Enemy

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quase nada
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Apesar de ter elementos agraciotticos e vários toques de filmes pra barbudo (onde todo mundo é meio sentimental, anda devagar e etc), a história é boa e muito intrigante. Sem falar que foi dirigido pelo cara do Prisoners, tudo bem que aqui a proposta é outra, o filme tem mais cara de festival e o resultado cheio de surrealagem e diversas interpretações não vai agradar todo mundo.

É baseada num livro do saramago sobre um cara que acha seu doppelganger. Sem fazer nenhum spolier, já adianto que acaba de repente com uma cena que faz algumas pessoas desmaiarem de susto.

Nota: 7,6

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Esse "O Homem Duplicado" do Saramago q é simplesmente um dos livros mais fodas q já li. Eu lembro q quando acabei de ler pensei exatamente "caralho, alguém TEM q adaptar esse livro pro cinema".

O Gyllenhal é bom ator e gostei de tudo q vi do Villaneuve até agora.

Ansiedade nivel 100

 

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Alguns fanboys do livro odiaram, pra mim o grande defeito é a duração de 1:30, vou até procurar se vai sair alguma versão do diretor. Com mais meia horinha dava pra deixar o filme mais denso (chegando até a cutucar a soberania de outros "filmes pesadelo" tais como Jacob's Ladder e Mulholland Drive).

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GO4891 wrote:

Villeneuve ainda tem no currículo o (pra mim) ótimo "Incendies".

Ouvi falar desse filme na época do prisoners, mas nem fui atrás pq não aguento filme com temática das arábias. Sempre tem algum draminha, depois aparece um turco, ai eles choram mais um pouco, botam a culpa em Israel e terminam comprando um par de sapatinhos pra alguém.

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quase nada wrote:

GO4891 wrote:

Villeneuve ainda tem no currículo o (pra mim) ótimo "Incendies".

Ouvi falar desse filme na época do prisoners, mas nem fui atrás pq não aguento filme com temática das arábias. Sempre tem algum draminha, depois aparece um turco, ai eles choram mais um pouco, botam a culpa em Israel e terminam comprando um par de sapatinhos pra alguém.

O Incêndios é bem bom, apesar de algumas forçadas duvidosas....tipo Radiohead "de graça" na trilha o tempo todo e um twist nível Oldboy (o que é sempre perigoso pq a impressão do filme fica toda baseada numa surpresa final), mas é bonitasso e muito bem feito.

To baixando uma copia HDRip do Enemy. \o/

 

 

 

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Assisti ontem e achei meio decepcionante.

Eu gostei do clima dark e perturbador q não cede em nenhum momento. Aliás, esse Villaneuve tem as manha de fazer um filme com clima PESADO. O Prisoners já era uma aflição constante. E esse acho q vai ainda mais além, com a trilha drone e a edição que faz tudo parecer um grande pesadelo (ele sempre demora pra fazer o contraplano de um diálogo, q sempre começam sem vc saber com quem o persoangem está conversando. E as locações da cidade sempre tem um clima muito esquisito e perturbador, como se não fossem reais).

MAS.... acho q o filme tropeça nos simbolismos e no "sentido" todo da história, q é justamente onde desvia do livro. Eu não ligo de adaptar com algumas liberdades criativas, mas nesse caso a coisa fodeu com o melhor do livro. Explico:

 

- - - LEVE SPOILERS SOBRE O FILME E O LIVRO - - - -

Até entendo q tem um problema de época. No livro, o personagem passa metade da história PROCURANDO o cara. Como o cara é sempre figurante, ele aluga 500 filmes da mesma produtora todos os dias, faz uma lista com os nomes q se repetem e vai eliminando um por um. A busca pelo nome é um elemento essencial na história pra mostrar esse processo de loucura q ele entra....ele nao consegue mais trablhar nem trepar com a namorada. 
No filme, q obviamente se passa numa época q nao existe mais VHS e em tempos de internet e google, a busca pelo cara acontece em 5 minutos e muito rápido. O cara ve no filme, aluga mais um, faz uma busca no google e pimba, já achou o maldito doppelganger. Todo o processo de loucura dele já fica prejudicado daí. Mas beleza....dá pra entender. Vamos adiante.

Pra mim o grande problema: A PORRA DA ARANHA. What the fuck. Que simbolismo BESTA, simplista e gratuito. Ok....eles queriam pegar a ideia do Saramago apenas como premissa pra contar a historia de um cara com dificuldades de relacionamento com as mulheres (no fim do filme fica claro q o doppelganger é na verdade como uma realidade dupla dele mesmo, uma alegoria da propria dificuldade dele de superação da ex-mulher e apego verdadeiro em novos relacionamentos. Tem varias cenas que sugerem bem claro isso), mas colocar esse simbolismo como REQUISITO para se apreciar o filme é q acho a grande falha. Eu sempre acho q os melhores filmes com "simbolismos a serem interpretados" são aqueles que colocam como algo extra, a ser apreciado opcionalmente e enriquecem a história (Magnólia, O Retorno...). Em Enemy, esse simbolismo CONDUZ a história. Se vc nao o interpretar, vai ficar boiando e achar tudo uma grande viagem de LSD. E aquela última cena escancara a coisa de forma mais idiota possível.

