Interstellar - O próximo talvez melhor filme da humanidade

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quase nada
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Interstellar - O próximo talvez melhor filme da humanidade

Quinta-feira, junto da estréia do Hobbit 2, sai o teaser trailer do novo filme do Nolan, estejam preparados, pois a sociedade está prestes a presenciar o próximo melhor filme da década, do próximo ano, talvez, quem sabe, pode ser. 

 

quase nada
Foto de quase nada

Nossa, esse teaser é melhor que o Gravidade inteirinho. Será que a humanidade está pronta? Clique e saiba.

agraciotti
Foto de agraciotti

achei bregaço. Parece q tudo agora quer ter essa vibe Árvore da Vida, com sussurros, paisagens desfocadas e trilha melodramática. Achei até q o Superman iria aparecer voando no final.

 

E na boa...."ONE YEAR FROM NOW"???  Acho q é a chamada mais picareta da história. Pau no cú do Nolan e todos os envolvidos

 

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https://soundcloud.com/cellardoorbr

quase nada
Foto de quase nada

Um ano a partir de hj vc estará se desculpando, pois terá sido o melhor filme que vc viu na vida.

Livia
Foto de Livia

agraciotti wrote:

achei bregaço. Parece q tudo agora quer ter essa vibe Árvore da Vida, com sussurros, paisagens desfocadas e trilha melodramática. Achei até q o Superman iria aparecer voando no final.

 

E na boa...."ONE YEAR FROM NOW"???  Acho q é a chamada mais picareta da história. Pau no cú do Nolan e todos os envolvidos

concordo em genero, numero e grau

 

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And then there was silence...

quase nada
Foto de quase nada

kkkkkkk. Sacam nada. 

 

Dré
Foto de Dré

agraciotti wrote:

achei bregaço. Parece q tudo agora quer ter essa vibe Árvore da Vida, com sussurros, paisagens desfocadas e trilha melodramática. Achei até q o Superman iria aparecer voando no final.

E na boa...."ONE YEAR FROM NOW"???  Acho q é a chamada mais picareta da história. Pau no cú do Nolan e todos os envolvidos

Concordo com a primeira parte, não com a segunda. Esse "one year from now" não tá ali de graça, deve ter algo a ver com a história, que fala de tempo e espaço e coisa e tal.

quase nada
Foto de quase nada

Vcs são que nem os pobres que viram esse teaser:

e depois acharam que o novo xmen será tipo downtown abbey.

 

 

Ray J
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"One year from now" é uma contagem regressiva. Jargão do meio aero espacial.

Saudações
Ray Jackson

Charllie
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Dré
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E eu ainda não entendi direito sobre o que se trata esse filme. Viagens especiais, viagens no tempo, buraco de minhoca, aliens...?

agraciotti
Foto de agraciotti

Além de incompreensível, achei bregaço. Pior trailer dos ultimos tempos

 

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quase nada
Foto de quase nada

Dré wrote:

E eu ainda não entendi direito sobre o que se trata esse filme. Viagens especiais, viagens no tempo, buraco de minhoca, aliens...?

É baseado num artigo sobre esses buracos de minhoca, tb tem a ver com aquela teoria do Einstein de que se vc mandar um dos gêmeo dentro de uma cápsula espacial, o outro que fica na Terra envelhece mais rápido e pega aids. Com certeza terá exploração espacial e alguma coisa de fim do mundo. Nerds e fanboys da série Cosmos já estão em polvorosa. Tudo indica (inclusive pela época que escolheram a estréia) que o filme será indicado a vários kikitos. Dentre as novidades técnicas é pra esperar coisas tão (ou mais) inovadoras que as do Inception. Pra ver o nível da produção, alguns meses atrás saiu essa foto de uma camera imax no bico de um avião a jato:

O filme está sendo pré produzido desde 2007, dentre alguns boatos, uma fonte (tão boa quanto a da Ana Maria Baiana) disse que o Nolan explodiu um iceberg na islândia (não duvido de nada depois que ele meteu uma locomotiva nas ruas de ny), sem falar que tempo depois desse boato confirmaram que o filme terá algo relacionado a um planeta de gelo.

