Não tem mais aquela idiotice de entrar no carro no banco do carona, as cutscenes estão mais bem feitas (agora aquele primeiro video pelo menos está em HD), o binóculos agora é útil, tiraram a porcaria da granada de fumaça, resumiram o "maximum power" e "speed" (toda vez que corre ele liga o turbo) e etc. Até a transição das fases está melhor (meio copiada do COD, mas tão certo, tem que copiar os melhores).

Sobre a falta de variedade de inimigos, no crysis 1 tinha quantos?

- coreano

- alien

- tripod gigante

- mini tripod

Esse crysis ta me pegando mais gostoso que o primeiro, adoro matar capeta pra comprar upgrades e etc. Tirando os gráficos (que apanha do Crysis 1, do Killzone 3 e até do 2), é um jogo melhor, menus eficientes, layout mais bonito, tudo mais bem acabado.

 

 

 

agraciotti
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quase nada wrote:

meio copiada do COD, mas tão certo, tem que copiar os melhores

vc já sabe o q vou falar, então deixa pra lá. :P

sobre os inimigos, a questão nem é tanto a variedade, mas o uso deles. O alien sentinela-voador era muito mais interessante de combater. e tinha chefes, carajo, CHEFES!

 

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quase nada
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Nossa, acabei de chegar na cabeça da Estátua da Liberdade, acho que é a coisa mais bem feita que já vi num jogo, só os carros do GT5 chegam perto. Eu mergulhei só pra ver o resto da danada (inclusive tem um gift dentro da boca).

Tirei uns screens 1920x1080.

Será que esse jogo usa tesselation? Eu nem sei o que é isso, só sei que minha placa faz:

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quase nada
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Zerei, puta merda que jogo bom, cada batalha mais sensacional que a outra, parei o Dragon Age 2 só pra terminar esse aqui.

Gostei muito mais que o primeiro, agora ta tudo com cara de COD Modern Warfare, espetaculoso, cheio de cenas de "clique botão pra rastejar" e etc.

Destaque pra luta com um chefe no meio da Times Square, cheio de luz, de repente: todas as luzes apagam num black out absurdo destacando a iluminação meio audi dos aliens.

Nota: 9,0

agraciotti
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Quase Nada, sua noção de "chefe de fase" tá realmente conturbada. Depois de Dead Space 2, falo mais nada.

E Call of Duty é de uma pobreza sem fim. Eu DETESTO essas cutscenes "aperte tal botão para rastejar"...."aperte tal botão para saltar, virar cambalhota, sacar uma granada e detonar todos os inimigos ao redor". É ridículo.

Pelo menos nisso a gente concorda q Crysis 2 pega bastante desses elementos de COD, o que pra mim só torna o jogo pior.

 

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quase nada
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Já saquei que tua sanha é chefe de fase gigante, poxa, tudo bem, eles são legais, tipo shadow of the colossus (11 chefes do tamanho de um prédio), Contra e etc. Mas aprenda que estamos numa nova Era, os jogos de guerra se popularizaram, o inimigo agora é outro, ficaram menores, mais ágeis, praticamente ninjas do amor.

Se tu gosta de bicho gigante passa mel no rabo e se muda pra Itu pra ver se algum formigão come tua bunda, puta merda, qual foi o melhor chefe das últimas décadas?

Esse daqui:

Metal Gear 4, dois velhotes... brigando... NO TAPA. Poxa, são apenas dois lafranhudos lutando jiu-jítsu, o que tem de grandioso nisso? Tudo. Pois muitas vezes o minimalismo é algo grande, é o peso sentimental da batalha. Pense nisso: o que seria mais anticonvencional num jogo onde os inimigos são robôs gigantes com todo tipo de arma irada? Uma luta no braço.

Os neo-tripod do crysis 2 são chefes sim, os aliens invisíveis tbm (aqueles 4 últimos).  

Isso é a era moderna, SEJA BEM VINDO.

Fazendo um adendo, perceba que Crysis copiou tudo do MGS, esse negócio de nanoesqueleto, roupinha transparente e etc os japoneses já faziam na década de 80.  

