Show muito bacana, mas é do tipo de coisa que depende de uma audiência boa para dar certo. Hoje o pessoal estava ensandecido (vai entender o motivo, não acho o Justice nada tão espetacular), e tudo funcionou muitíssimo bem, com direito a crowd surfing e meninas histéricas tendo ataques epilépticos. Os franceses tocam atrás de uma grande parede de amplificadores, e visualmente (mais do que sonora) o show é bastante interessante. Mas pode ser algo muito chato, se não houver entusiasmo por parte do público. Em certo momento eu fiquei com a impressão que eles estavam tocando a mesma música pela oitava vez, e bateu um tédio que não deveria ter surgido em um show como esses..
O barulho é menos intenso do que o setup de amplificadores dá a impressão no início (o show do My Bloody Valentine, por exemplo, massacra muito mais os ouvidos): é uma apresentação razoavelmente violenta, mas logo que eles começam a tocar, dá um certo desapontamento. Vale a pena assistir, de todo modo.
Amanhã (hoje) eles tocam no Skol Beats em São Paulo, com o Digitalism. No Rio, a abertura ficou por conta do MixHell do Igor Cavalera (que é bem decente, por sinal).
Não consegui gostar do disco do Justice, tãão aclamado por aí...
Meu blog
Eu gostei MUITO de três músicas do disco e o resto achei normal. É um show que iria tranqüilo, aliás, eu nem sabia que eles tocariam aqui.
Comecinho do show:
http://www.youtube.com/watch?v=0aQkQ_yvZRY
Guitarras em playback.
Papo técnico aqui, acabei de ver umas fotos do show no Rio lá no Create Digital Music e comentaram o equipamento pra live que o duo usa. É coisa fina demais, TRÊS Lemurs e dois Korgs além de dois Macbooks.
Detalhe que eles usam Ableton Live (e não o Garage Band, como dizem por aí), tem umas fotos em resolução maior que dá até pra ler o projeto na tela do Macbook e as anotações nos Korgs... é um equipamento de respeito pra um live, deve ser daí que vem a pegada de concerto de rock do show deles, dá pra fazer muita coisa com esse set e um punhado de amps Marshall.