Aqui outra foto de um treco usado na filmagem (seja lá o que for):

Eu acho que será uma mistura de Contato, 2001, 2012 e Looper, só que melhor. Os últimos 3 filmes dele deram mais de 1 bilhão, o que tornaria o orçamento pra esse quase ilimitado (se ele queria mesmo explodir um iceberg, com certeza conseguiu). Não é pra esperar outro Prometheus, que teve um trailer foda e um filme meio merda. Ninguém entendeu direito esse último trailer (principalmente os mais burros) mas o filme deve ser foda.

Nota? 0 ou 10. Vai depender de que lado da dimensão vc está. 10 na dimensão dos saca tudo ou 0 na dimensão dos agraciotti.

prangel
Foto de prangel

Saiu o novo trailer. Sinceramente, não sei o que esperar. Estou achando muito foda por enquanto, mas esta ficando com um cheiro de Prometheus no sentido de muito Hype e inevitável decepção!

Vemos a filha dele com 10..11 anos e depois com 30. Alias no 1o trailer ja tinha isso. Vemos os outros planetas.... o gelado inclusive...enfim!

Comentem.

grato.

agraciotti
Foto de agraciotti

Já começa esse hype irritante, ja vi post dizendo q "Nolan fez um provavel sci-fi classic". Vá a merda ne. Diretor mais superestimado de todos os tempos.

E pelo provavel melodrama e breguice q o trailer entrega, aposto q vai ser uma merda. Pior q Prometheus (q eu vi esses dias "sem querer" no Telecine e deu vontade de socar a cabeça do Ridley Scott na parede). Podem anotar. 

 

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XIII
Foto de XIII

O agraciotti provavelmente se auto ownou no comentário acima mas vou te contar, hein.... essa de astronauta fazendeiro e de que ''o amor é a única coisa que transcente tempo e espaço'' me fez rir aqui, forte!

Já que os preguiçosos não linkaram...

prangel
Foto de prangel

XIII wrote:

essa de astronauta fazendeiro e de que ''o amor é a única coisa que transcente tempo e espaço'' me fez rir aqui, forte!

Que isso cara! Armageddon! Ciência na veia! :)

 

grato.

quase nada
Foto de quase nada

Só não quero que seja outro Gravidade, aquele sim foi um filme totalmente fandangos sabor presunto.

XIII
Foto de XIII

Isso aqui sim é um trailer!

agraciotti
Foto de agraciotti

continuo achando meio cafona. E esse visual desaturado + trilha do Hans Zimmer tá cansando. Achei q em algum momento ia aparecer o Superman do Zack Snyder.

 

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Livia
Foto de Livia

eles estão procurando um planeta pra levar a humanidade?

 

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And then there was silence...

XIII
Foto de XIII

É o que o Alfred dá a entender ao dizer que a geração da filha do Mcdonalds será a última a sobreviver na Terra.

quase nada
Foto de quase nada

 

Ficou excelente, de cara da pra ver que é um filme meio vertical, cheio de informação no chão e teto, coisa 100% pensada pro imax. A duração tb ta definida: 2:49 (filme mais longo do Nolan). Agora é aguardar a estréia, vou ficar com água até o joelho de tanto choro do menino agraciotti.

 

 

quase nada
Foto de quase nada

Paul Thomas Anderson has seen Christopher Nolan's interstellar: "fucking incredible", "Brave the line. See it in IMAX.".

 

Dré
Foto de Dré

A Ana Maria Bahiana já viu...

quase nada
Foto de quase nada

Depois da votação de ontem, não quero nem ouvir falar em baiano. Essa Ana Maria, assim como seus conterrâneos: Charlie, Leão da Barra, XIII e Terenzi (que tirou passaporte) trouxeram mais 4 anos de bazinga para o Brasil.