Vc é meio conservador nas coisas boas e liberal nas coisas ruins, fala bem do Irã, mas fala mal dos filmes 3D; reclama do Call of Duty e apóia o governo da Coréia do Norte.

Tipo, aprenda, acostume-se. Conviva com isso.

1

Guybrush Threepwood
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quase nada wrote:
qual foi o melhor chefe das últimas décadas?

Esse daqui:

Caraca, acho que é a primeira vez em ANOS que eu concordo com o quase nada.

Essa luta contra o Liquid Ocelot é mesmo de uma beleza ímpar. Aliaís, maioria dos boss fights da série MGS são.

agraciotti
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quase nada wrote:

Já saquei que tua sanha é chefe de fase gigante, poxa, tudo bem, eles são legais, tipo shadow of the colossus (11 chefes do tamanho de um prédio), Contra e etc. Mas aprenda que estamos numa nova Era, os jogos de guerra se popularizaram, o inimigo agora é outro, ficaram menores, mais ágeis, praticamente ninjas do amor.

Se tu gosta de bicho gigante passa mel no rabo e se muda pra Itu pra ver se algum formigão come tua bunda, puta merda, qual foi o melhor chefe das últimas décadas?

Esse daqui:

Metal Gear 4, dois velhotes... brigando... NO TAPA. Poxa, são apenas dois lafranhudos lutando jiu-jítsu, o que tem de grandioso nisso? Tudo. Pois muitas vezes o minimalismo é algo grande, é o peso sentimental da batalha. Pense nisso: o que seria mais anticonvencional num jogo onde os inimigos são robôs gigantes com todo tipo de arma irada? Uma luta no braço.

Os neo-tripod do crysis 2 são chefes sim, os aliens invisíveis tbm (aqueles 4 últimos).  

Isso é a era moderna, SEJA BEM VINDO.

Fazendo um adendo, perceba que Crysis copiou tudo do MGS, esse negócio de nanoesqueleto, roupinha transparente e etc os japoneses já faziam na década de 80.  

Vc é meio conservador nas coisas boas e liberal nas coisas ruins, fala bem do Irã, mas fala mal dos filmes 3D; reclama do Call of Duty e apóia o governo da Coréia do Norte.

Tipo, aprenda, acostume-se. Conviva com isso.

1

 

na na não. Não me refiro aos chefes gigantes apenas. Os do Crysis 1 e Warhead eram gigantes e era fodas pq tinham tudo a ver com o jogo (invasão alienígena? CLARO q o chefe tem q ser gigante, cacete). Me refiro a qualquer tipo de chefes de verdade, aquela luta épica, q vem depois de vários desafios lineares e aí vem um desafio DIFERENTE de tudo o que vc vinha enfrentando....um conflito q sirva como CLÍMAX, uma "recompensa" por vc ter chegado até ali. ISSO é o conceito de chefe de fase. Não é um inimigo q vc já viu em outras partes de jogo e q mata só com alguns tirinhos na cabeça.

Esse do MGS4 CLARO q é chefe. E tb acho dos melhores. Olha bem essa luta. Ela dura vários minutos. É ÉPICA, entende? Pode ser "minimalista"...pode ser até luta entre duas formigas se quiser, mas tem q servir como CLÍMAX de alguma maneira.

quase nada wrote:
Os neo-tripod do crysis 2 são chefes sim, os aliens invisíveis tbm (aqueles 4 últimos).

tá de sacanagem comigo né? Matei aqueles bichos em 30 segundos. E se vc saísse correndo deles em direção ao "buraco" final, o jogo terminaria mesmo assim. Fala sério.

Crysis 2 NÃO TEM chefe. NÃO TEM clímax. Sorry.

 

E sobre Call of Duty, essa é pra vc:

http://www.ign.com/videos/2011/04/14/hating-call-of-duty

 

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quase nada
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Agraciotti, cancela tudo, pois se o  Guybrush concordou comigo quer dizer que eu estou errado. Parabéns, vc ganhou essa discussão. Nunca se esqueça desse dia (pois será único). Se puder imprima essa página (em qualidade fotografia) e cole na sua parede.

Guybrush Threepwood
Foto de Guybrush Threepwood

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA! Ri alto aqui, o povo do trabalho ficou tudo me olhando esquisito.