Um filme com clima de angústia impecável e grandes atuações, mas com um sentido bem bobo por trás de tudo.

nota: 7

 

Só de curiosidade: No livro, ele mata o doppelganger e quando acha q vai ficar em paz, recebe uma ligação de outro cara q diz q é igual a ele. Sim, um loop de doppelgangers. E termina com ele colocando mais uma bala no revólver.

BEM mais foda q essa porra de aranha, né nao?

 

 

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Eu até que gostei desse negócio da aranha, o problema é que foi tudo muito corrido. São poucos personagens e nenhum é aprofundado. Uma coisa que só percebi depois de ler o imdb é que o filme não acontece em ordem cronológica. Tem uma cena no começo do filme que aparece o reflexo daquele óculos de viado que ele compra pra se autostalkear no meio do filme.

Saiu um outro com argumento parecido, dessa vez baseado num livro do Dostoevsky.

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quase nada wrote:

Eu até que gostei desse negócio da aranha, o problema é que foi tudo muito corrido. São poucos personagens e nenhum é aprofundado. Uma coisa que só percebi depois de ler o imdb é que o filme não acontece em ordem cronológica. Tem uma cena no começo do filme que aparece o reflexo daquele óculos de viado que ele compra pra se autostalkear no meio do filme.

Saiu um outro com argumento parecido, dessa vez baseado num livro do Dostoevsky.

Isso dos personagens serem meio superficiais não me incomoda. Até gosto da coisa meio seca com que lida com todo mundo, focando totalmente no protagonista. Mas acho q faltou desenvolver um pouco mais a loucura dele. E sim, esse lance da cronologia está toda espalhada. Por ex, no começo, na ligação da mãe - q logo em seguida aparece a cena da mulher grávida. Vendo esse começo uma segunda vez, fica bem óbvio q a mulher grávida é a ex dele. E todo o drama dele se ver duplo é como se ele não se desse tempo pra superar o relacionamento anterior antes de começar outro. Uma vida q atropelou a existência da outra. Beleza, legal MAS........sério. Aranha? ARANHA? POrque Dels, porque?

 

Esse The Double tá recebendo elogios melhores

 

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quase nada wrote:

Eu até que gostei desse negócio da aranha, o problema é que foi tudo muito corrido. São poucos personagens e nenhum é aprofundado. Uma coisa que só percebi depois de ler o imdb é que o filme não acontece em ordem cronológica. Tem uma cena no começo do filme que aparece o reflexo daquele óculos de viado que ele compra pra se autostalkear no meio do filme.

Saiu um outro com argumento parecido, dessa vez baseado num livro do Dostoevsky.

Isso dos personagens serem meio superficiais não me incomoda. Até gosto da coisa meio seca com que lida com todo mundo, focando totalmente no protagonista. Mas acho q faltou desenvolver um pouco mais a loucura dele. E sim, esse lance da cronologia está toda espalhada ao longo do filme. Por ex, no começo, na ligação da mãe - q logo em seguida aparece a cena da mulher grávida. Vendo esse começo uma segunda vez, fica bem óbvio q a mulher grávida é a ex dele. E todo o drama dele se ver duplo é como se ele não se desse tempo pra superar o relacionamento anterior antes de começar outro. Uma vida q atropelou a existência da outra. Beleza, legal MAS........sério. Aranha? ARANHA? POrque Dels, porque?

 

Esse The Double tá recebendo críticas melhores

 

 

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quase nada wrote:

Eu até que gostei desse negócio da aranha, o problema é que foi tudo muito corrido. São poucos personagens e nenhum é aprofundado. Uma coisa que só percebi depois de ler o imdb é que o filme não acontece em ordem cronológica. Tem uma cena no começo do filme que aparece o reflexo daquele óculos de viado que ele compra pra se autostalkear no meio do filme.

Saiu um outro com argumento parecido, dessa vez baseado num livro do Dostoevsky.

Isso dos personagens serem meio superficiais não me incomoda. Até gosto da coisa meio seca com que o roteiro lida com todo mundo, focando totalmente no protagonista. Mas acho q faltou desenvolver um pouco mais a loucura dele. E sim, esse lance da cronologia está toda espalhada ao longo do filme. Por ex, no começo, na ligação da mãe - q logo em seguida aparece a cena da mulher grávida. Vendo esse começo uma segunda vez, fica bem óbvio q a mulher grávida é a ex dele. E todo o drama dele se ver duplo é como se ele não se desse tempo pra superar o relacionamento anterior antes de começar outro. Uma vida q atropelou a existência da outra. Beleza, legal MAS........sério... Aranha? ARANHA?? POrque Dels, porque???

 

Esse The Double tá recebendo críticas melhores

 

 

 

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