Pelo menos Pastor Marcos Feliciano e Imperador Bolsonaro foram reeleitos, agora é unir força com os milicos e dar um golpe nesses putos. To nem ai, se eu tiver que morrer, que seja lutando pela pátria, tipo meu bisavô (que perdeu a vida matando muambeiro na guerra do paraguai) ou meu avó, que morreu DE PÉ na Guerra do Uruguaia (ataque cardíaco, depois que uma granada estourou perto do ouvido dele).

Livia
Foto de Livia

ninguém ainda?

 

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And then there was silence...

Stryder
Foto de Stryder

É foda.

Terenzi
Foto de Terenzi

ó!!! Stryder??

Ray J
Foto de Ray J

Assisti sábado em uma sala XD. É o mínimo para ver o filme, e, se puderem, assistam em Imax, pois a fotografia é belíssima.

Quanto ao filme, tem aquele excesso de didatismo do Nolan, com direito até a pegar folha de papel e explicar como funciona um buraco de minhoca.

Mas nada disso me incomodou, principalmente porque o filme é uma história de amor fingindo ser uma ficção científica hardcore.

Vou evitar spoilers por enquanto, mas assistam que vale a pena. Filmão.

Saudações
Ray Jackson

Livia
Foto de Livia

meu, é o stryder mesmo?

 

 

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And then there was silence...

Dré
Foto de Dré

Filme longo demais, ridiculamente cheio de explicações e tecnicidades de física, astronomia e afins. E pior: sem um ápice que justifique suas quase três horas. Você fica a projeção inteira aguardando algo grandioso - dados o tema, o visual e o próprio diretor - e nada de impressionante acontece. Nenhuma cena marca ou fica registrada na memória, ainda mais levando em conta o currículo do Nolan.

Pra não ser injusto, duas cenas se destacam por méritos pontuais: uma explosão silenciosa no espaço, de surpresa, ainda que nada melhor do que foi feito em Gravidade; e uma sequência onde Matthew McConaughey, fazendo jus aos elogios que tem recebido ( apesar de seu sotaque capira estar cansando ) recebe uma mensagem do filho deixado na Terra.

Aliás, sobre as infáliveis comparações com Gravidade: não dá pra comparar, na verdade. São ideias e execuções distintas, pois onde o filme do Cuarón prima por um clima mais claustrofóbico, Nolan vai no caminho contrário e trabalha a grandiosidade, seja no espaço ou em terra. O visual segue este padrão de encher os olhos, mas, como falei, a impressão é que nenhuma cena ou imagem se destaca.

A trama, que eu confesso não ter entendido direito nos trailers, é até simplória: em uma época não especificada, talvez um futuro próximo, uma nuvem de poeira toma conta do ar, a Terra não produz mais tantos alimentos quando deveria, e a humanidade deixa de lado suas aspirações de viajar ao espaço para se dedicar a agricultura. Um ex-astronauta acaba descobrindo uma célula ainda existente da Nasa e é escolhido para pilotar a nave de uma missão secreta: atravessar um buraco de minhoca no espaço para chegar a uma nova galáxia, onde existem possíveis planetas que podem abrigar a população da Terra. Em paralelo, um cientista tenta desvendar a fórmula que vai quebrar a barreira tempo/espaço, chave para transportar a raça humana ao novo planeta.

Mas algo se perde no produto final. À primeira impressão, apesar do trabalho de produção impecável, tem ecos demais de dezenas de coisas que já vimos antes aqui e ali, de 2001 ao próprio Gravidade. E tudo isso é entremeado por diálogos cansativos, além de personagens e algumas situações batidas, sem brilho algum. Isso quando não são inúteis: Anne Hatthaway é uma das coisas mais avulsas que já vi dentro de um roteiro. Ela não acrescenta nada, com exceção de uma última cena muito da piegas que estraga o que poderia ter sido um final razoável. E Michael Caine, o tal cientista, tem uma participação vital, mas seu personagem é tão mal desenvolvido que quando ele faz uma séria revelação em uma cena dramática, o resultado é pífio, já que você não faz a menor ideia do porque ele fez o que fez.

E com todas as longas explicações do filme, os personagens vivem se referindo aos responsáveis pelo buraco de minhoca e outras ocorrências como "eles". Mas ninguém explica quem ou o quê são esses "eles". Então tá.

Vá ao cinema esperando pouco, quem sabe algo te agrade. Certeza que o povo que curte o tema vai adorar. Já quem busca algum tipo de ação ou drama, vai ficar quase três horas sentado pra sair frustrado.

Stryder
Foto de Stryder

Dré wrote:

Filme longo demais, ridiculamente cheio de explicações e tecnicidades de física, astronomia e afins. E pior: sem um ápice que justifique suas quase três horas. Você fica a projeção inteira aguardando algo grandioso - dados o tema, o visual e o próprio diretor - e nada de impressionante acontece. Nenhuma cena marca ou fica registrada na memória, ainda mais levando em conta o currículo do Nolan.

Pra não ser injusto, duas cenas se destacam por méritos pontuais: uma explosão silenciosa no espaço, de surpresa, ainda que nada melhor do que foi feito em Gravidade; e uma sequência onde Matthew McConaughey, fazendo jus aos elogios que tem recebido ( apesar de seu sotaque capira estar cansando ) recebe uma mensagem do filho deixado na Terra.

Aliás, sobre as infáliveis comparações com Gravidade: não dá pra comparar, na verdade. São ideias e execuções distintas, pois onde o filme do Cuarón prima por um clima mais claustrofóbico, Nolan vai no caminho contrário e trabalha a grandiosidade, seja no espaço ou em terra. O visual segue este padrão de encher os olhos, mas, como falei, a impressão é que nenhuma cena ou imagem se destaca.

A trama, que eu confesso não ter entendido direito nos trailers, é até simplória: em uma época não especificada, talvez um futuro próximo, uma nuvem de poeira toma conta do ar, a Terra não produz mais tantos alimentos quando deveria, e a humanidade deixa de lado suas aspirações de viajar ao espaço para se dedicar a agricultura. Um ex-astronauta acaba descobrindo uma célula ainda existente da Nasa e é escolhido para pilotar a nave de uma missão secreta: atravessar um buraco de minhoca no espaço para chegar a uma nova galáxia, onde existem possíveis planetas que podem abrigar a população da Terra. Em paralelo, um cientista tenta desvendar a fórmula que vai quebrar a barreira tempo/espaço, chave para transportar a raça humana ao novo planeta.

Mas algo se perde no produto final. À primeira impressão, apesar do trabalho de produção impecável, tem ecos demais de dezenas de coisas que já vimos antes aqui e ali, de 2001 ao próprio Gravidade. E tudo isso é entremeado por diálogos cansativos, além de personagens e algumas situações batidas, sem brilho algum. Isso quando não são inúteis: Anne Hatthaway é uma das coisas mais avulsas que já vi dentro de um roteiro. Ela não acrescenta nada, com exceção de uma última cena muito da piegas que estraga o que poderia ter sido um final razoável. E Michael Caine, o tal cientista, tem uma participação vital, mas seu personagem é tão mal desenvolvido que quando ele faz uma séria revelação em uma cena dramática, o resultado é pífio, já que você não faz a menor ideia do porque ele fez o que fez.

E com todas as longas explicações do filme, os personagens vivem se referindo aos responsáveis pelo buraco de minhoca e outras ocorrências como "eles". Mas ninguém explica quem ou o quê são esses "eles". Então tá.

Vá ao cinema esperando pouco, quem sabe algo te agrade. Certeza que o povo que curte o tema vai adorar. Já quem busca algum tipo de ação ou drama, vai ficar quase três horas sentado pra sair frustrado.

Eu não tenho como defender esse filme porque, realmente, ele é problemático em vários aspectos. Mas fazia tempo que eu não via um sci-fi de espaço tão empolgante assim (Gravidade é um lixo).

Ainda assim, eu discordo de que o filme não tem ação e drama, inclusive 

Spoiler: Highlight to view
a cena da "acoplagem manual rotatória dos infernos" é incrivelmente dramática e tensa, com aquela trilha do Hans Zimmer retesando e crescendo até quase explodir, a humanidade literalmente dependendo de uma manobra quase impossível etc. Muito foda, muito angustiante.
.

Quanto ao filme não explicar quem são "eles", acho que você não estava prestando atenção (o que é muito provável, já que a essa altura eu imagino que você estivesse de saco cheio). Enfim, 

Spoiler: Highlight to view
são humanos do futuro, que sobreviverão graças às informações que o Cooper envia para a Murph para que ela solucione a equação lá e consiga ajudar a humanidade a vazar da Terra. Isso é um paradoxo de bootstrap, na verdade.

Dré
Foto de Dré

Stryder wrote:

Quanto ao filme não explicar quem são "eles", acho que você não estava prestando atenção (o que é muito provável, já que a essa altura eu imagino que você estivesse de saco cheio).

Acho que foi isso, mas essa explicação não teria me convencido do mesmo jeito...rs.

quase nada
Foto de quase nada

Filme chato pra kcet, desculpa ae pelo hype. Fico devendo trintão pra cada um.

Dré
Foto de Dré

Todo mundo que conheço destestou o filme, geral falando mal. E vale notar que se já tava complicado assistir por conta das poucas sessões disponíveis ( devido as suas quase 3h de duração ), hoje com a chegada do novo Jogos Vorazes vai ficar mais difícil ainda.

agraciotti
Foto de agraciotti

Lá pelo meio do filme eu juro q pensei: "o povo do joio saca nada mesmo. Filme lindo do cacete. Estou presenciando um clássico moderno. Obrigado Jesus". 

Eu estava ignorando os personagens idiotas, os diálogos bestas, o didatismo ridiculo e o dramalhão carregado e estava AMANDO o filme. Sério. Isso até...........vir aquele epílogo e destruir TUDO. O q era um gostinho de presenciar um clássico virou um gostinho amargo dos finais mais "ruin everything" q já vi. E não me refiro ao lance do fantasma (que sim, eu gostei), mas o q vem depois q ele acorda e tudo vai por água abaixo.

Vamos por partes:

Tira o blá bla bla spielbergiano do começo (e WTF aquele drone??) e quando a coisa vai pro espaço, o filme fica incrível. Consegue criar uma tensão muito eficiente:  O lance das diferenças temporais da jornada, a busca pelos astronautas nos outros planetas (aquele no meio da água é talvez o melhor momento do filme) e ao contrário de muita gente, ADOREI a "jornada espiritual final", mesmo q totalmente previsivel desde o começo. Mas aquilo foi uma linda homenagem a 2001, Solaris, Contato...todos esses filmes em que a busca de contato com o exterior se mostra uma descoberta interior. Tem conceitos de espiritismo ali, de filosofia oriental, de física quântica, da puta q pariu (e tb achei BEM Stephen King algumas coisas. Nao por acaso tem um livro dele na estante da menina). Tudo lindo. Mas...aí começa a insistencia desse papo de amor...um diálogo (mais um) desnecessario com o robô (o melhor - talvez o único realmente bom - personagem do filme) só pra deixar tudo explicadinho....aí vem aquela epifania "Somos nós, Tars! Nós somos "eles"! É o Amor! É o amoooooooor!"

Aí ele acorda na porra da cama e tudo vira uma sequencia daquele filmeco do Chico Xavier, "Nosso Lar". Sério..é de uma vergonha alheia TAO absurda, mas TAO absurda q a coisa vai, vai e vira uma tortura interminavel....me senti humilhado, como se espancassem minha namorada na minha frente e me fizessem assistir por 20 minutos sem piscar.

E aí o didatismo q eu estava conseguindo ignorar no restante do filme veio à tona e estragou a experiência no geral.  

Sério gente, alguém precisa avisar ao Nolan q ele NAO SACA DE DRAMA. Ele é didático demais, metódico demais, racional demais pra sequer tentar pensar em falar sobre "amor".  E ter consciencia dos próprios limites é uma das características dos gênios. Kubrick sempre foi um cara q nunca soube falar de amor. Na única vez em que sondou o tema, preferiu falar sobre CIÚME e morreu logo em seguida. Nolan devia aprender com ISSO antes de tentar copiar os clássicos.

Ele ainda precisa comer muito feijão pra conseguir abordar algo emotivo de forma realmente profunda. O único momento mais emotivo de sua filmografia foi quando explodiu a namorada do Batman. Acho q chegou uma hora q a austeridade dele clama para voltar à velha forma de temas complexos mas numa forma mais simplória (como Amnésia, ainda o único filme q eu realmente acho nota 10)

Então, sei la....o filme é lindo, de esbugalhar os olhos, e com grandes e ousadíssimas ideias. Mas falta MUITA sutileza pra coisa realmente engrenar.

E na boa, Gravidade é melhor em tudo. Mesmo q também peque no drama, consegue ser muito mais emocionante, mais bonito, mais poético, mais impactante.

 

 

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quase nada
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gileadraab wrote:

Vocês sao muito xaropes, o filme é lindo. Só achei exagerado esse negócio de "Ah... o amor" podia emocionar sem apelar pra isso.

Nota 9,7

Esse descambo do filme pro lado emocional foi inútil. Aquele chororô pode até ser bom pro público mais xarope que gostou do Gravidade, mas não é a praia do Nolan. Desde o primeiro trailer dava pra ver que a importância do filme seria a ligação com o atual sucateamento da nasa, tema pertinente num ano zicado pra industria espacial americana. Até a Europa do Bem, que no geral é uma bosta em tecnologia espacial quando comparada com os EUA, china e Europa do Mal (Rússia e aquelas outras desgraças da ex união soviética), colocou um foguete num aerolito em movimento.

O filme deveria ter um final trágico para funcionar como um alerta, pois sabemos que se a humanidade precisar da ajuda da China ou Russia, nós estamos completamente fudidos. Caso haja o declínio dos EUA é bom todo mundo começar a cavar a própria cova, comprar chumbinho, kit suicídio, pentobarbital e o escambau, pois esses vagabundos da Russia/China são piores que os mineiros, não são solidários nem no ebola.

A trilha sonora fúnebre pedia um final trágico, era quase música de velório, mas os 20 minutos finais transformaram um filme foda, com os melhores efeitos especiais dos últimos 5 ou 10 anos (algumas cenas foram tão reais que pareciam até de arquivo da própria Nasa) numa coisa meio spielberg (no mau sentido).

Mas mesmo sendo um filme mediano dentro do universo nolista, ainda é melhor que quase tudo que passou esse ano, eu só não espera aquele final Gravidade/Bejamin Button.

quase nada
Foto de quase nada

agraciotti wrote:

 (e WTF aquele drone??)

Qual o problema com aquela cena? Tu acha que o filme se passa na atualidade? Tipo, em 2015 numa plantação de milho no interior de Goiás?  Essa idéia de "drones fantasmas" é boa e deu dicas sobre qual época o filme começa.

Hj em dia só os EUA tem essa tecnologia, a previsão pros países fuleiros terem drones com aquelas características é lá pra 2020. Com isso somamos algumas décadas do declínio tecnológico que o filme menciona, mais a ascensão da poeira maldita e temos uma data lá pra 2060/2070, tudo isso sem precisar de carro voador, gente com roupa esquisita ou alguém segurando jornal e falando em voz alta: "Nossa, Jeremy, como está pouco belo este dia de 23 de agosto de 2057".

quase nada
Foto de quase nada

Hj acordei com vontade de defender esse filme. Quero que alguém me responda qual foi o último filme (to falando de mainstream, que custou acima dos 150 milhões), que foi MACHO o suficiente pra tentar uma timeline dessas:

Hein? (não vale o Inception)

 

agraciotti
Foto de agraciotti

quase nada wrote:

agraciotti wrote:

 (e WTF aquele drone??)

Qual o problema com aquela cena? Tu acha que o filme se passa na atualidade? Tipo, em 2015 numa plantação de milho no interior de Goiás?  Essa idéia de "drones fantasmas" é boa e deu dicas sobre qual época o filme começa.

Hj em dia só os EUA tem essa tecnologia, a previsão pros países fuleiros terem drones com aquelas características é lá pra 2020. Com isso somamos algumas décadas do declínio tecnológico que o filme menciona, mais a ascensão da poeira maldita e temos uma data lá pra 2060/2070, tudo isso sem precisar de carro voador, gente com roupa esquisita ou alguém segurando jornal e falando em voz alta: "Nossa, Jeremy, como está pouco belo este dia de 23 de agosto de 2057".

O filme ja tava muito bem situado no tempo sem precisar daquela sequencia. Pra mim aquilo só serviu pra criar um "momento familia bonitinho" - oq eu tb acho q nao precisava. Alem de q nem fodendo q alguem consegue controlar um objeto voador só com o dedinho no trackpad.

 

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quase nada
Foto de quase nada

agraciotti wrote:

quase nada wrote:

agraciotti wrote:

 (e WTF aquele drone??)

Qual o problema com aquela cena? Tu acha que o filme se passa na atualidade? Tipo, em 2015 numa plantação de milho no interior de Goiás?  Essa idéia de "drones fantasmas" é boa e deu dicas sobre qual época o filme começa.

Hj em dia só os EUA tem essa tecnologia, a previsão pros países fuleiros terem drones com aquelas características é lá pra 2020. Com isso somamos algumas décadas do declínio tecnológico que o filme menciona, mais a ascensão da poeira maldita e temos uma data lá pra 2060/2070, tudo isso sem precisar de carro voador, gente com roupa esquisita ou alguém segurando jornal e falando em voz alta: "Nossa, Jeremy, como está pouco belo este dia de 23 de agosto de 2057".

O filme ja tava muito bem situado no tempo sem precisar daquela sequencia. Pra mim aquilo só serviu pra criar um "momento familia bonitinho" - oq eu tb acho q nao precisava. Alem de q nem fodendo q alguem consegue controlar um objeto voador só com o dedinho no trackpad.

To jogando Flight Simulator no trackpad.

XIII
Foto de XIII

Melhor sci-fi em anos, me chamem de gulliable mas adorei o excesso de didatismo - principalmente nas partes em que se referem aos homens do futuro como seres onde tempo e a gravidade são tão manipuláveis como átomos pra nós. As tais 4º e 5º dimensão, o uso da folha de papel esclarecendo pra leigo como usariam o wormhole. Vossos trapizombas são muito enjoadinhos, a minoria dos que viram no cinema sabiam com clareza esses conceitos e sem duvidas saíram da sessão com uma visão bem mais clara não só dos black holes mas como da relatividade também.

Aliás, entendo a explanação do Dré criticando a falta de um clímax, um ápice que justifique a duração mas pelo amor de deus tchúmigos, as 3 horas no planeta Medina lá e o choque do retorno a estação espacial onde se passaram 23 anos, o colega astronauta já envelhecido, as mensagens dos familiares - de arrepiar até o milimétrico cabelo do cu depilado do agraciotti! Fala sério, só aquela sequência já vale o ingresso.

A transmissão dos dados quânticos através do relógio lá, o Bourne psicopata e o Alfred Illuminatti que fedem um pouco se for pegar pra analisar a fundo, mas a beleza desse filme se resume a uma palavra: Simetria. Tudo se encaixa de maneira brilhante, o cliffhanger da pérola dentro da ostra foi foda, o handshake... pqp lindo esse filme! O Nolan é foda e se o Oscar tivesse 1/3 do bom senso que teve no passado esse filme levava ao menos umas 3 estatuetas, com final ''Nosso Lar'' e tudo!

Nota: 9.5